terça-feira, 6 de abril de 2010

Ampla, VAI TOMAR NO CU!!!!!!

É isso mesmo, eu não to doido não, VAI TOMAR NO CU AMPLA, PORRA! Sei que esta chovendo torrenciamente aqui no rio já faz quase 24h, no entanto de 11h da manhã até agora 4h da tarde eu estou sem luz, porra! Como vão me explicar isso se até as 5h da manhã eu estava acordado e com a luz funcionando? Não faz sentido, durante todo o tempo de pico da chuva a luz estava na moral, agora que ela diminui falta luz? Porra Ampla, vai se fuder, toda chuva que cai aqui, SEMPRE falta luz, e o mais engraçado é que só falta nessa parte do bairro, eu olho pro lado e ta todo mundo com luz, o mesmo vale pra minha vó que mora uma esquina antes da minha, é pouca zoeira?
Isso tudo é somado ao lindo fato de que sempre que falta luz aqui fica em meia fase durante horas, ou seja, temos que desligar a porra toda e ficar testando tudo pra ver se voltou ou não, sem contar o cagaço que ficamos de alguma coisa estragar. É POR ISSO QUE EXISTEM OS SERIAL KILLERS!
Ampla, eu te odeio com todas as minhas forças, tenho certeza que seu nome foi criado baseado na caracteristica principal da buceta das mães de seus fundadores, espero que estes queimem no fogo do inferno junto com você e a bindnet, duas empresinhas do caralho mesmo.
PS: agradeço a Apple por ter criado o iPhone 3G e a Claro por me dar a excelente cobertura da rede 3G que estou usando agora, esses sim são exemplos de empresas fodas!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Eu ainda quero a roupa do Darth Vader…

Não agüento mais, chega de promessas, chega de esperar, quero sair dessa merda de uma vez por todas, eu mereço, caralho! Simplesmente não dá mais pra acordar todo o dia e se sentir assim, como se eu estivesse dopado e passar o resto do dia desse jeito, não dá mais pra levar uma faculdade federal e uma vida social decente estando sempre cansado, sempre na merda, por mais que eu tente disfarçar ou esconder, não dá pra fazer NADA do que eu deveria ou gostaria de fazer, isso é um cu, não dá pra avançar na vida se você não consegue se mover, PORRA!
Pouco tempo atrás eu me apoiava em cigarro e álcool pra poder tentar escapar do nervosismo e da pressão que eu passo por causa disso tudo, e ao mesmo tempo ter um pouco de diversão/prazer logicamente, mas nem isso eu tenho vontade de fazer mais, quero dizer, não consigo mais me divertir ou esquecer das coisas com os dois, pra minha saúde isso é até legal, mas que se foda, do que adianta ter saúde sem qualidade de vida? Se eu pudesse não sairia mais de casa, por mim ficava o dia inteiro jogando Street Fighter IV, provavelmente é uma das únicas coisas que eu consigo fazer direito (meu Ryu é um demônio, modéstia a parte)...
Às vezes eu sinto vontade de voltar aos meus 14 anos, onde eu não tinha preocupações, não tinha compromissos, não almejava nada, só estudava (mal e porcamente), jogava The King of Fighters o dia todo e cuidava da minha querida página, que por sinal sempre foi foda e não dava dor de cabeça, lá eu tinha amizades virtuais sem o menor envolvimento real, não corria riscos, minha vida era simples, idiota,infeliz e ridícula,mas era mais fácil, bem mais fácil, por isso foda-se tudo, quero ela de volta. Apesar de ter mudado radicalmente nesses seis anos, eu errei lá no começo, não medi meu tamanho antes de crescer, deveria ter me estruturado melhor antes de qualquer coisa, ou não ter crescido at all... Eu sempre fui assim, entrei de cabeça em tudo, nunca deixei algo tomar conta da minha vida por muito tempo, sempre tive metas, planos, mesmo que eu não soubesse com clareza quais eram eles, agora eu sinto falta de ter parado e olhado ao meu redor, talvez eu devesse ter planejado diferente, talvez eu devesse ter continuado minha vida na mediocridade, quem sabe assim eu tivesse me aceitado e seria feliz sendo medíocre, deve ser melhor que ter um potencial enorme e não aproveitá-lo, algo frustrante e doloroso, apesar de sempre dizer que a mudança é algo positivo, de repente não é, ou não, sei lá, devo estar falando merda já que ando descrente de tudo, por tanto, ignorem o que eu digo, alias, ignorem tudo escrito aqui, foda-se.
No final de tudo, o que eu quero mesmo é a roupa do Darth Vader e que o resto vá pra casa do caralho!

A eterna música

A sinfonia é algo sublime.


Eu acredito em apenas uma coisa: que acreditar não é necessário.

Dessa maneira eu posso falar com qualquer um sobre qualquer coisa, pelo bem do progresso e pela graça do conhecimento, pelo exaltar da idéia, sendo ficional ou não.

É interessante pensar sobre nós sem preconceitos físicos.


Quando você, nesse momento, está com o rabo sentado perdendo tempo enquanto ouve música, já parou pra reparar como uma música é feita?
Ela é gravada com instrumentos físicos, que fazem som físico. Esse som todo vira informação e é passado pra vinil, CD, etc... em forma de dados. Mas quando o tocador toca, ainda sai o mesmo som, certo?

Aí um nerd safado, sei lá quem, inventou a mp3. Um formato de compressão de dados usando um algoritmo chamado Lossy Compression. Ele reduz a nitidez de certas partes do som que estão fora da faixa auditiva da maioria das pessoas, usando modelos de psicoacústica para escolher os dados a serem descartados ou reduzidos, e depois grava o resto da informação de uma maneira eficiente.

Usando matemática, você pode diminuir o tamanho da música pra uns 10% dela.

Agora me diga, pensando rápido num númnero de um a quatro, qual você escolhe?
É claro que eu não posso tirar isso da sua cabeça, mas e se existissem padrões na natureza... Dos quais eu posso reconhecer e usar?

Três. (se você realmente pensou 3, faz parte de uma massa de cerca de 76%)

Existem padrões na natureza. E eu falo assim tirando o jargão do computador e trazendo para o jargão da natureza. Porquê computadores são fatalmente natureza. Matemática é natureza. Códigos são natureza. Um deles determinou a cor dos seus olhos.

E por isso, um ser humano não é o seu Material.

Por exemplo a Britney, "oops i did it again...", não é o CD que é a música.
 É sempre a mesma música, quer seja em forma de CD, ou num HD magnético, ou numa fita K7, ou mesmo numa folha de papel escrito em zeros e uns.
Não importa qual é a mídia em que a música foi armazenada, a música é a informação, o código em si. A mídia é só necessária para se armazenar a informação. Poderiam até ser ondas, raios laser projetando 0100101 no espaço pra quem quiser interpretar, ou ondas de rádio.

O que é mais fascinante. Você não é a matéria: você é o conjunto de padrões com o qual a matéria que o compõe é disposta junta.
Se eu pegasse essa matéria e jogasse tudo num misturador, não seria mais você. Sustentando mais ainda o fato, devido à morte celular, mecanismos de excreção, entre outros, a cada 7~8 anos, toda a matéria em você é renovada, sua pele, cabelo, fluidos etc. E ainda assim você ainda é você. Ou seja, você não é a mídia, você é o padrão.


Você é uma música.


Jesus tocava a flauta. Ela tem 9 buracos, assim como nosso corpo.

É o ar que passa pela flauta ou a mente que faz a música que sai?


E se eu pudesse criar um meio de mp3zar você?

domingo, 4 de abril de 2010

Retratos de um abandono emocional: Dossier III - I: Se todo o ar do mundo virasse madeira

Gillian estudava a máquina com desejo, podia se ver a lascívia em seus olhos. Era perfeita, todos os seus dados perfeitamente sintetizados, quando ativados deveriam recriar a consciência divina e forçar pela boca dos infiéis que ninguém deveria comer carne na sexta-feira santa.
Mas desde muito ela já apresentara resultados diversos do esperado. Quando o Multivac começou a estudar a questão e apresentou os primeiros prognósticos, que tratavam do exterior da máquina, todos os poucos cientistas que estavam envolvidos no projeto ficaram surpresos com o desenho de uma mulher exuberante. Seria aquela a face de Deus?
E ela era tão diferente das mulheres atuais em contornos... Enquanto as mulheres das classes mais baixas se pareciam com animais escurinhos e peludos, devido a incapacidade de se aplicar a eugenia nas áreas mais "populares" das cidades, e as das classes superiores pareciam robôs pálidos e esquálidos, ela parecia uma mistura do melhor dos dois lados, dando a impressão de ser saborosa como um pêssego.
A Igreja Católica, financiadora da pesquisa, ficou um pouco ressabiada dessa primeira análise do Multivac, mas era necessário. O mundo se perdia cada vez mais e era necessário provar a existência de Deus. E nada melhor que o Multivac, com suas ligações eletromagnéticas que se extendiam por todo o Cosmo para compreender a essência divina. As ondas que eram capturadas pelas cordas que formavam todo o sistema que permitia ao gigantesco computador fazer suas análises, acreditava-se, provinham diretamente da Divindade, ondas essas que explicavam toda a vida e existência do Universo.
Gillian ficara responsável por desenvolver as partes de engenharia genética do projeto, a verdadeira parte central. Com meros vinte e três anos e com uma genética apuradíssima, ele já era considerado o maior especialista da Federação (órgão político que governava o planeta) no assunto de engenharia genética. Com o maior avanço da compreensão dos cientistas acerca do tema, descobriu-se que, de fato, poucas coisas na vida humana de fato dependiam do arbítrio. Isso não só alavancou os estudos e a aplicação da eugenia, que, vale ressaltar, não incluíram campos de concentração, mas mera seleção genética e esterilizações em massa de futuros criminosos, como também eliminou a crença que ainda subsistia do Livre-Arbítrio, aproximando religiões como as critãs, que optaram por abandonar essa crença, e a islamita e levando a extinção de outras, como o judaísmo.
E eles, os catorze cientistas envolvidos, em breve iriam ligar a máquina. Jerôme Pascal, estava ressabiado. Ele trabalhara com a parte da engenharia e armazenamento de dados nos chips que simulavam o cérebro de Deus. O problema é que as características que o Multivac havia determinado para este Avatar de Deus na terra não eram as mais comuns. Ao invés do tão esperado Amor no sentido romântico, esse mechanix tinha uma frieza derivada de um Amor não humano, criado através do somatório de sentimentos primordiais (paixão, ódio, caridade, angústia, entre outros), que preenchia todo aspecto de formação do caráter. No entanto, fora-lhe dado um conhecimento além dos limites do imaginável, instalando-se um Multivac super-desenvolvido na parte do andróide especificamente construída para suportar todo esse peso.
Aliás, talvez aquele fosse o maior exemplo de andróide possível. Ainda que feito nos moldes de um ser humano, ela (afinal, havia o sexo sido previsto pelo Multivac) tinha recebido melhoramentos eletrônicos e mecânicos nunca antes aplicados a um ser humano. Ainda que ressalvassem-se algumas limitações físicas para torná-la passível de controle, ela era o melhor ser humano vivo.
Apertou-se o botão. Vazou o líquido da vida, um sangue artificialmente craido para ser doador e receptor universal. Em quatro horas ela abriu os olhos, revelando íris de um castanho ímpar, que se assemelhavam ao curioso prisma de cores presentes numa noz, e abriu um belíssimo sorriso perolado, que brilhava por entre lábios de um escarlate intenso.
Gillian, pela sala de comando, pede: "Perguntem a ela qual seria a pior coisa possível de se acontecer."
Procedimento este executado pelo doutor Ford, médico deste novo ser, bem como de toda a equipe. Ao que ela respondeu com uma voz, ainda que maviosa, fria: "Se todo o ar do mundo virasse madeira."
Ouvindo essa resposta, o doutor Crawford soltou uma gargalhada e disse: "Sabíamos que deveríamos ter feito um homem e ignorado esse computador estúpido!"
Como resposta, o doutor Gilbert, irmão mais novo de Gillian, disse, em tom sarcástico: "Bem, nesse caso, pelo menos poderíamos todos sentar nos céus..."

Estabelecida quarentena do projeto Espelho Divino.

Meat Is Murder

Caros amigos leitores deste blog, fiquei um bom tempo sem escrever nada aqui por uma falta caralhal de tempo. Alias, eu nem deveria estar perdendo meu tempo aqui mas foda-se, tô de saco cheio de estudar.
Essa sexta feira parecia um dia normal, porém, quando cheguei na mesa do almoço, percebi que não tinha carne, só peixe. Até aí tudo bem, as vezes as pessoas tem vontade de comer peixe mesmo, mas depois de um tempo eu parei, pensei e, CARALHO, era sexta-feira santa! Por isso a ausência de carne na mesa.
Isso é muito engraçado, cara. Temos um dia religioso no ano em que é proíbido comer carne, se não vc comete um pecado e vai pro inferno. Sim, Deus é um cara muito sério e rigoroso, olha só, ele não só pune quem mata, rouba, estupra, mas também quem come carne na sexta-feira santa. Fantástico, né? É por essas e outras que eu levo esse querido Deus cristão muito a sério. Alias, as palhaçadinhas religiosas a que "somos" submetidos não parecem ter limites (eu não, quero que vocês que tem medinho de jesus se fodam, ok? rs).
Eu sempre me atropelo quando falo de religião porque discordo de 120% dos pontos que elas pregam, mas como aqui eu tô falando sozinho não vejo problema algum nisso.
Prova viva de que tudo é cópia de uma cópia, a Sagrada Bíblia teve um trabalho fodido pra ser feita. Os romanos tiveram a dificílima missão de arranjar uma cópia do Livro dos Mortos, mudaram os nomes dos personagens e os lugares, e tcharanaraNEIVA! Fizeram a Bíblia, holy shit!
Depois de fazer uma chacina louca de deixar o Vidigal babando de inveja, os caras ainda apitam na nossa sociedade, indo contra aborto, pesquisa com células-tronco e, irônicamente, são contra a viadagem. Exato, jovem padawan, a mesma igreja que come criancinhas a torto e a direito, e diz que o personagem fictício Jesus de Nazaré era cabaço e solteiro aos 30 e poucos anos (o que era virtualmente impossível naquela região, naquela época). Jesus era viado então? Eu não sei, mas os padres são (um deles até ofereceu gentilmente a bunda ao meu tio há uns dias atrás, mas enfim).
Eles também são caras bacanudos e escondem de seus próprios seguidores uma porrada de evangelho que foram encontrados depois. A troco de quê eu não sei. Brinks, sei sim, a ignoramsia ë uam bemsäo. Basta ler um cadinho pra saber que eu não preciso estar dentro de uma igreja vendo um babaca com uma roupa ridícula falando merda pra que eu seja um cidadão de bem.
Alias, basta pensar pra saber que essa porra de Deus que fica jogando The Sims o tempo inteiro não existe, né?
Força maior? Sim, claro, as Leis de Newton deram base pra que a gente pudesse entender a maioria delas. O problema do homem é não aceitar que ele cagou milho porque comeu milho, e que se ele comer feijão vai cagar feijão, e não o que Deus planejou pra enfeitar a barrocada dele.
E é mais ou menos isso, mas nunca se esqueçam: eu vou direto pro inferno, e vocês que respeitam a religião inventada pelos homens terão uma vida maravilhosa no paraíso.
Por isso, amigos, nunca comam carne numa sexta-feira santa.

Retratos de um abandono emocional: Dossier II: Pranzo Oltrentista ou Soul Bar Mitzvah

Quando a sua vida é intercalada por momentos de sobriedade e ebriedade, você passa a diferenciar melhor os tons de verde e marrom que se aproximam. Tudo é uma grande experiência espiritual no deserto e Às vezes satã aparece, te tentando com virgindade e suco vaginal under 18. E você para e pensa? Ou você vai fundo com gosto?
Talvez, caro gafanhoto, se eu não fosse fundo com tanto gosto, não seria hoje quem sou, um desperto, como os meus companheiros de blog. Se você acha esse blog mero fruto do vazio de nossas mentes, se engana, seu filho da puta! Essa porra é pensada... Eu precisei ir muito longe no cyber-espaço e nas minhas experiências (todas heterossexuais, pelo menos em se tratando das físicas, ainda que diversas) para voltar e pregar o conhecimento principal: o Amor a Allah.
Não me compreendam estupidamente, mas se considere habitante de duas realidades, uma de essências, outra de carne. Você, carnavalesco perdido numa Veneza escura, com aquele bando de gente fantasiada pensa: "Fudeu." Eu penso: "Melhor." Através de máscaras jogamos na roda nossas essências, independente do que nós temos. Pois toda fantasia reflete um debate dialético na alma. Uns tem um mal gosto do caralho, criancinhas todas queriam ser baianas, animais ou super heróis e tem gente que é feita por dentro de papel machê. Ano que vem me fantasio de pedra.
O que eu falo é que temos de transgredir nossa realidade carnal, material, em todos os sentidos, abstraindo até chegar a um ponto em que tudo possa ser mera abstração da realidade e isso gere prazer independente de sua realização num plano físico. Sim, afinal o plano virtual de nossas mentes existe, se não como teria surgido uma coisa tão incompreensível quanto um coelho que entrega ovos numa data festiva cristã?
E eu creio que o maior jeito de fazer isso seja o Amor. Por que, você se pergunta, esse muleque resolveu insistir com essa merda? Porque esse texto é meu, vai se fuder. Porque, veja bem, jovem Padawan, que merda é o Amor? Porra nenhuma, você não sente o Amor, nem sabe definí-lo com palavras. Não pertence a sua dimensão sensorial (você não o sente como sente paixão, medo, fome -digo fisicamente) nem a sua dimensão racional (não consegue descrevê-lo nem nada). Logo eu te digo o que o Amor é: uma abstração do caralho! É a junção de pensamentos racionais e sensoriais, caracterizando uma abstração unicamente humana. E fodam-se os cisnes!
Macacos se fodam também pois, em minha opinião, a única caracterizadora da humanidade é justamente essa capacidade de abstrair, que encontra no Amor sua maior expressão.
Daí chegamos ao Soul Bar Mitzvah. É fácil compreender o Amor, mas só sabemos que ele funciona de elevador pra nossa transcendentalidade após tomarmos no cu sem KY. Enquanto a maioria dos merdas no mundo justificam isso com desculpas materiais, eu vos digo, tem tudo haver. Só que não como eles pensam. O constante processo de valorização das coisas materiais que se deu em nossa sociedade reificou o ser humano, transformando as mulheres numa personificação kafkiana do não romance, meus queridos. A mulher de hoje é uma merda!
Mas não são todas, só as que se auto-intitulam maduras*... Enfim, não compreendendo porra nenhuma do que as mulheres querem no final de um relacionamento (sobre como as mulheres vivem nas trevas - e nunca entendam trevas num mal sentido, assholes- ver meu próximo post), homens despertos buscam transcender a mera experiência material para dar um up nas sephirot até chegar ao espiríto. E isso me leva de volta ao Amor de Allah.
Maria Madalena recebeu o perdão divino (luzes e sons de FF, please) por ter praticado seus pecados por causa do Amor. Eu nunca tinha sacado essa porra de Deus nos amar. Mas ele nos ama. E nos fode. E nos fode por nos amar (não nesse sentido, garotão). Deus quer a evolução de nós, criaturas, a elevação de nosso ser, e só através das experiências materiais podemos ter o insight de que tudo não se resolve de fora pra dentro, mas de dentro pra fora. Conforme nosso espírito é adubado pelas merdas que acontecem na vida, nós nos alavancamos em direção a luz do criador, a Face de Deus, objetivo mais nobre, porém não único, da existência humana (Epifania moode on).
Então amiguinhos não judeus, o único jeito de se elevar é recebendo, e sim, ele só brota aleatoriamente, o Soul Bar Mitzvah, o descabaçamento da alma. Eventualmente você vai se fuder. Torça pra que não tenham tamanduás no meio. E pense, é pra sua elevação espiritual.

*http://nymphetaminehaven.blogspot.com/2009/12/sobre-as-mulheres.html

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Retratos de um abandono emocional: Dossier 1: Do teto pra carne

Originalmente nomeado "Love Sea Dolphins".
Eu deitei na minha cama e vi um grande clarão, que me cegou. Era um sol que explodia meu teto e penetrava minha alma, me fazendo transcender a uma consciência nunca antes atingida, marcada pela inexistência do tempo e pela languidez com a qual eu me movia no não-espaço. E tudo isso na minha cama. Era um grande fuzuê. E eu libertei minha mente. E os nomes batiam como martelos nas palavras que saiam hesitantes da minha boca. Eles queriam pará-las e impor a sua pronúncia a minha vida e sair da transcendência numa materialização vulgar da verdade.
Mas eu não deixei, e a música que começou rápida, com vozes e fúria na minha cabeça, se transformou num requiem downtempo, marcado pela inexistência de começo ou fim. Ela sempre havia estado lá, ao meu lado, e foi mero fulgor que me fez desviar os olhos da sombra em prol da consumação que se daria comigo ao olhar pra chama. Eterno enquanto dure o caralho.
Dói até hoje e só troca a máscara. Mulheres são meu Karma. A luz se revelou mera inexistência de sentimento, pois, ainda que bela, era fria. Morra, bastarda! Tudo incomoda agora e essa música feliz e pretensamente indie até me incomoda. Violenzia Domestica, por favor. E de repente vejo luz, um trovão ilumina a janela negra e ela está lá fora, na chuva. Abro a porta, ela me abraça, me beija. Fazemos amor. Quando acordo, estou acorrentado numa cama e há um crocodilo no quarto. Que merda é essa?
Quando o crocodilo abrea a boca, vejo muitas pessoas dentro dele, que lutam para se salvar. Luto contra ele, o submeto. Mato-o. Me banho em seu sangue. Agora sou invulnerável, sou o crocodilo.
Coloco meu terno e saio da casa. Cansei de ouvir mentiras, piranha. É hora de ir embora. Ela corre em minha direção, antes que eu entre no carro. Dou-lhe um tiro, ela cai em cima do capô. Mereceu, por tentar me fazer ser engolido por esse monstro que chamam paixão.
There Shall Be Blood.
Corro até a Igreja, busco abrigo. Vozes gritam em minha mente, chove muito. Tudo é preto e branco. Evidências? Eu as busco. Evidências de quem eu sou, onde estou. Quando acordo, de um sono pesado, estou num buraco no teto de minha casa. Sou pequena chama e sou imortal, eterna, foda-se o poeta.
Viva L'Italia!
Amore, no hai mais jeito. Vou ter de te deixar na terra que te pertences, partir para colher meus damascos na minha terra. Essa invasão, todo esse saque, muito bonito. Ver o cheiro de corações queimados e sentir o cheiro de desolação.

Ao som de: And The Glass Handed Kites (CD) - Mew
Violenzia Domestica - Mr. Bungle