domingo, 4 de abril de 2010

Retratos de um abandono emocional: Dossier II: Pranzo Oltrentista ou Soul Bar Mitzvah

Quando a sua vida é intercalada por momentos de sobriedade e ebriedade, você passa a diferenciar melhor os tons de verde e marrom que se aproximam. Tudo é uma grande experiência espiritual no deserto e Às vezes satã aparece, te tentando com virgindade e suco vaginal under 18. E você para e pensa? Ou você vai fundo com gosto?
Talvez, caro gafanhoto, se eu não fosse fundo com tanto gosto, não seria hoje quem sou, um desperto, como os meus companheiros de blog. Se você acha esse blog mero fruto do vazio de nossas mentes, se engana, seu filho da puta! Essa porra é pensada... Eu precisei ir muito longe no cyber-espaço e nas minhas experiências (todas heterossexuais, pelo menos em se tratando das físicas, ainda que diversas) para voltar e pregar o conhecimento principal: o Amor a Allah.
Não me compreendam estupidamente, mas se considere habitante de duas realidades, uma de essências, outra de carne. Você, carnavalesco perdido numa Veneza escura, com aquele bando de gente fantasiada pensa: "Fudeu." Eu penso: "Melhor." Através de máscaras jogamos na roda nossas essências, independente do que nós temos. Pois toda fantasia reflete um debate dialético na alma. Uns tem um mal gosto do caralho, criancinhas todas queriam ser baianas, animais ou super heróis e tem gente que é feita por dentro de papel machê. Ano que vem me fantasio de pedra.
O que eu falo é que temos de transgredir nossa realidade carnal, material, em todos os sentidos, abstraindo até chegar a um ponto em que tudo possa ser mera abstração da realidade e isso gere prazer independente de sua realização num plano físico. Sim, afinal o plano virtual de nossas mentes existe, se não como teria surgido uma coisa tão incompreensível quanto um coelho que entrega ovos numa data festiva cristã?
E eu creio que o maior jeito de fazer isso seja o Amor. Por que, você se pergunta, esse muleque resolveu insistir com essa merda? Porque esse texto é meu, vai se fuder. Porque, veja bem, jovem Padawan, que merda é o Amor? Porra nenhuma, você não sente o Amor, nem sabe definí-lo com palavras. Não pertence a sua dimensão sensorial (você não o sente como sente paixão, medo, fome -digo fisicamente) nem a sua dimensão racional (não consegue descrevê-lo nem nada). Logo eu te digo o que o Amor é: uma abstração do caralho! É a junção de pensamentos racionais e sensoriais, caracterizando uma abstração unicamente humana. E fodam-se os cisnes!
Macacos se fodam também pois, em minha opinião, a única caracterizadora da humanidade é justamente essa capacidade de abstrair, que encontra no Amor sua maior expressão.
Daí chegamos ao Soul Bar Mitzvah. É fácil compreender o Amor, mas só sabemos que ele funciona de elevador pra nossa transcendentalidade após tomarmos no cu sem KY. Enquanto a maioria dos merdas no mundo justificam isso com desculpas materiais, eu vos digo, tem tudo haver. Só que não como eles pensam. O constante processo de valorização das coisas materiais que se deu em nossa sociedade reificou o ser humano, transformando as mulheres numa personificação kafkiana do não romance, meus queridos. A mulher de hoje é uma merda!
Mas não são todas, só as que se auto-intitulam maduras*... Enfim, não compreendendo porra nenhuma do que as mulheres querem no final de um relacionamento (sobre como as mulheres vivem nas trevas - e nunca entendam trevas num mal sentido, assholes- ver meu próximo post), homens despertos buscam transcender a mera experiência material para dar um up nas sephirot até chegar ao espiríto. E isso me leva de volta ao Amor de Allah.
Maria Madalena recebeu o perdão divino (luzes e sons de FF, please) por ter praticado seus pecados por causa do Amor. Eu nunca tinha sacado essa porra de Deus nos amar. Mas ele nos ama. E nos fode. E nos fode por nos amar (não nesse sentido, garotão). Deus quer a evolução de nós, criaturas, a elevação de nosso ser, e só através das experiências materiais podemos ter o insight de que tudo não se resolve de fora pra dentro, mas de dentro pra fora. Conforme nosso espírito é adubado pelas merdas que acontecem na vida, nós nos alavancamos em direção a luz do criador, a Face de Deus, objetivo mais nobre, porém não único, da existência humana (Epifania moode on).
Então amiguinhos não judeus, o único jeito de se elevar é recebendo, e sim, ele só brota aleatoriamente, o Soul Bar Mitzvah, o descabaçamento da alma. Eventualmente você vai se fuder. Torça pra que não tenham tamanduás no meio. E pense, é pra sua elevação espiritual.

*http://nymphetaminehaven.blogspot.com/2009/12/sobre-as-mulheres.html

Um comentário:

Symphony of Iluvatar disse...

Quando Nietszche se fundiu com House e ficou 2 anos vivendo de "Cagou na chupeta do Brizola".

Novo best-seller de Guilherme Klausner