quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Magichoir

Palavras mágicas...

Porém feitas para serem usadas sempre e para sempre, que algo assim não é feitiço. O mágico está em sempre lembrar o que é bom, pois nunca se sabe quando as nossas cordas estouram...
Uma perguntinha, que embora já se tenha absoluta certeza da resposta, não burocratiza nada, pelo contrário: é uma contramelodia cristalina e suave.
Mesmo com toda luta pra se conseguir aquele momento, em toda sua simplicidade... Fica claro que tudo vale apena do seu lado.
Tônica e Quinta se unem, e talvez surja uma terça, uma sétima, uma nona... Tudo o que o futuro prometer. Só alguns instantes separadas, e as notas soando sozinhas sentem falta uma da outra. Sentem necessidade de serem um acorde maior...

Tudo parece diferente com a gente. Outras notas nunca pensariam nessas coisas agora; Sonham em fazer parte de um grande solo... Talvez seja um papo precoce. Eu duvido; A gente se gosta como adulto, e se ama como criança...

Ouvindo: Secret Garden - Sigma

domingo, 9 de dezembro de 2007

Destino...

Vocês provavelmente não sabem, mas esse que vos digita é um cético do caralho, só não sou ateu porque não acredito que uma coisa tão bem construída como o universo tenha surgido do nada, sem explicação, tem de haver alguma força ou entidade por trás disso tudo, enfim, cético que sou nunca acreditei em destino, ou qualquer teoria relacionada a isso, sempre achei besteira a idéia de que “alguém” escolhe os passos da sua vida antes mesmo de você nascer, imagine como seria ridículo e sem graça você não poder construir ou trilhar seu próprio caminho, tocar a sua própria sinfonia, tomar suas próprias decisões, como se fossemos uma marionete ou um robô pré-programado para realizar tarefas específicas... Foi nesse ponto que eu fui contra na teoria dos outros integrantes desse blog (vide primeiro post do Ankhalimah) Mas agora eu começo a entender melhor o que eles tentaram me dizer... Apesar de não deixar de acreditar que temos o livre arbítrio para fazer o que desejarmos em nossa vida sem que isso afete negativamente nosso futuro, de fato existem coisas que são predestinadas a nós, elas simplesmente acontecem, sem explicações, cabe a você aproveitá-las ou não, a única coisa que se pode fazer é fugir de seu destino e isso vai da sua escolha, mas será que vale a pena fugir? Por tanto meus amigos, não deixem de aproveitar as chances que lhes são dadas, nada acontece por acaso mais de uma vez e se acontecer é porque “alguém” está tentando te dizer alguma coisa.
Às vezes eu me pergunto se estou fugindo do meu... Já tive 3 encontros COMPLETAMENTE inusitados (no ultimo até meu amigo ficou surpreso) com uma certa pessoa que tem tirado meu sono ultimamente, e justamente quando eu tomo a decisão de “finalizar”, algo sempre acontece que me impede de fazê-lo e logo em seguida encontro com essa pessoa do nada... Acho que “alguém” ta querendo me dizer pra insistir e lutar pelo o que eu quero e logo... Só espero que esse “alguém” não esteja querendo me ferrar xD

-Ao som de: Led Zeppelin – Since I’ve Been Loving You / Going to California - (não escuto Led já faz um bom tempo, mas algo me fez querer voltar a ouvir...)

sábado, 24 de novembro de 2007

Here comes a new challenger! And a challenge...

Boa noite a todos, primeiramente gostaria de me apresentar, meu pseudônimo nesse blog será “Lord of Metsu” (metsu vem do kanji 滅 que significa destruição), confesso que não sei mais o que postarei de fato nesse blog, no inicio planejei postar apenas coisas engraçadas e sem sentido com o intuito de destoar um pouco do assunto já abordado aqui e dar um clima mais descontraído ao local, porém a minha vida não se resume somente a isso, pelo menos até onde eu sei... depois de muito pensar, cheguei a conclusão de que devo simplesmente seguir o intuito original de um blog, que é transcrever o que você está passando ou sentindo no momento, sem regras, sem planejamento...resumindo, ta na hora de começar = )
É amanhã... Amanhã será o dia do teste que vai definir parte da minha vida, algo que vem me atormentando a alguns meses e tem tirado meu sono constantemente (como se isso fosse difícil...), cada vez que chega mais perto da hora, mais nervoso eu fico, entretanto é um nervosismo diferente, ao mesmo tempo que se eu tivesse a chance adiaria esse teste para que o realizasse com mais preparo, sinto que quero passar logo por isso e encarar as conseqüências dele, sejam elas boas ou ruins, de qualquer maneira, tenho certeza que elas serão boas para mim e servirão de base pra uma provável mudança que vai ocorrer em minha vida... é claro que meu desejo é que essa mudança ocorra apoiada num resultado positivo de meu teste, mas já estou preparado para o pior, sei que se não conseguir terei outras oportunidades e a chance de conseguir meu objetivo de uma outra maneira, porém não vou desistir do que eu quero, e o que eu quero vai estar na minha frente amanhã =)
Enfim, É amanhã... Me desejem sorte ;)
Ao som de: Mudvayne – Determined / Playlist infinita do meu iPod...
PS: Vocês realmente acham que eu estava falando do vestibular da UFRJ?

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Capítulo IV

** This is Sparta, ou melhor, “Isto é Ankhalimah!” Realmente. **

Chamava-se Victor, nome dado ao seu avô.
Ao chegar na cidade, foi à estalagem, recebido com olhares melancólicos, estranhamente. Algo nele havia ido embora. Uma sensação de tristeza lhe veio à cabeça, talvez tivessem esquecido quem ele era, embora não fizesse o menor sentido. Pois bem, ele começava a dar mais créditos a esses sentimentos que não fazem muito sentido, pois eles surgem do nada, portanto têm um pouco de instinto.
Seguiu, após instalar-se devidamente, à Taverna da esquina. Percebeu a presença de um sujeito um tanto quanto rico, fanfarrão, bebia muito e falava alto com seus companheiros. Pensou como poderia ser feliz se pudesse gozar da vida em alto e bom som sem precisar fazer nada. Uma gorda herança, que desse para viver uns 90 anos gastando à vontade e fazer disso um trabalho.
Nisso lhe surge Um rapaz aparentemente de mesma idade, com uma clave de sol estampada na camisa, um chapéu um tanto esdrúxulo, um ar sacana. E lhe dá um tapinha nas costas, diz: “Vamos lá novamente, vai valer apena, aposto.” - o que lhe proporciona uma sonolência seguida de espasmos, uma sensação já conhecida.
Victor viu-se com um bilhete na mão. De fato, ao meio dia do mesmo dia extraíram-se prêmios para os números do tal bilhete, e o afortunado assegurou-lhe setenta e cinco mil cunhos de ouro. Como que em um daqueles sonhos na qual a consciência não nos martela a cabeça, Victor não hesitou em dirigir-se a um dos melhores restaurantes da região e jantar como um príncipe. Farto, foi ao alfaiate, vestiu-se com o melhor fato que encontrou, barbeou-se, e estabeleceu residência em um bom hotel.
Deu-lhe um estalo na cabeça, pensava agora “Onde encontrarei uma donzela nova, bonita e amante?” - pois via-se a alguns quarteirões do teatro, onde representaria no mesmo dia uma tragédia de Ésquilo, dizia um grande anúncio. E o mais novo e querido filho da fortuna foi encher as algibeiras de ouro e dirigir-se ao lugar.
Entre o grande número de pessoas, pela maior parte nobre, encontoru-se ali duas mulheres, uma já idosa e outra no esplendor da mocidade, cujo composto pareceu ao enamorado Victor o que o mundo se podia imaginar de mais sedutor.
Aproximou-se delas, com o desembaraço que inspira a opulência. A jovem recebeu-o com grande timidez, fez cara de ingênua e com algum esforço conseguiu corar.
Victor ficou satisfeitíssimo ao vê-la assim com um todo tão honesto. Declarou-lhe suas intenções e ela respondeu-lhe com excessiva conduta. A velha, que se intitulava mãe, abeirou-se dele, e disse a Victor que levava muito em gosto a união da menina com tão distinto cavalheiro.
Acabada a representação, tão bem acolhido viu-se Victor pelas duas mulheres, ofereceu o braço à moça, que aceitou sem a menor hesitação. Logo chegaram à casa delas, que convidaram-no para cear e o serviram com toda a cortesia e urbanidade. Durante a ceia, Victor soube que as duas mulheres eram provincianas, e estavam na tal cidade tratando do processo de uma herança, e deram-lhe a entender que o juiz não recusaria receber dois mil cunhos de ouro para resolver o pleito em favor delas.
Victor, que tudo podia com sua fortuna, ofereceu bizarramente aquela quantia.
Elas porém, recusaram com uma certa reserva. Isso o fez pensar que julgavam-no incapaz de fazer aquele negócio, porém Victor tinha a algibeira recheada, insistiu e apresentou o dinheiro. Então, fizeram acordo, com a cláusula de que receberia uma declaração em forma, e ele concordou. A mãe passou ao seu gabinete para escrever uma declaração e deixou nosso personagem com a encantadora jovem. Ele pensou que após um empréstimo de alguns mil cunhos podia tomar algumas liberdades, e foi exatamente o que fez.
A jovem francesa resistiu com uma certa firmeza, mas o amor e o vinho fizeram o rapaz empreendedor e atrevido. Ela, “incapaz” desses espalhafatos que sempre prejudicam uma mulher(nota do autor: ler isto com um tom sarcástico se em voz alta, fazendo favor.) contentava-se em opor mãos um tanto ativas aos ataques do temerário conquistador.
Defendendo-se daquela insistência, foi recuando insensivelmente, e tropeçou sobre a cauda do vestido vermelho-sangue, caindo por cima do sofá...
(OEE, GANHÔ)
Depois, a 'pobre' pequena deixou cair umas lágrimas, e ele as enxugou prometendo casamento. A velha voltou logo em seguida e de tão boa fé, nada desconfiou. Emendando uma nova conversa, Victor convidou-as para jantar no dia seguinte em sua compania no hotel. E foram.
Tinha ajustado com o tabelião para que estivesse lá à noite, e foi comprar um cofre de jóias para oferecer à sua noiva. No que foi tão pródigo que ao voltar para casa lhe restavam apenas uns quinhentos cunhos. Entregou o cofre à francesinha, e foi procurar o tabelião, que se encontrava atrasado, afim de lavrar a escritura que o devia aliançar àquela que tanto lhe enlouquecera os sentidos. Mãe e filha se despediram dele com toda cordialidade e pediram-lhe que não demorasse.
Victor voltou no fim de uma hora, na companhia do tabelião, ansioso. Entrou muito jovial no salão do hotel, e... nem vivalma. Percorreu a casa, nada, perguntou ao dono do hotel pelas duas, e ele lhe disse que haviam saído ambas.
Victor teve um pressentimento. Foi ao armário e viu que seu cofre havia partido com as senhoras, e no lugar das jóias e do dinheiro encontrava-se um bilhete concebido nestes termos: “Quando uma rapariga esperta encontra um asno, um palpavo, prega-lhe o mono. This is the rule. Da próxima vez, antes de se meter nestes assuntos, estude-os primeiro, o então pode lhe custar caro. Desejamos-lhe que a lição lhe seja profícua. Tenha um bom dia...” - Assinado com uma marca de batom.
(OEE, PERDEU)
Respirou aliviado o pobre sujeito ao saber que não havia saído da taverna, e contentou-se com sua condição por vez. Curiosamente, o sujeito que lhe abordara antes de tudo acontecer deixou-lhe o chapéu de bobo-da-corte, para que se lembrasse do incidente.


segunda-feira, 10 de setembro de 2007

O Início

O destino está mais escrito que parece.
É sobre uma conversa que eu, Don Juan Aux Enfers, Lord of Metsu(encachaçado) e uma senhorita tivemos algum dia desses, me foge a data. Oceano's Bar. Foi produtivo, e resolvi sintetizar algumas idéias.

Esse assunto sobre destino, determinismo, coisas do gênero, surgiu da pequena observação empírica de que a pessoa escolhe sempre a melhor opção que pode em qualquer circunstância em que lhe é posta a escolha. Isto significa que a escolha dependeu apenas do acaso e da capacidade de análise e abstração da pessoa. A escolha não existe no conceito popular da palavra – as outras alternativas já haviam sido descartadas, quando elas vieram naquelas circunstâncias. Pois como a alternativa que seria escolhida seria a melhor, e dentro do mesmo contexto, ela sempre seria a melhor desta maneira. É claro que se deve levar em conta que cada pessoa tem prioridades de escolha diferentes. Mas ninguém escolheria algo pior quando se pode escolher algo melhor, ninguém escolhe se ferrar. A não ser que se ferrar seja o melhor, e novamente estamos no mesmo caminho.

Tomamos, para facilitar, um exemplo do dia-a-dia(o mesmo do qual falamos lá no dia): Suponha que um sujeito vá a um bar. O infeliz deverá voltar para casa dirigindo, portanto corre riscos se beber em excesso. E uma das “escolhas” que ele deve enfrentar no evento seria por exemplo o quê exatamente ele vai ou não beber no bar. Exemplos:


  1. Suco de Uva “Ma+s”


  2. Coca-cola


  3. Cerveja


  4. Cachaça
1. Suponha que ele tenha escolhido beber suco. Vai ver o cara é um natureba. Comparando com as outras alternativas, o suco é a mais saudável. É a melhor escolha considerando apenas “Saúde”. Pode ser que o sujeito não possa tomar nada além disso por doença, dieta, celulite. Então essa nesse caso seria a melhor escolha.
2. Coca-cola. Ele pode não gostar de suco. Se for jovem, natural é que ele não se preocupe com danos causados por refrigerante à saúde, afinal a vida é longa. Ou suco parece muito careta para ele, ou para os amigos na verdade, e há a pressão social. Essa escolha leva em conta aspectos diferentes da outra, como 'sabor', 'socialização', leva menos em conta o aspecto saúde. E nesse caso seria a melhor escolha.
3. Bem, o palhaço tem que dirigir, mas escolhe beber assim mesmo. Às vezes é uma latinha só, ou sei lá. Se está todo mundo bebendo cerveja, ou é simplesmente uma choppada, ficar de fora pode ser ruim. Pressão social novamente, ou quem sabe sabor da bebida.
4. Enfiar o pé na jaca(pode ser com cerveja mesmo). Eita, ele não devia dirigir? Que se dane saúde, responsabilidade e segurança, os quesitos “Diversão”, “Tirar onda”, “Fazer merda”, “Ficabebãoébão” vêm antes na escala de prioridades. Considerando esses quesitos apenas, realmente eles são uma escolha melhor que o suquinho, certo? Ou se o cara é um alcoólatra, ele escolhe alimentar seu vício em detrimento de fazer o que é certo. É o que ele acha ser a melhor escolha nesse caso.

Isso serve para exemplificar de uma maneira relativamente genérica o que eu quero dizer: a formulação da "escolha" não é nada além de processamento das sensações e comparação com dados armazenados na mente no momento da escolha. As sensações são a impressão que geramos da situação, tanto em termos de sentidos quanto de sentimentos.

É como disse o Merovíngio em Matrix – Escolhas? Você já as fez. Você está aqui para entender porquê as fez. 

Todos os seres optam sempre pelo que acham ser o melhor sob as circunstâncias da situação apresentada. Óbvio, ninguém vira e diz “Rá, vou me Ferrar só de sacanagem”. Se te dão a possibilidade de escolher entre uma nota de 100 reais e uma maleta com 10 milhões, sem quaisquer condições influentes, é claro que você vai na maleta.

Para "realizar" as escolhas, cada ser possui um paradigma mental para operar o que eu chamaria de um quadro de prioridades, que é formado pelas suas experiências e influenciado pela genética e pelos sentimentos(ou aquelas substâncias químicas que afetam nosso rendimento, se você preferir).

Existe grande importância da criação do sujeito nisso, é claro. Sob esse aspecto os pais são vetores responsáveis pelas ações que influenciam direta e indiretamente o quadro de prioridades do sujeito. Inúmeras são as situações onde os pais são obrigados a escolher entre punir e dar mais uma chance, “deixar mais um pouco o futebolzinho” como solicitado ou mandar “logo pro banho, porra” etc. Na verdade as primeiras experiências de aprendizado costumam ser desencadeada pelos pais.

Dizer que existe destino soa exagero, mas é inevitável. No fim até o escolhido acabou concordando com isso.

Então que porra é essa, estamos sendo testados? Pra ver se se estamos fazendo bom uso do dom que nos foi dado?

Uma observação é que, sob essa ótica, aparentemente estaríamos sendo guiados pelo meio e não teríamos liberdade. O que pode nos fazer pensar que não existe também a noção de responsabilidade e culpa, pois fato é que costumamos associar a liberdade à responsabilidade pelas nossas escolhas, o fato de poder arcar com elas, coisa e tal.

Isso se soluciona vendo a liberdade como algo mais estático, de caráter mais classificatório do que conectivo (dentre eventos). O grau de liberdade de um agente seria proporcional apenas ao grau de restrição da escolha, em determinado evento. Ter mais ou menos liberdade significa que as escolhas têm menos ou mais restrições apenas, o que garante o caráter natural da culpa e a noção básica de responsabilidade, eu creio, mesmo considerando a inevitabilidade das situações e o fato de que somos a soma de tudo que já nos aconteceu.