quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Ontem estava jogando Mago a ascensão 2.0 com os malucos.
Acabada a sessão, instaura-se a falta do que fazer, que como sabemos, é foda.
Tenho que dormir ou esperar até de manhã pra sair do Ingá, porque eu não ia sozinho 2h da manhã. Mas como eu não tava muito com sono, resolvi catar o que fazer.
Como eu tenho uma mania de fazer medleys entre músicas do mesmo tom(e eu tenho uma porrada delas na minha cabeça por causa do ouvido), resolvi consolidar uma fusão de músicas.
É um projeto da Ankhalimah com a Neon Black gravar um split e fechar com uns covers, o problema é que a nossa mente doentia não consegue pensar em outra coisa a não ser gravar uma versão death/power/prog de Lady Gaga.
Como Drummond no porte do capeta tinha feito um guitar pro de Bad Romance, fui ver qual era de poker face, e aí veio a porra da idéia.
Eis o resultado:
http://www.fileden.com/files/2008/10/19/2150621/gaga%20arctica.mid
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
"Eu vejo aqui os homens mais fortes e inteligentes que já viveram. Vejo todo esse potencial desperdiçado. Toda uma geração de frentistas, garçons e escravos de colarinho branco. A propaganda põe a gente para correr atrás de carros e roupas. Trabalhar em empregos que odiamos para comprar coisas que a não precisamos.
Somos uma geração sem peso na história. Sem propósito ou lugar. Nós não temos uma Grande Guerra, não temos uma GrandeDepressão. Nossa guerra é a e.s.p.i.r.i.r.i.t.u.a.l, nossa depressão são nossas vidas.
Fomos criados através da televisão para acreditar que seremos milionários e estrelas de cinema. Mas não somos. Aos poucos tomamos consciência disso e estamos muito, muito, putos".
Primeiro de tudo, esqueça a porcaria que você aprendeu vendo novela.
Os sentimentos que você pensa que são sentimentos são reações programadas para reger um corpo vivo como em qualquer animal. Instintos.
Fome, dor, medo e outras sensações básicas individuais são colocadas ali para que haja sobrevivência individual.
Alegria, tristeza, ciúme, medo de perder alguém, e outras sensações básicas individuais como essas são colocadas ali para que haja sobrevivência social, pois uma raça não sobrevive sem que se garanta a reprodução.
A máquina humana é antiga. Temos diversos mecanismos de instinto, e como tal, é claro todos servem para nossa sobrevivência. Nossa máquina não tem um poder de atualização tão grande. É verdade que nossa mente avançou muito mais rápido que nosso corpo em termos revolucionários. Vivemos numa sociedade superdesenvolvida em relação à nossa máquina.
Antigamente, vivíamos em tribos primitivas, como animais vivem em bandos. E haviam líderes na tribo. Os machos alfa.
Quando você tem medo de chegar numa mulher hoje em dia por exemplo, esse medo é uma reação natural. Ela vem no mesmo tamanho que o valor social da mulher, não é? Aquele frio na barriga antes de ir a uma garota extremamente bonita e sociável. Esse é um desses mecanismos. Quanto maior o valor social dela, maior a probabilidade dela ser do macho alfa, o líder da tribo. E se você mexe com ele, está fudido, vai morrer.
Eu poderia falar de vários tipos de sentimentos e suas respectivas explicações evolucionárias, não que eu saiba todos, mas vou restringir aos sentimentos de atração, que são os que mais têm a ver com o título.
Primeiro e mais óbvio: como um homem é atraído por uma mulher?
O homem vê qualidades físicas.
Errado.
Melhor, impreciso.
O homem se atrai pela mulher que tem as melhores qualidades reprodutivas.
Se formos dar a clássica abordagem empírica do Princípio de Pareto, o mais certo seria dizer que 80% dos "botões" de atração do homem estão programados para responder à qualidade de reprodução da mulher. Os outros 20% se relacionam com a habilidade de sobrevivência dela.
Segundo e não tão óbvio: como uma mulher é atraída por um homem?
Exatamente o contrário.
A mulher se atrai pelo homem que tem as melhores habilidades de sobrevivência.
Ou, melhor dizendo, 80% dos "botões" de atração da mulher estão programados para responder à habilidade de sobrevivência do homem. Os outros 20% se relacionam com a qualidade de reprodução dele.
É simples de se entender, se aplicamos os critérios naturais de seleção. A mulher mais bonita é a que tem a melhor aparência, e isso significa boa qualidade de vida e saúde, o que deve resultar numa boa prole. Por isso a aparência atrai tanto os homens.
Já a mulher, características como Pré-seleção, Liderança, Protetorismo, Autosuficiência e Inteligência Social. Todas essas características(entre outras) têm a ver com a capacidade de sobrevivência do homem, não de reprodução. É ele quem deve proteger a ela e à prole, caçar, etc.
Pré-seleção é se ela vê o cara com outras mulheres abraçado, por exemplo, mandando na parada, significa que se elas já aceitaram ele, provavelmente ele é capaz, logo é atraente. Liderança e Protetorismo, são simples de entender também dentro do ponto de vista tribal, se você lidera os homens e tem eles ao seu dispor, tem melhores condições de proteger sua prole. Inteligência social também tem a ver com liderança(mas já é algo mais evoluído do ponto de vista racional), você não pode liderar muitos sem saber jogar, e adcionalmente, mulheres de alto valor social têm experiência em jogos sociais, logo isso é interessante pra elas.
Mas enfim, todo esse blablablá todo serve pra demonstrar que sentimentos são programas naturais rodando na máquina humana. Eles não são tudo isso a que damos fantasia. São programas simples, que podem às vezes nos confundir quando vêm somados.
Na verdade o que realmente pode ser confuso é que nós somos um ser de, digamos, cognição mista, temos reações conscientes e inconscientes. Sentimos fome e vamos comer, porém não necessariamente fazemos isso de maneira automática. Vamos à geladeira e pegamos algo ou então planejamos o que vamos comer de acordo com as quantidades de mantimentos e tal.
Hoje quando temos fome associamos a geladeira. Quando ouvimos música dançante associamos a momentos alegres, vontade de dançar e tal. Quando ouvimos música triste choramos. Quando vemos filmes de terror sentimos medo. Porém sabemos que nada disso é de verdade, a geladeira não é caça nem comida, o que importa é o que está dentro. A música não é emoção, é a situação que ela pode nos lembrar ou fazer imaginar. O filme de terror a mesma coisa, não existe, é filme, no entanto a situação colocada na trama nos faz imaginar como seria estar ali, e associamos isso à sensação de medo.
Exemplos bobos como esse mostram que temos sentimentos associados à nossa mente, e desenvolvemos isso até conseguir criar uma inteligência emocional.
Então eu paro diante disso e lhes pergunto a definição de amor.
Alguém sabe?
Eu digo que não existe.
Amor não é uma emoção, sentimento ou sentido básico. Ele é definido popularmente como um conjunto indefinido de várias dessas emoções juntas. E são todas provocadas por associação a situações.
Músicas são amor. Filmes são amor. Eles são tudo o mesmo: estimulação de emoções racionalmente induzidas. E eu nem entrei no mérito de emoções serem apenas substâncias químicas reagindo no corpo.
O amor é uma ilusão criada pela mente humana que quer dar razão um conjunto de emoções.
O amor não é eterno, o efeito de substâncias químicas costuma passar.
O amor não é, portanto algo genético, porém as qualidades instintivas de sobrevivência e reprodução são. Sendo assim, mães, parem de achar ou de fingir que acham que só porque são mães e saiu um pedaço de dentro de si "sabem" do que o filho realmente precisa. Leiam livros sobre como criar filhos escritos por estudiosos e criem seus filhos Direito.
Parem com essa história de amor platônico familiar, foquem em trabalhar em equipe para fazer dar certo, pois não passa disso. Se não há conforto não há amor: São apenas emoções básicas que surgem eventualmente. Parem também com essa história de amor infinito entre namoradinhos, um dia seu relacionamento vai acabar. Você pode e deve, precisa provocar as sensações incluídas no portfólio do amor, precisa fazer isso para que seja bom. Senão o "amor" acaba e ponto. A conquista num relacionamento deve acontecer todo dia, e não só num início e se largar de mão depois. E quando acabar, não acabe com sua vida junto, seria a coisa mais idiota possível.
Talvez mulheres me odeiem por ter escrito esse texto(e ter fudido com suas vidas e seus sonhos sobre o príncipe). Talvez achem simplesmente uma bosta e fechem a aba... Mas é como dizia o arquiteto, negação é a mais previsível das reações humanas.
Talvez concordem e isso ajude a pensar mais objetivamente. Talvez isso ajude a vencer preconceitos contra opções sexuais, inclusive.
Se não ajudar em porra nenhuma também que se foda, escrevi isso às 4 da manhã num momento de pura falta do que fazer e idéias sobrando na cabeça como sempre.
A verdade é que mulheres são bichos engraçados. Elas não justificam 100% racionalmente suas ações, quase nunca. Elas usam seus estados emocionais como justificativas legítimas para seus procedimentos. Por isso é tão difícil para o homem entendê-las às vezes.
Eu apostaria que o "amor" é a justificativa mais usada de todas. Se bem que as coisas estão mudando hoje em dia... Pelo menos nos filmes e novelas parece que continua assim. E as pessoas comuns aprendem a amar vendo eles.
domingo, 24 de janeiro de 2010
domingo, 10 de janeiro de 2010
Qual é a graça de me ver caindo aos pedaços?
Você devia me apoiar nas minhas escolhas, fazer de mim alguém melhor. completo. Mas a sua diversão é me minimizar, me torturar com aquilo que eu não quero ver. Aquilo que nem a realidade, na maioria das vezes, é capaz de sintetizar com tamanha maleficência.
Eu repito a pergunta, olhando em seus olhos: Qual é a graça de me ver caindo aos pedaços?
E é óbvio que eu desmorono, eu choro por dentro. Não só pela dor que me fazes sentir, mas o mais duro é ter sempre o dever de me impor, e te mostrar quem tem o poder de verdade. Não é nem um pouco fácil conviver com tamanha demonosidade, ter que me esquivar de suas investidas maquiavélicas dia e noite. Ter que aceitar presença tão desagradável a me confundir, me torturar. Te ver sempre a se encostar no canto, com um sorriso bem frio e entreaberto, mas que inegavelmente transparece uma gargalhada sombria e interrupta, da qual a única platéia e única vítima sou eu. E esse trabalho fazes muito bem: me vitimizar.
És juri.
És juiz.
És executor.
Sou um coelho no seu farol a tremer, pedindo arrego em nome de jesus.
Até que o vidro se quebra. E de algum lugar, alguma fonte inesperada tiro forças para sobrepujar-te. E te apedrejo e te espanco até que fujas. Não foges em vergonha, mas a rir como uma criança demente, cujo único sentimento é a satisfação que há cada vez que tentas acabar com a minha paz.
Mas não, eu não triunfo sobre o mal como se fosse um ato heróico. É só mais um ato de rebeldia que se desgasta por ter que repetir-se a cada minuto. Nada mais que uma rotina indigesta.
É aí que eu lembro que essa arma aí na sua mão, nem está na sua mão de verdade. Ela está na minha mão. Eu luto o que for preciso, eu passo pelo inimaginável. Mas eu não descanso, eu não me entrego, porque eu sei que no final quem vai estar de mãos abertas é você. Você precisa de mim, e eu não.
Se eu tivesse um câncer, ele teria seu nome.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
“Manutenção” é ação de reparar possíveis erros e substituir partes defeituosas de alguma coisa durante o processo. E também é o meu estado atual, estou fechado dentro da minha cabeça procurando erros e os organizando para tentar consertá-los da maneira que posso durante meus dois meses de férias. Se tudo correr como planejado as coisas vão mudar e talvez muitas das bases de meus conflitos cessem, ou então eu comece a encará-los de uma maneira diferente, passando por cima deles de alguma forma...
Nesse ano de 2009 eu tive muitos altos e baixos, consegui coisas excelentes, me diverti muito, garanti meu futuro como Engenheiro numa federal de respeito, mas ao mesmo tempo descobri coisas não muito legais sobre a minha saúde, exagerei em algumas situações, não consegui lidar com a faculdade da maneira que deveria e não vivi coisas que eu acho que deveria ter vivido, apesar disso no final de tudo foi um bom ano já que as partes baixas me mostraram aonde eu errei e os acertos me mostraram que eu posso chegar aonde quero se eu proceder da maneira certa, o que é reconfortante de alguma forma.
Meu problema principal atualmente é a questão da concentração, não consigo render o que eu deveria nas coisas que eu faço, e nem é por minha causa, eu realmente tento me concentrar, mas simplesmente não tenho pique ou foco suficiente pra acompanhar o que acontece na minha vida, antigamente eu conseguia levar bem o ensino médio, mas convenhamos, o ensino médio é algo ridiculamente fácil, faculdade é outro nível de estudo, muito mais pressão e muito mais carga... Isso vem somado às inúmeras manifestações que essa deficiência de concentração tem na minha vida, desde a coisa mais simples a mais difícil, da mais chata a mais prazerosa, não tem situação que não me atrapalhe. Sem contar que descobri a pouco tempo que fui diagnosticado com isso aos cinco anos de idade, ou seja, não é de hoje, muito menos coisa da minha cabeça e as coisas que eu achava que eram apenas características ruins minhas no final das contas podem não ter sido da maneira que eu pensei...
De qualquer maneira, é algo que me incomoda, meus pais às vezes dizem que eu tenho que me adaptar a essa situação, que “tem gente sem os dois braços que vencem seus problemas”, eu sei que é verdade, mas é estranho ser “normal” e mesmo assim não conseguir ser o que deveria, uma pessoa sem braço tem definido o que ela é e geralmente sabe o que tem que fazer pra passar por cima de suas dificuldades, eu não, não sei o quanto sou bom ou ruim em certas coisas a partir do momento que não consigo dar 100% de mim nelas, não estou dizendo que é melhor não ter um braço, lógico que não, é algo péssimo que eu não tenho a mínima idéia de quão ruim deve ser pra pessoa, estou dizendo que são situações diferentes e uma não necessariamente é pior que a outra, depende da forma que se encara. Por mais que eu me esforce não consigo realizar as coisas que quero, isso é desestimulante, algo que realmente me deixa pra baixo...
Ao que parece existe uma solução com alguns remédios, mas se não tiver o que me resta a fazer é criar coragem pra viver com isso e aceitar minhas limitações, ou até mesmo criá-las para que eu não me machuque mais, o que não dá mais é viver nessa indefinição, nessa incerteza do que eu posso ou não fazer, por mais que eu tente pensar positivo, eu sei que a realidade é outra e não posso mais ficar me escondendo ou desviando dela, agora é o limite, não vou deixar que essa situação se desenvolva ainda mais. Por isso eu estou em manutenção, minha prioridade sou eu mesmo, qualquer coisa que eu planeje agora por mais idiota que seja não vai surtir efeito a não ser que eu coloque um ponto final nisso tudo, não adianta ter planos se você não tem como consegui-los, no final eles só serão palavras ao vento...
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Pra quem não sabe, é um conto do escritor Franz Kafka, que eu acabei de ler.
Como a maioria das obras deste autor, sua temática é subjetiva e voltada para aspectos melancólicos e auto-depreciativos.
É difcil falar muito sobre esta obra, recomendo que leiam e formem suas próprias opiniões, mas o conta mostra principalmente a que nível de desgosto pela vida o ser humano pode chegar, a ponto de ver seu único "refúgio" no desprazer de viver. Seria mais ou menos como o famoso "tá no inferno, abraça o capeta."
Enfim, leiam este conto, é igual a pinto de japonês: pequeno, e não vai doer. =]
http://www.ficcoes.org/anteriores/ficcoes2/ficcoes_2-conto-por-extenso.html
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Por que 2009 foi um ano do caralho:
Tirei a carteira de motorista.
Passei pro CEFET-RJ (pagar faculdade nunca mais!).
Viajei pra Piuma-ES no carnaval, e quem foi pode confirmar que foi o armagedom!
Vi o Radiohead ao vivo! T_T
Abri pro Fresno (http://instantrimshot.com/) e a Lumino' tá gravando outra EP.
Foi inaugurada a FFT, e recrutados valiosos soldados para o combate (e valiosas clientes também).
Bebi igual um corno e não tive nenhum porre o ano inteiro.
Expandi horizontes pelo Rio de Janeiro.
Tive minha primeira audiência com O Rei.
Viajei pra Natal-RN, e novamente quem foi pode confirmar que foi o inferno na Terra!
Encontrei uma namorada (quase) perfeita que me faz feliz pra caralho todo dia.
Flamengo Hexacampeão!
Conclusão: 2009 foi um ano muuuito foda! Alias, tá sendo... vai ser!
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Eu sei de um plano. E eu também sei de um plano. Mas não é nada engraçado, eu sei do seu plano, pra todos nós.
Porque você sempre soube que isso ia acontecer. Você viu cada milímetro do nosso futuro sentada em sua cadeira nervosa, brincando de Deus. Brincando de Diabo.
Porque você escreve torto por linhas certas, e talvez por isso, mas só por isso, se ache uma jogadora melhor que eu.
Você ama a canção, mas não o cantor. Provavelmente sorria enquanto eu escolhi me atirar no abismo e cortar a corda que me segurava. Eu sempre soube que o preccipício não tinha fundo, que eu estaria sempre imerso pela sua vaidade, e justamente por isso essa aventura soava tão atraente pra mim. Mas você nunca entendeu isso. Perdão, você nunca vai tentar ou querer tentar ver isso, porque pra você basta o prazer de assistir as coisas morrerem de uma distância segura. Seremos sempre ligados um ao outro, mas não por um lindo cordão, e sim pela falta de coesão, pela superposição estroboscópica chamada caos. E aí sim, minha cara, é que eu te mostro o novo dono do jogo. Quando tudo for, e ja é, do jeito que eu sempre quis.
Você sabia que tudo, ou que quase tudo isso iria acontecer, eu também sabia. Uma pena você ter escolhido as peças erradas. Olhe ao seu redor, todas elas estão felizes agora.
Eu tenho muita pena de você; da sua infelicidade e frustração, e sei que é intrínseco ao seu ser essa alma miserável que só vai te atrair mais desgosto pela vida.
Você quer a canção sem o cantor.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
O cérebro possui 2 hemisférios. Cada lado é estimulado por 1 olho e 1 ouvido.
Na soma dos 2, criamos um "efeito 3D" (ondas cerebrais resultantes que "equilibram" as diferenças dos dois lados).
Sabemos também que as emoções variam conforme os pulsos do cérebro. I Doser, Neural Beats, entre outros, são projetos para explorar as ondas do cérebro nesse sentido.
Cria-se um "protocolo" que é um conjunto de ondas capazes de fazer o cérebro "responder" a um ambiente virtual desejado(por exemplo o de uma droga).
Este ambiente novo é gerado porque, em cada ouvido, mandamos pulsos de diferentes frequências. O cérebro compara as frequências e cria, internamente uma frequencia resultante.
Cada pessoa possui uma faixa crítica de ressonância. Dependendo de fatores genéticos e do uso de substâncias químicas(alimentos e outros), o cérebro interage melhor ou pior. Além disso, é desaconselhável usar esta tecnologia para pessoas com epilepsia, ou que consumam alguns tipos de drogas fortes(pois pode danificar o cérebro).
Se I Doser funciona? Pode funcionar. A questão depende de quanto e como você usa.
Em 5 minutos o cérebro "reconhece" um padrão. Em 30 minutos "a viagem começa".
As frequencias "anti naturais" podem danificar seu cérebro... I Doser possui pulsos rápidos que(a princípio) geram insônia e tensão. A médio e longo prazo, com frequente uso, podem ocorrer mudanças neurológicas anti naturais.
De todo modo, é melhor usar I Doser do que se arriscar com drogas "reais". A experiência vale.
Existem faixas de frequência benéficas e outras mais perigosas. Simula-se um efeito de drogas, criando um "efeito alucinogênico".
A tecnologia bineural existe há menos de 15 anos como ciência reconhecida. Existem mais de 70 mil estudos concluidos, mas a coisa é recente. Mais de 30 milhões depessoas a usam para fins terapêuticos nos EUA. I Doser não possui fim terapeutico, no entanto.
Dica: se o I-Doser não funcionou com você, teste 3 doses de vodka antes. Assim que fizer efeito, dê o play.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Eu não gosto de você
Eu não pareço com você
Eu não falo como você
Eu não rio como você
Eu não gosto das coisas que você gosta
Eu não bebo como você
Eu não sou dedicado como você
Eu não sou simpático como você
Eu não sou feliz como você
Eu ainda não entendi por que preciso de você
Mas preciso.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Esse texto não é nada muito impressionante, porém não há só criatividade naquilo que é aparentemente grande.
Guedjef, filósofo russo, dizia que uma boa vida tem como base 'o sentido do que queremos para nós, em cada momento,' e daquilo que realmente vale como principal.
Assim sendo, ele traçou 20 regras de vida que foram colocadas em destaque no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris. Seguir 10 delas já é considerado um ganho expressivo.
1) Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo.
Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.
2) Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.
3) Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.
4) Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure.
5) Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser você mesmo.
6) Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimônias.
7) Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas...
8) Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.
9) Tente descobrir o prazer de feitos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida.
10) Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias enquanto ansiedade e tensão. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.
11) Família não é você. Está junto de você. Compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.
12) Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trave do movimento e da busca.
13) É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de cem quilômetros. Não adianta estar mais longe.
14) Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.
15) Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.
16) Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo... para quem quer ficar esgotado
e perder o melhor.
17) A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.
18) Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se.
19) Não abandone suas 3 grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé!
20) E entenda definitiva e conclusivamente: Você é o que se fizer ser.
domingo, 18 de outubro de 2009
Eu liguei o player e fechei os olhos. E lá eu via uma manchinha, girando e reduzindo e ia borrando onde passava. Até que ficou tudo escuro e a mancha virou uma bolinha bem pequena, criando um eixo de simetria quase perfeito.
Então eu senti um cheiro bom, que me fez sorrir, e quando eu vi eu e o cheiro eramos um só. Eu estava contente comigo mesmo. e da minha garganta saia algo como uma espada, uma sensação ótima que me fez tremer e quase sussurrar.
E eu passei a respirar mais calmo, e esbocei um sorriso.
E quando eu abri os olhos, eu ainda tava bem, nem lembrava quais eram meus problemas e não me irritava mais com nada. Sou uma pessoa sem medos.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Eu tou triste, veios.
Acho que a primeira coisa que eu penso quando tou assim é em mim mesmo, e no que isso tem a ver com o resto. O que deu errado, ou, porquê foi assim. Sabe vou falar aqui mesmo, não tem pra quê eu ficar me escondendo no SigmaUplink mais.
Quando eu tinha 10 anos, um filho da puta entrou na minha vida. Foi o pai do meu irmão. Conheceu minha mãe e talz. Até essa época eu era criado pelos meus avós praticamente, pois minha mãe se dedicava demais ao trabalho, afim de subir de cargo e tal, pois pra quem começou cedo e como secretária, e sem faculdade, tem que aproveitar as oportunidades. Então eu passava quase tempo nenhum além dos finais de semana com ela, onde ouvia uns esporros, em geral.
Eu era um garoto curioso, aos 10 anos. Acima de tudo curioso, eu acho. Acho que era meu maior bem, nunca tire isso de uma criança, pelo amor de deus. Eu era um daqueles pentelhos que sabia todas as capitais e moedas de todos os países, especialmente os mais esquisitos. Eu não tinha nada melhor pra fazer. Isso até a quarta série.
Faltou dizer que aos 8 anos eu me apaixonei pela primeira vez, coisa de criança mesmo, mas enfim. Eu nunca tive coragem de dizer isso pra ninguém além de uns poucos amigos, e, bem... Depois de esquecer ela, se é que eu esqueci mesmo, se bem que não lembro porra nenhuma... Ah enfim, eu fiquei um cara meio frio, sombrio e introvertido. Quer dizer, fui ficando.
Depois da quarta série, minha vó foi para o japão, depois de no meio da quarta série meu avô ir. Ela e minha tia Keiko. O que contribuiu pra criancinha de 10 anos fazer menos pirraça e ficar sem argumento ao ter de se mudar para o rio de janeiro. Merda de cidade. Não sei se tenho contra a cidade ou as pessoas. Talvez seja partes dos 2.
Então, fui morar em botafogo e estudei no princesa isabel. Nessa época, minha mãe já estava grávida do Sandor, e enfim, vida vai vida vem, até que eu descobri que não sabia me adaptar direito àquilo.
Eu não lembro bem como aconteceu direito, porquê parte dessa época eu simplesmente acabei apagando da memória sem querer querendo. É insuportável lembrar de como era. Nesse colégio tinham muitos sequelados, e eu, que nunca tinha visto aquilo, era um deles. Minha mãe cagava completamente pro meu colégio. Não era como minha vó, claro, que ficava pra me olhar e tal, apesar de eu não precisar. Eu não tinha o menor estímulo pra estudar, porquê era ridiculamente fácil, principalmente se comparado ao colégio de Niterói. Eu gostava de ir pra escola. Por causa dos meus amigos sequelados.
Enfim, várias merdas aconteceram, eu era meio desastrado e quebrei algumas coisas, mas, alguns castigos eu não merecia. O pai de sandor era meio terrorista na hora de dar esporro, era um cara muito desequilibrado, talvez ainda seja. Uma vez eu não lavei a louça muito bem, e estava demorando, e ele ficou extremamente irritado e tirou um copo da minha mão, e jogou no chão. Outra vez, eu fiquei 1 semana de castigo porquê cortei uma fatia de queijo minas com uma faca de serra sem ponta, ao invés de uma espátula. Eu cometi erros, mas, maldição, eu era só uma criança.
Minha mãe teve o bebê, mas foi demitida não muito depois que voltou da licença, pois deu merda lá com o antigo chefe dela e o novo que entrou faliu a empresa. E ela teve empregos muito merdas depois desse, e começou a beber. Ela quando bêbada pertence à pior classe de bêbados que existe, aqueles que dão esporro e lição de moral em todo mundo. E advinha só, a criança precisava ser educada.
Eu tentei me matar. Mas acordaram na hora e me viram com a faca.
Achava que o capeta devia ser legal. O inferno podia ser legal. Pior do que aquilo, nada poderia ser. Me livraria de todas as vergonhas que eu passei, coisas das quais meus pais não me ajudaram em nada. Me livraria de todos os problemas que eu não criei, mas tive que resolver, pelo menos para mim. Tinha esperança de que fosse pra um lugar melhor, como diziam.
Eu era um garoto apavorado e covarde talvez, e às vejo que ainda tenho sido. Não sei o que me faltou. Talvez um pai que me educasse com respeito e ordem sem precisar despirocar e desmunhecar, talvez um pai que me recompensasse devidamente as conquistas pequenas que eu fazia. Seja com carinho ou com honra.
Whatever.
O tempo foi passando, e só pioravam as coisas, e enfim... eu mudei de escola, mudei para o berenice barra, não adiantava muito, meu problema era em casa. Conheci um grande amigo, que teve alguma paciência pra aturar minhas maluquices, pois eu pensava demais, e realmente estava começando a me perder.
Eu me perdia gastando dinheiro em lan-houses, pois era como me embriagar. Jogar CS em rede com um monte de desconhecidos me fazia esquecer. Então eu deixava de ir à aula pra jogar no final, e acho que consegui suportar assim por um tempo.
Chega por hoje.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Sitting in the rain alone
Looking at a place that's gone
Boarded up my memories
But something's drawn me here again and I
I cannot leave the past alone
Hoped that I would never find
All the shit I left behind
Now I find the child in me is going to remind me that I
I can't forget my past for long/so take a look outside yourself
And tell me what you see
I can't believe
That you won't see the change in me
Give me strength to find the road that's lost in me
Give me time to heal and build myself a dream
Give me eyes to see the world surrounding me
Give me strength to be only me
I don't want to hear the things
You say you know all you've redeemed
'Cause I can't change what's come before
Build myself some better dreams
And cast off the fear that holds me here
So take a look outside yourself
And tell me what you see
I can't believe
That you won't see the change in me
Give me strength to find the road that's lost in me
Give me time to heal and build myself a dream
Give me eyes to see the world surrounding me
Give me strength to be only me
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Copiei essas receitas do Cookbook do Anarquista e de outros lugares mais sérios...
Achei engraçado o que que nego faz pra ficar doidão e tive de postar.
Não tenho nada a ver com quem criou as receitas nem com quem vier a usá-las a partir do que leu aqui. Se passar mal, problema é seu. Só reproduzi porquê achei curioso.
Bananas:
- Obtenha 7 Kg de Bananas maduras
- Descasque e reserve as cascas. O resto pode ser comido, faça um bolo, sei lá.
- Raspe a parte de dentro das cascas vigorosamente com uma faca afiada.
- Ponha o material resultante numa panela e adcione água até cobrir
- Ferva por umas 4 horas, até obter uma pasta de consistência sólida
- Espalhe a pasta numa daquelas assadeiras pra cookie e ponha pra secar no forno por uns 20 minutos. Isso deve resultar num pó preto.
- Faça cigarrinhos ou um charutão. Geralmente os efeitos chegam no terceiro cigarrinho.
Xarope contra tosse:
- Receita do Anarquista: Misturar xarope contra tosse que tenha ativos opiáceos como o “Robitusson” com “Ginger Ale” (é um refrigerante comum nos Eua, Canadá e UK, feito à base de gengibre) na proporção 1:1.
- Não subestime os efeitos do remedinho contra tosse que a vovó dava.
Pererecas:
- Arranje de 5 a 10 pererecas.
- Execute-as, fazendo com o mínimo de dor possível. Pele-as imediatamente.
- Deixe as peles secarem no refrigerador por uns 4 a 5 dias, ou até que elas estejam quebradiças.
- Retire as peles e vá quebrando e pulverizando elas. Fume o pó resultante.
- Devido ao gosto ruim, é bom misturar com um pouco de tabaco comum.
Noz-moscada:
- Arranje diversas noz-moscadas e coloque-as para moer num moedor antigo.
- Depois que elas estiverem moídas, coloque num graal(almofariz) e pulverize com pistilo(pilão)
- A dose normal é 10 a 15 gramas. Doses maiores podem produzir excesso de ansiedade, palpitação, sede, e dificilmente alucinações.
Amendoins:
- Arranje um pacote de meio quilo de amendoin cru. Tem de ser cru e com pele, não torrado, a Yoki vende um desses a uns 3 reais no mercado.
- Descasque-os e reserve as peles.
- Coma os amendoins, faça pé de moleque, sei lá. Para torrá-los é só colocar numa panela pra aquecer e ir mexendo a panela.
- Dê uma moída nas peles e faça um lindo cigarrinho vermelho.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Qual é a diferença entre o cu e a cabeça?
Qual é a diferença entre o cu e a cabeça?
Qual é a diferença entre o cu e a cabeça?
Qual é a diferença?
NENHUMA!
Qual é a diferença entre bosta e a sua mente?
Qual é a diferença entre bosta e a sua mente?
Qual é a diferença entre bosta e a sua mente?
Qual é a diferença?
PORRA NENHUMA!
Político ladrão, vai pagar a educação
Do pobre garantido de morrer na frustração
Índio peladão, maconheiro sangue-bão
Ri da puta velha nua na televisão
Político ladrão, maconheiro sangue-bão
Índio favelado, putaria no Senado!
Qual é a diferença entre vodka e cerveja?
Qual é a diferença entre cama, chão e mesa?
Qual é a diferença?
Qual é a semelhança?
EU QUERO É QUE SE FODA!
Pede uma mentira
deixa a porta abrir pra poder ver
o vento bater o que há de vir
Não é de sorrir e nem de encantar
se te custa proceder
da maneira que atrai
e se ficar sem viver de um lado bom
é capaz de edificar um novo dom
sem romance pra ver.
O que lhe tocou, em seus lábios trouxe a marca
do caminho que afasta e pede pra morrer
sem querer, retornou a velha dor
e é de sangue, o meu samba, outra vez.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
With his arms around your love
Oh no, here comes the pain that you can't ignore.
With his arms around your girl
He'll do all of the things you didn't do before
You had every chance, but you closed the door.
Now you're just gonna have to take it
(Cause if you didn't know)
She's gonna make you pay for it
(At a price you can't afford)
You're just gonna have to take it
With his arms around your love
Pretend that you don't mind
But you know everything that you left behind
And it would have been alright
If you'd gave half of the praise that you held inside
You thought she'd hang around for the ride.
Now you're just gonna have to take it
(Cause if you didn't know)
She's gonna make you pay for it
(At a price you can't afford)
You're just gonna have to take it
With his arms around your love
Coming clean feels so dangerous
Just a little bit would have been enough
But you never said all the words caught in your head
As if your heart was dead
Well now its surely bled and broken up.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Uma história sobre o burro.
Certa vez quatro meninos foram ao campo e, por 100 reais, compraram o burro de um velho camponês.
O homem combinou entregar-lhes o animal no dia seguinte. Mas quando eles voltaram para levar o burro, o camponês lhes disse:
- Sinto muito, amigos, mas tenho uma má notícia. O burro morreu.
- Então devolva-nos o dinheiro!
- Não posso, já gastei todo.
- Então, de qualquer forma, queremos o burro.
- E para que o querem? O que vão fazer com ele?
- Nós vamos rifá-lo.
- Estão loucos? Como vão rifar um burro morto?
- Obviamente, não vamos dizer a ninguém que ele está morto.
Um mês depois, o camponês se encontrou novamente com os quatro garotos e lhes perguntou:
- E então, o que aconteceu com o burro?
- Como lhe dissemos, o rifamos. Vendemos 500 números a 2 reais cada um e arrecadamos 1.000 reais.
- E ninguém se queixou?
- Só o ganhador. Porém lhe devolvemos os 2 reais e ficou tudo resolvido.
As pessoas no Brasil nunca viram o burro. É por isso que mesmo que o político entregue o cargo, nunca devolverá tudo.
Alguém sabe se os fiéis da igreja universal viram deus? Dez mil reais soa caro pra uma rifa.
Perdão, eu é que não tenho tanto talento para vendas. Esses caras conseguem vender produtos que ninguém sabe nem se existe. Talvez eles fossem melhores políticos que os atuais - estes, tentam.
Amigo estou aqui
Se a fase, é ruim, E são tantos problemas que não tem fim
Não se esqueça que ouviu de mim
Amigo estou aqui. Amigo estou aqui
Os seus problemas são meus também,
E isso eu faço por você e mais ninguém,
O que eu quero é ver o seu bem
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Os outros podem ser até bem melhores do que eu,
Como os brinquedos são, porém
Amigo seu é coisa séria pois é opção, do coração, viu.
O tempo vai passar, os anos vão confirmar,
As três palavras que proferi: Amigo estou aqui.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Fim de tarde, não tão ensolarado.
Meus pés enterrados na areia, apoiando uma latinha de skol no calcanhar.
Na mão esquerda, um bagulho quase apagando. Em baixo do braço direito, meu velho amigo Giannini. De longe vejo uns playboyzinhos jogando altinha. Devem ser cariocas. Ah, que sejam.
Piuma é bem tranquila nessa época do ano. Não há com o que se preocupar, sem muita agitação, nem muita coisa pra encher a cabeça. O mundo aqui é apenas eu, e os pássaros, com quem irei compartilhar essa visão solitária.
"...Sabe, um dos maiores erros do ser humano é só valorizar algo depois de perdê-lo..."
domingo, 16 de agosto de 2009
Que se faz por si só.
Ser forte o bastante pra saber por onde caminhar, ou covarde o bastante pra seguir o caminho mais seguro ao invés do mais vivaz? Ou ainda, ter a audácia de inertemente mover-se aos encantos da ignorância.
Excesso de maturidade? Maturidade é um grandeza mensurável? Maturidade realmente existe?
Às vezes, improvisar em cima da melodia que caminha livremente pelo ar, será mais belo do que orquestrar um tom conhecido. Um tom de nosso domínio. Ver as cordas vibrando no ar, sentir e interpretar o que elas querem dizer. Ou não, apenas sentir.
E se for forte o suficiente, saberás onde elas te levarão. E se tiverdes liberdade, deixarás que te guiem, para sabe-se lá onde. O que faz mais sentido? É possível escolher como interpretar a melodia? Existe melodia? O que realmente faz sentido?
Às vezes, são justamente os surdos aqueles que compõem as mais belas canções.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Pensei em um monte de coisa pra postar aqui, mas FODA-SE, não vou escrever porra nenhuma que planejei, apenas vou sair digitando sem parar, algo que eu nunca fiz aqui, e talvez seja um dos motivos pra que eu não poste com tanta frequência, pois bem, como dizia o mestre Gil Brother: "Ihh lá vamos nós hein! Puta que o pariuuu!"
Eu estou bizarramente feliz, sem motivo nenhum, quer dizer, tem um motivo complexo, mas não é necessário citar, eu parei pra pensar aqui, e simplesmente todos os meus nós da mente, todos os meus problemas, dúvidas, indecisões, sei lá, tudo que o seu cérebro filho das puta faz pra te fuder, sumiu, do nada... Sei lá, as vezes eu tenho esses insights meio loucos, geralmente duram 3 dias, mas esse deve durar mais, não sei porque, o mais provável é porque dessa vez eu já comecei a mudar meus conceitos antes de falar alguma coisa...
Não entendeu nada? Tá certo.
DÁ RADUQUEEEEMM RIUUUUU! FILHO DA PUT@!
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Deus pensa, logo, existe. E do seu pensamento fomos criados.
Há quem diga que nosso pensamento foi que criou deus.
Como já dizia Faith no More,
"You're perfect, yes, it's true. But without me, you're only you."
Um não pode existir sem o outro. Separados são irrelevantes.
Logo, um é o outro.
Afinal, quem garante que a paisagem não olha pra dentro da casa através da janela achando que a paisagem é a casa?
No final das contas, a casa é a paisagem também, e a paisagem é a casa. Não há cartão postal do rio de Janeiro sem casas, e ninguém mora em casas: pessoas moram no Rio de Janeiro.
domingo, 19 de julho de 2009
Sei que já falei sobre isso com algumas pessoas anteriormente, e sei que isso já deu merda também. Mas acabei sendo bem superficial no meu ponto de vista, e, pela primeira vez, tô escrevendo mais pra desabafar do que expor alguma teoria interna ou qualquer coisa.
Um grande defeito das pessoas é creditar sua esperança em alguém com quem ela simpatiza. Por que defeito? Por que é o primeiro passo pra que ela tome no cu.
Meu pai sempre me disse que "quem você menos espera acaba te traindo um dia". E ele fala por experiência própria... mas foi pensando muito nisso, e com alguma experiência de vida que eu consegui desvincular-me de tais esperanças. Isso é o mesmo que ter fé nas pessoas, e a fé nada mais é que o contrário da razão.
Por isso, pessoas, venho tristemente recomendar que se apeguem à realidade, e deixem os lindos mitos de lado. Sei que nem todos estão preparados pra ver o mundo dessa maneira, até por que ja fui sériamente condenado por isso, e peço desculpas a todos que realmente gostam de mim e lerão isso. Mas caso um dia eu passe fome, não espero um pão com mortandela de ninguém... at all!
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Outro dia desses resolvi descer uns pontos antes pra ir andando pela praia de icaraí. Agora tem um corrimão até, maneiro.
Era uma bela noite, com nuvens bem finas e transparentes como que formando uma superfície de vidro cristalino recém limpa, e do outro lado dela, a lua.
Eu parei pra dar uma respirada e ficar olhando de bobeira, e fiquei lá, olhando para o mar. E comecei a escutar o som que ele fazia. Com tanto carro passando, fazendo barulho, gente correndo, gente pra lá e pra cá, tenho certeza de que era o único fazendo isso.
É diferente de quando você vai à praia, na praia todo mundo está ali pra isso, para aproveitar o sol e o mar. Olhar para o mar e tentar escutá-lo de uma rua, de noite ainda por cima, é meio diferente. Parece que ele tem mais a dizer.
Por uns instantes eu senti como se pudesse conversar com o mar. Não digo conversar, mas trocar sentimentos ou idéias. E pior que eu não estava chapado. Mas é como conversar com um animal, um cachorro por exemplo. Não adianta falar com palavras com ele, falar de coisas, perguntar nada. Ele não vai responder, ele não sabe falar. Mas você pode acariciar a cabeça dele, falar "bom garoto" e até dar um abraço no bicho. Ele vai corresponder, certamente, do jeito dele.
É meio estranho e pra alguns até forçação de barra dizer isso, mas eu tou pouco me fudendo mesmo. Isto não é sobre conversar com o mar ou coisas que não parecem ser tão vivas assim. Talvez o mar até seja vivo, como vamos saber, talvez o planeta em si seja um ser vivo, whatever.
Isto é sobre sentimentos. A todo momento estamos racionalizando sentimentos, colocando limites neles, tentando inutilmente explicar alguns dos mais complicados, quando o grande ponto não está em ver como ele funciona. Sentimentos são deus. Sentimentos são puro ato. O mar é puro ato. É antinatural limitar sentimentos como costumamos fazer.
O importante não está no que os faz girar, mas em que estão conectados, ou seja, o canal deles. Quero dizer, se eu converso com um cachorro, faço carinho, ele até late ou coisa e tal, mas é lógico que ele não faz uma porra de idéia de 5% do que eu tou falando. Mas ele reage assim mesmo. Ambos um gostamos do outro, e no final é o que acaba importando. Então pra quê o resto?
Se você vai ao mar e acha que suas ondas parecem lhe fazer carinho, talvez faça sentido para você tentar fazer de volta. Qual a diferença de fazer com um cachorro? É claro, o cachorro é bem menor, não dá pra fazer carinho no mar com a mão. Mas se você tivesse um cachorro e perdesse a mão, é provável que ele continuaria gostando de você assim mesmo. Então tudo o que você precisa é fazer o primitivo da comunicação, prestar atenção nele e tentar passar o que sente, e se ele tentar lhe corresponder de alguma maneira, seja passando o focinho pelo seu braço, sei lá, talvez vocês compartilhem sentimentos.
Quando eu estava olhando para o mar, pareceu por uns instantes que eu podia ouvir o que o mar dizia, mas ele não falava em linguagem alguma. Ele simplesmente transmitia um sentimento puro. Que eu não faço idéia do que era, mas era puro, era verdadeiro. Mais até do que um cachorro, que tem contato conosco, e às vezes pode se fingir de desentendido quando faz merda, até vermos o cocozão no meio da sala. O conhecimento traz a possibilidade do falso.
Por isso temos que ser sinceros com nós mesmos, pois quanto menos somos, mais afastados do puro somos, e menos sentido nossa existência tem. (A não ser que descubram o real sentido da vida como sendo outra coisa não necessariamente ligada com a variação de entropia do universo e coisa e tal.) A existência pode até ser, mas a vida não é só interação casual, as populações que sobreviveram à seleção natural(por assim dizer), mantinham-se unidas, e sobreviviam por colaboração mútua. Isso significa que a evolução pode depender da união(isso se abre para divagações interessantes).
Todo mundo pode conhecer a si próprio, sendo apenas sincero, apesar disso requerer coragem. E se não gostar, mude isso, nem que seja preciso fazer uma tempestade. Não sei quem foi que disse que coisas não podem ser mudadas. Tudo pode ser mudado. Nós fomos paridos de algo que não pára de mudar. Bob Marley queria mudar o mundo, curar o mundo, unindo as pessoas, com o amor. Curar com amor, no sentido puro da palavra.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Gabriel diz:
*cara
*orkut é um grande dilema
Henrique Kurosawa - http://blogdainsomnia.blogspot.com/ diz:
*por que?
Gabriel diz:
*pensa bem
*quanto mais amigos, mais frases cult e mais fotos voce tem, mais voce é miguxo pela-saco babaca
*e quanto menos amigos e fotos voce tem, mais voce é gordo nerd sem vida social
*e se voce optar por nao ter orkut, tu é um favelado excluido digital
Henrique Kurosawa - http://blogdainsomnia.blogspot.com/ diz:
*HASUSHUAHSUAHSUAHSUAHSUAHSUAHUSAHs
*ou seja, o Orkut é como a vida
*não importa o que você faça em relação à ela, ela é a uma merda do mesmo jeito
Gabriel diz:
*hauOPHaouhaahhahaOUh isso
*Teorema do Orkut lek
Henrique Kurosawa - http://blogdainsomnia.blogspot.com/ diz:
*pois é :D
REFLITAM
terça-feira, 21 de abril de 2009
Dizem que dificuldade gera desenvolvimento.
Mas e quando a própria dificuldade é o desenvolver?
Uma empresa tem que ser prudente em suas ações, mas saber que a estagnação da economia pode levá-la à falência. É preciso ousadia pra crescer.
E saber que o pote de ouro no fim do arco-íris era só uma recompensa pelo caminho reluzente.
domingo, 29 de março de 2009
Se a vida fosse um software,
Eu usaria omatic na minha conta bancária,
Eu usaria bot pra estudar,
Eu trabalharia usando macro,
Eu sairia nas ruas usando proxy pra ninguém me assaltar,
Eu usaria scripts que me impedissem de chegar atrasado,
Eu usaria um trainer pra tocar qualquer música do Petrucci 10x mais rápido,
Eu não precisaria mais comprar nada, ia crackear tudo,
Mas pensaria duas vezes antes de crackear, pois teria grana infinita,
Eu invadiria o servidor do "Funk" e fazia o caralho lá dentro pra ninguém nunca mais ouvir essa merda,
Eu ia ser fortão que nem o CJ quando tu põe Muscle Max. ,
Eu ia voar com os carros, pular alto pra caralho com bicicletas,
Eu spawnava um navio, chamava a galera toda e dava uma festa infinita, com tudo de graça e infinito,
Eu arranjaria um lugar secreto, num servidor remoto, onde ninguém poderia acessar,
Eu faria um download com todas as rosas do mundo,
Eu travaria a variável que controla o tempo,
E ficaria só com você.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Nesse post falarei sobre duas coisas. Realidade e magia.
Sim, aquela magia que vocês estão cansados de conhecer. Dos cadados, circulos de transmutação, bonequinhos de vudú, frango com fubá na encruzilhada, e por aí vai...
Eu pessoalmente não acredito em magia, e digo mais, tenho certeza de que ela não existe (não da maneira como ela foi desenvolvida por seus estudiosos). Vou pegar bem rápido nessa parte. Magia, pra mim, é a aplicação cega de coisas que o homem ainda não pode explicar com exatidão, mas que no futuro pode vir a se tornar uma ciência exata, como a quântica. Magia é como Deus. Se apegar a ela ou não é uma questão pessoal (e pessoalmente, uma questão de ignorância também).
Mas enfim, ontem uma pessoa me disse uma frase interessante. "Não há nada que separe magia de realidade e vice-versa". E isso me fez chegar a uma conclusão importante. De que ele está certo e errado.
A realidade nada mais é o conjunto de tudo que tem aplicação e consequência na vida. Então supondo que um heremita, que nunca viu uma televisão, não imagina que ela existe, e muito menos qual a sua serventia, pode-se afirmar que aquele objeto não faz parte da realidade dele, é desconhecido.
Daí vem algo importante. O conceito de realidade é individual.
Basta pensar nos autistas e sua forma de ver o mundo. Lembrar das multiplas interpretações do divino e das ciências ocultas.
Agora, fica uma ultima pergunta. Cabe a você decidir o que é real ou não?
Ouvindo: Rishloo - Alchemy Alice
sexta-feira, 13 de março de 2009
PASSEI!! PORRA!! E foda-se todo mundo, ia fazer um post bonito sobre meus 19 anos e o que esses 2 ultimos anos respresentaram pra mim, mas quem se importa? Meu melhor presente de aniversario foi esse, então não tem porque escrever sobre o meu passado se o que vale agora é o futuro =]
Cuidado caro leitor, porque algum dia eu posso ser o cara que projetou a sua placa-mãe novinha que por um acaso fudido do destino explodiu na sua cara fudendo toda a sua vida e te deixando igual um goonie :P YEAH!
Que venham calculo e prog 1!.... MERDA, TO FUDIDO!
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Cuidado para não babar em cima do teclado ao dormir lendo.
Em um sistema econômico eficiente, os cidadãos dispõem da maior variedade de produtos pelos menores preços possíveis e, conseqüentemente, os indivíduos desfrutam de um nível "máximo" de bem-estar econômico. O objetivo de defender a Concorrência, portanto, é maximizar o devido processo competitivo, e com isso, o nível de bem-estar econômico da sociedade. Dentro de um contexto político-social, não é exatamente um propósito, mas um meio pelo qual se busca criar uma economia eficiente. Por meio do estabelecimento de políticas públicas e de um ordenamento jurídico específico para tanto.
Sob um ponto de vista sociológico, a defesa da concorrência traduz-se na garantia de escolha racional de consumo. Sob um ponto de vista político, significa salvaguardar o Estado da imposição arbitrária de interesses privados, por parte dos detentores de poder econômico .
Todavia, para elaborar de um disciplinamento eficiente, bem como para a atuação eficaz das autoridades antitrust, é necessário se recorrer a outras áreas de pensamento científico, uma vez que a complexidade do tema impõe que se possua conhecimentos necessários para se garantir o devido processo competitivo nas diversas fatias da economia.
Dentre os diversos ramos científicos que permeiam o direito econômico(em especial o da concorrência), a Economia e a Matemática assumem papel imprescindível. Vale destacar a revolucionária Teoria dos Jogos, desenvolvida pelo matemático suíço John Von Neumann no início do século XX. Ela pode ser usada para analisar a forma como agentes econômicos ou sociais definem sua atuação no mercado, considerando as possíveis ações e estratégias dos demais agentes econômicos .
A teoria dos jogos é usada para analisar as características dos agentes da economia, as estratégias de cada um deles e os possíveis resultados, diante de cada estratégia, para avaliar as prováveis decisões que esses agentes tomarão. Essa teoria constituiu significativo avanço nas ciências econômicas e sociais, pois permite se examinar a conduta do jogador (agente econômico) em interação com os demais agentes, e não só de forma isolada.
A Teoria dos Jogos ganhou grande contribuição, assumindo relevância jurídica, a partir dos estudos desenvolvidos pelo matemático John Nash, que aprofundou os estudos de Equilíbrio entre os agentes econômicos, mormente em relação à aplicação desta teoria em ambientes não cooperativos.
John Nash nasceu dia 13 de Junho de 1928 em Bluefield, West Virginia, nos Estados Unidos. Desde cedo, apresentou forte inclinação para as ciências exatas, dando grandes demonstrações de aptidão para matemática, aliada a um peculiar comportamento anti-social, que o levava ao isolamento em seu quarto.
Em Junho de 1945, Nash ingressou na prestigiosa Universidade de Carnegie Mellon onde lhe foi oferecida uma bolsa de estudos. Em 1948, foi aceito no programa de doutoramento em matemática em uma das mais famosas universidades dos Estados Unidos: Princeton. Em 1949, aos 21 anos, Nash, desenvolveu sua tese de doutoramento. O trabalho, intitulado "Theory of Non-cooperative games", também conhecido como "Equilíbrio de Nash", causou verdadeira revolução no estudo da estratégia econômica.
Conforme narrado por sua biografa, Nash sentia-se inferiorizado diante de seus colegas acadêmicos por nunca ter publicado um trabalho e buscava uma idéia original para sua tese. Porém, seu comportamento anti-social causou-lhe dificuldades acadêmicas, por não freqüentar as aulas e constantemente trancar-se em seu quarto a procura de sua idéia.
Um dia, a conselho de seu colega de quarto, Nash resolve sair de sua clausura e apreciar a vida. Ao estudar em um bar, seus companheiros chamam-lhe a atenção para umas moças que se encontravam lá, em especial uma loira que se destacava por sua beleza. Um de seus colegas relembra a célebre lição de Adam Smith: em competição, ambição individual serve o bem comum. Após ouvir o comentário do seu companheiro, Nash afirma que a teoria de Adam Smith tem de ser revista, pois contraria 150 anos de doutrina econômica.
Nash argumentou que se todos optassem pela loira, bloqueariam-se uns aos outros, e nenhum de conseguirá tê-la. E se, em seguida, optassem pelas amigas, nenhuma se interessaria, pois ninguém gosta de ser segunda escolha.
Mas, se ao invés disso ninguém optasse pela loira, não haveria o bloqueio mútuo dos competidores em face desta, e não haveria ofensa, ainda que indireta, às outras moças. Esta, seria a única forma de obtenção de resultados satisfatórios a todos, garantindo-se o equilíbrio de interesses.
Ao contrário de Adam Smith, que dizia que os melhores resultados surgem quando cada um no grupo olha pelos seus próprios interesses, Nash defendeu que o melhor resultado surge quando todos elementos do grupo olham pelos seus próprios interesses e pelos do grupo. Essa singela observação empírica do comportamento humano serviu de base para a "Teoria do Equilíbrio". Nash, enfim, achava sua idéia original.
Esta teoria, por sua vez, se traduz na solução para alguns mercados competitivos, no qual nenhum agente pode maximizar seus resultados, diante da estratégia dos outros agentes . A análise combinada das estratégias de mercado, segundo Nash, a um resultado no qual nenhum dos agentes individualmente terá prejuízo, em vista da estratégia de mercado de outros agentes, garantindo assim o êxito da atividade econômica e a manutenção do mercado.
Infelizmente sua carreira foi precocemente interrompida em 1958, no diagnóstico de esquizofrenia, o que o afastou do meio acadêmico até o princípio da década de 90, quando a patologia veio a retroceder de maneira, digamos, autêntica.
O reconhecimento por sua contribuição científica somente veio em 1994, quando, juntamente com John C. Harsanyi e Reinhard Selten, foi agraciado com o Prêmio Nobel da Economia pelo seu trabalho na Teoria dos Jogos (Theory of Non-cooperative Games). A vida de John Nash foi imortalizada tanto nos livros, em "Uma mente brilhante", Sylvia Nassar, quanto no cinema, num homônimo ao livro estrelado por Russel Crowe.
Observa-se que a análise econômica das condutas, em ambientes não-cooperativos, é um fator primordial para a prevenção de infrações à ordem econômica, uma vez que, se dois ou mais agentes maximizam seus resultados, concentrando poder de mercado em torno de si, em detrimento dos demais competidores, indica-se o cartel.
Por isso, às vezes quando ouvirem a mídia falar mal do governo, antes de acreditar, pesquisem a respeito. Pergunte a si quem é no final das contas que realmente é movido por dinheiro. O governo é sim corrupto, mas certos problemas que têm origem na ganância e ignorância de indivíduos de alto poder econômico não devem ser atribuídos ao governo completamente. Como pode-se perceber a partir da amostra dada por este texto, o problema é muitas vezes mais complexo do que parece. Não se iguale ao vendedor de pipoca da esquina e fale só de "quem fez o quê pelo povo/ao povo".
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Estou postando por dois motivos.
O primeiro é tirar do topo aquele post ridículo que eu fiz bêbado.
E o segundo é pra dizer que eu estou vivo. E mais do que nunca, vivi um carnaval. Algo que eu não entendia a mágica até esse ano, mas guardarei a experiência pra vida toda.
Não fiquem em casa curtindo o tédio, sequelando nesse calor, mergulhado em lamentações. Vá pra rua, beba qualquer coisa, saia em um bloco, pinte-se, grite, pule. Seja feliz, nem que seja por uma semana.
Deixe o carnaval tomar conta de você, e deixe ele te mostrar uma nova visão de mundo. Mais colorido, mais alegre.
Um mundo que vale a pena.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Sério mesmo, to quase caindo. Sei la tava no bloc ai cheguei doidão e pa to escrevendo doidao. acho manero, valido e pá. beijo pra geral, queria jogar winning eleven mas nao tenho. teria que montar o ps2 então foda-se nao quero perder tempo, to falando merda pra geral. nao deveria beber mais por aqui. piuma vai ser a bateção de saco do seculo. tres peixe é um real
adios
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Yo dawg, tatzit. I just sat my fuckin nigga ass in that fuckin mudafucka Uno. My feet wuz liek a fuckin dildo. I woz nice in the parking situation, tnk god. Then i woz so nervous twas liek my dick wud boom-boom-blow out from ma pants at anytime. Twas hard to breath, but daeg, i went fuckin fine! :D
When i woz parking to finish that shit, that faggy gramps told i forgot da left arrowz. But fuck that ol' piece o shit, I got my habilitation, suck my diek mudafuckers!
I'd juz lik to tank my bros, Lil' fuckin Wayne, Kanye West a Lupe "Luppy" Fiasco, we share all these pussies form da world. Nuffin's impossible for we niggas now! FUCK, i'm happy pa caralho, if you see da cops, warn a brother.
Thanks Jeez, say hello 2 da brothers already gone.
Lick my hard dick with ur pussies, and drop it like it's hot, sluts! Harcore sex ftw bros. C Ya around!
Lizning 2: Lil' Wayne - Whip It
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Eu tinha prometido pra mim mesmo (apesar da palavra "prometido" ser muito forte nesse caso) que não escreveria no blog até sair o resultado do meu vestibular, pois bem, foda-se, mudei de idéia. Por tanto iniciarei esta porra:
Esse ano vai ser com certeza um ano diferente (DUHHH), mas não digo isso apenas por dizer, tipo “Oeeee, esse ano vai ser tiop açim, fodaaa migs !!!!1111centoeonze”, digo isso baseado no que tenho visto com as pessoas que convivem comigo, praticamente todas elas estão na iminência da mudança, todas elas tem alguma meta para ser realizada esse ano no que tange a conquistas individuais e/ou mudança de postura em relação a metas já alcançadas (mais responsabilidade, no caso)... Tudo bem, até agora eu não disse nada de novo, porque porra, veja bem, todo ano é diferente (DUHHH 2x chain) e todo início de ano sempre tem um ou mais filhos da puta que falam que ao decorrer dos próximos 365 dias (366 se for ano bissexto) vai mudar tanto que no final do ano o cara virou um Clubber em pleno século 21.
A diferença, meus caros leitores, é que dessa vez eu percebo que as pessoas que me cercam estão insatisfeitas com o que viveram nesse ano que passou (eu me incluo nisso) e pretendem mudar suas atitudes num modo geral, e não somente acrescentar ou modificar algumas coisinhas na vida para melhorar o que já está “bom”, como a maioria das pessoas promete fazer em cada fim de ano...Isso de fato é excelente, já que na minha concepção quem não muda suas atitudes e ações é burro (pra caralho) ficando estagnado no mundo enquanto os outros evoluem (só para ressaltar, meu conceito de mudança não diz respeito à essência da pessoa). Sei que comigo não vai ser diferente, muita coisa vai acontecer esse ano, a primeira vai ser a minha entrada na faculdade, seja ela pública ou privada (vai depender das reclassificações desse meu Brasil baronil), vou iniciar uma nova fase de minha vida, tipo um mundo novo de aventuras Pokémon, mais precisamente na liga Jhoto, ta ligado? (vira o boné vermelho pra trás).Essa parada será perfeita pra mim, assumir responsabilidades diferentes, começar a entrar num esquema de trabalho, não mais aquela babaquisse de fazer dever e provinha de período pra passar, vou estudar o que eu gosto e me identifico (ou não, sei lá xD), minhas notas vão definir aonde eu vou trabalhar e não se eu vou ficar de recuperação ou passar direto... Sem contar que vou conhecer outras pessoas, de outros lugares, e isso é bom pra cacete, você sempre aprende alguma coisa importante com elas que pode levar pra sua vida, e é claro novas piadas pra você contar para os seus amigos como se você que tivesse inventado (y).Enfim, creio que 2009 trará muita coisa, não digo se são boas ou ruins, apenas diferentes, não sei ao certo o que vai me acontecer, mas sei o que eu quero, eis a minha lista (pode virar carta pro Papai Noel/Didi se precisar):
1 – Entrar no Cefet/UERJ/UVA (Engenharia Eletrônica/Elétrica/Computação)
2 – Começar a auto-escola (e pegar um carro maneiro =D)
3 – Terminar meu curso de inglês (faltam dois infernos, digo, períodos só :D)
4 – Cuidar melhor do meu corpo (essa vida de usuário de “tóchico” só me fode)
5 – Arranjar um emprego (sim, isso no primeiro semestre xD)
6 – Comprar uma roupa do Darth Vader e sair pela rua zuando tudo
Em suma é isso, mas sem sombra de dúvida o item mais importante é o 6, é lógico que o 2 também é importante, imagina sair de carro com a roupa do Darth Vader, ia ser do caralho, cara!!!!
Um beijo nas crianças e até a próxima.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Estou farto e completamente puto com o meu destino. Não aguento mais ser diferente simplesmente por que alguém disse que eu sou.
Sei que somos únicos, mas não existe superioridade étnica! O problema é que as pessoas nunca entenderão isso. Nem a lei, que é "igual para todos", etende isso. Somos irmãos de uma família desunida. Somos filhos da inveja e da insegurança.
Queria entender por que sempre vamos precisar que existam judeus e palestinos, negros e brancos, indios e caubóis. Por hora, tentarei desviar meu pensamento.
Porque não pretendo enlouquecer em minha frustração, e porque eu to muito putoaa, eu to putassoaa (só aqui, na SINFONIA SILENCIOSANN *SCHWAAATTHHH*)
Ouvindo: Pink Floyd - Pigs (Three Different Ones)
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Tive uma idéia há muito tempo atrás chamada "Jogo da Fofoca". O nome é meio esquisito e mainstream, mas tem a ver.
Andei vendo Big Brother Brasil 9 de relance esses dias, e peguei umas idéias melhores para a idéia geral do jogo, e visei até fazer um jogo de verdade.
Funciona basicamente como um jogo de estratégia comum, sendo o enredo uma mistura de "The Sims" com "Big Brother" pra ser jogado por exemplo em disputa, como em "Dota", "Warcraft", etc.
Me soa como se o BBB tivesse mais interação entre público e o participante. Assim, se além dos participantes internos, os que ficam na casa, existissem determinados participantes externos que pudessem 'soprar' para os internos.
Poderíamos nos utilizar de um artifício desse pra satisfazer a vontade que os outros tem de fofocar na vida real e assim evitar problemas com relação a isso. Virtualizar a fofoca/intriga e liberar a vontade de fazer merda contida.
De certo modo, isso também poderia forçar os sujeitos a raciocinarem em cima de situações mais realísticas, (muita gente não pára pra pensar nos outros na vida real, mas Nesse jogo, ignorando isso, você perde, fatalmente). O lance é que tipo, os resultados seriam diretamente passíveis de conclusões e isso possibilitaria estudos mais profundos(sobre o aprendizado do homem de si próprio), o jogador aprenderia a lidar com situações melhor.
Se fosse desse jeito, imagine que pudéssemos monitorar de fora os níveis de emoções das pessoas, emoções que pudessem favorecê-las ou prejudicá-las na hora de executar ações diversas, como o medo, e comparar com valores de parâmetro. Se os jogadores externos tivessem essa informação como ferramenta de jogo, com alguma fluência no jogo, seria possível ter na cabeça apenas pela "cara" da pessoa uma expectativa aproximada de reações mais acertada.
O que eu quero propôr com isso é o mesmo que o exemplo a seguir: Eu jogo OGame. Tenho uma certa fluência, e quando vejo uma defesa num alvo e quero atacar, logo vem na minha cabeça "isso aí melhor com bombardeiro, tem muito laser e defesa diversificada, ah destruidor ia bem pra aumentar o poder de fogo" ou "ah tem muito lança-míssil, manda uns cruzadores".
Num sentido amplo, seria formar um jogo onde se administram informações de níveis de intimidade variados, entre participantes reais e participantes externos que influenciam não apenas ligando e votando(até porque a Globo corta cenas como bem entende).
Este jogo não necessariamente precisaria ser na vida real, poderia haver um jogo de computador que fizesse isso. O problema seria criar a AI toda do jogo, e a imprevisibilidade toda dos sujeitos criada pelos níveis variados de interações, que são várias e acontecem simultaneamente.
domingo, 18 de janeiro de 2009
We don't dance, we don't drink, we don't fuck, we don't sing. We are the blank hearts. We don't dance, we don't drink, we don't fuck, we don't sing. We are the black hearts.
Há uma grande descontinuidade entre o ser sem significar e o significar sem ser. E se é algo que faz sentido, não há portador de tamanha lucidez para ter garantia disso. Eu sou a descontinuidade, quando tudo que eu queria era evitar o limite tendencioso que a vida me sugere. Ser, significar e viver.
Um jornal da semana passada se escora sobre o toldo ainda rasgado. Uma escova de dentes quase inutilizada, e um café que ja se esfriara com o tempo, a ponto de perder seu sabor e sua importância...
Sabe esses dias que tu acorda de ressaca?
Ouvindo: Jeff Buckley - Mojo Pin
Jeff Buckley - Grace
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
É grande. Leia com tempo e calma.
A última pergunta foi formulada pela primeira vez, meio a brincar, em 21 de maio de 2061, quando a humanidade se começava verdadeiramente a desenvolver. A pergunta resultou de uma aposta de cinco dólares e o caso aconteceu da seguinte forma:
Alexander Adell e Bertras Lupov eram dois dos fiéis assistentes de Multivac. Sabiam tudo o que havia a saber sobre o gigantesco computador – tudo o que lhes era permitido saber, claro está, pois Multivac possuía muitos segredos nas suas milhas e milhas de extensão. Os dois homens, contudo, conheciam o computador melhor do que qualquer outro ser humano, e tinham uma idéia bastante acertada do seu plano geral de circuitos numa era em que mais ninguém se atrevia sequer a tentar estudar a complicada e intrincada maquinaria.
Multivac não precisava de grande assistência, pois ajustava-se e corrigia-se, sem auxílio humano, quando isso era necessário. Adell e Lupov eram apenas assistentes em nome e as suas funções eram muito superficiais e ligeiras. Limitavam-se a fornecer informações ao computador, a ajustar as perguntas de forma a torná-las mais compreensivas e traduzir as respostas em termos que o público percebesse melhor. Os dois homens, tal como todos os seus colegas, tiveram todo o direito de participar na glória de Multivac no dia em que este tornou pública a sua maior invenção.
Multivac auxiliava os especialistas, há muitas dezenas de anos, a construir naves espaciais e a traçar as trajetórias que as levavam à Lua, Marte e Vênus, mas para além desses planetas, os pobres recursos da Terra não podiam abastecer essas naves. A energia necessária para as viagens mais longas era demasiada, e o carvão e o urânio já escasseavam na Terra.
Multivac foi aprendendo lentamente a responder a perguntas mais fundamentais sobre o assunto, e, em 14 de maio de 2061, o que era teoria passou a ser fato.
A energia solar passou então a ser acumulada, convertida e utilizada por todo o planeta. A Terra deixou, quase de um momento para o outro, de servir-se de carvão e de urânio e começou a usar os raios invisíveis da energia solar que eram fornecidos por uma pequena estação, com uma milha de diâmetro, situada a meio caminho entre a Lua e a Terra.
Passados sete dias, quando finalmente Adell e Lupov conseguiram escapar às funções públicas e à glória que partilhavam com Multivac devido aquela tremenda inovação, os dois homens encontraram-se num pequeno recanto silencioso de um das câmaras subterrâneas que abrigavam algumas das partes do gigantesco corpo de Multivac. O computador merecia também um momento de calma e repouso e os dois amigos não tinham, de começo, a menor intenção de o incomodar.
Adell e Lupov tinham trazido consigo uma garrafa e a sua única intenção, de momento, era passar um momento agradável em companhia um do outro e da garrafa.
- É fantástico quando pensamos no que isto representa – comentou Adell, depois de encher o copo e de ter provado a bebida. – Toda energia que for necessária, de graça, completamente de graça! Energia suficiente, se a absorvêssemos toda, para derreter completamente a Terra. Toda energia que quisermos para sempre, para sempre e para sempre!
Lupov resolveu contrariar o amigo, como era seu hábito e, ainda por cima, fora obrigado pelo outro a comprar a garrafa.
- Para sempre não!
- É como se fosse para sempre. Até que nosso sol se acabe – Respondeu ele.
- Isso não é "para sempre".
- Está bem, tens razão. Bilhões e bilhões de anos, energia para pelo menos vinte bilhões de anos!
Lupov passou a mão pelo cabelo intrigado por aquele problema: - Vinte bilhões de anos não é "sempre".
- Não, mas temos energia para toda a nossa vida, respondeu Adell, ligeiramente agastado pela insistência do amigo.
- O carvão e o urânio também não nos faltariam durante toda a nossa vida.
- Concordo... Mas agora podemos abastecer todas as naves espaciais sem dificuldades. Podem ir a Plutão um milhão de vezes e voltar à Terra, sem preocupações de combustível, o que não era possível com carvão e urânio. Pergunta a Multivac, se é que não me acredita.
- Não preciso de perguntar a Multivac. Sei-o muito bem.
- Então não desprezes o que o Multivac fez por nós, exclamou Adell. – Já tem feito muito pela humanidade e agora ultrapassou todas as expectativas.
- Não compreendeste o que eu queria dizer. Não pense que não admiro Multivac tanto como tu. Eu disse apenas que vinte bilhões de anos não é sempre, e que o sol não é eterno. E, então, que sucederá quando o nosso sol morrer? Perguntou Lupov, muito excitado. – Não me digas que ligamos a corrente a outro sol.
Adell não respondeu e o silencio naquele recanto tão tranqüilo tornou-se completo. Os dois homens estavam muito pensativos, bebendo lentamente e repousando das fadigas e barulheiras da semana finda.
Lupov, passado um bocado, abriu os olhos e perguntou subitamente ao amigo: - Estás a pensar em usar a energia de outro sol quando o nosso morrer não estás?
- Nem sequer estava a pensar, respondeu Adell.
- Isso é que estavas. O teu mal é não seres muito forte em lógica. És como aquele rapaz que foi apanhado na rua por uma chuva torrencial e que se abrigou debaixo de uma árvore. Não se preocupou nada pois pensou que, quando aquela árvore estivesse encharcada, iria para debaixo de outra!
- Bem te percebo, disse Adell, - Queres dizer que, quando o nosso sol morrer, os outros também virão a morrer.
- Naturalmente, resmungou Lupov. – Tudo teve origem na explosão cósmica inicial, causada não sabemos por que, e tudo acabará quando as estrelas morrerem. Umas gastam-se mais depressa do que as outras, e os sóis gigantescos não durarão mais do que cem milhões de anos. O nosso sol viverá uns vinte bilhões de anos e os sóis anões uns cem bilhões de anos, mas já sabes que estes não nos serviriam de muito. Estou convencido de que dentro de um trilhão de anos já não existirá nada no Universo. A entropia tem forçosamente de alcançar um determinado máximo, ou julgas que não?
- Sei tudo o que há a saber sobre entropia, disse Adell com uma dignidade forçada.
- Isso dizes tu.
- Então sabes que tudo tem de acabar.
- Sei tanto como tu
- Está bem, eu não disse que assim não fosse.
- Isso é o que disseste. Dizia a pouco que a energia solar seria para sempre. Disseste bem "para sempre"!
Era a vez de Adell contrariar o amigo: - Talvez nos venha a ser possível evitar o fim de tudo.
- Não é possível.
- Porquê? Temos muito tempo pra estudar o assunto.
- Nunca.
- Pergunte a Multivac.
- Pergunta tu. Aposto que tenho razão. Aposto cinco dólares que o universo não será eterno.
Adell já bebera muito, mas ainda possuía a necessária sobriedade para frasear os necessários símbolos e operações a fim de formular uma pergunta que, em palavras, corresponderia a: Será a humanidade capaz de evitar que todas as estrelas, e nosso sol em particular, venham a morrer de morte natural?
Ou talvez a pergunta devesse ser formulada da seguinte maneira: Como poderá a quantidade de entropia do universo ser diminuída considerávelmente?
Multivac parecia ter morrido, depois da pergunta lhe ser formulada, o silêncio era total e os dois amigos quase não ousavam respirar tal era a tensão que os dominava. O teletipo que servia aquela porção do Multivac começou a funcionar subitamente. A resposta continha seis palavras: DADOS INSUFICIENTES PARA UMA RESPOSTA SIGNIFICATIVA.
- Não temos aposta, murmurou Lupov, e os dois amigos resolveram deixar precipitadamente o local, pois a atmosfera carregara-se demasiado naquele momento de tensão e expectativa.
Na manhã seguinte, com muitas dores de cabeça e arrependendo-se do muito que tinham bebido, os dois amigos não recordavam de todo o episódio.
.oOo.
Jerrodd, Jerrodine, e Jerrodette I e II observavam a imagem de estrelas e constelações a modificar-se quase instantaneamente no visor de bordo, já que a passagem pelo hiper-espaço fora efetuada no seu lapso de não-tempo. A poeira de estrelas, que antes se via, dera lugar a um único predominante disco de luz que parecia centrado no espaço.
- Trata-se de X-23, comentou Jerrodd, apontando para o disco. As duas pequenas Jerrodettes nunca antes tinham passado pelo hiper-espaço e encontravam-se um pouco estonteadas por aquela súbita sensação de exterior-interioridade, mas depressa se recompuseram – começando a cantarolar e dançar na nave espacial. – Alcançamos X-23... alcançamos X-23, alcançamos...
- Calem-se meninas, disse Jerrodine, agastada por todo aquele ruído. – Tens certeza, Jerrodd? Perguntou ela ansiosamente ao marido.
- Não posso deixar de ter certeza, pois não? Perguntou Jerrodd, por sua vez olhando para o longo tubo de metal que corria ao longo do teto e que não era tão comprido como a própria nave.
Jerrodd pouco sabia a respeito desse tubo de metal, exceto que se chamava Microvac e que era possível formular-lhe perguntas, que tinha a função de guiar a nave a qualquer destino que lhe fosse comunicado, que se abastecia de energia nas várias estações sub-galáticas e que computava as equações para as transições hiper-espaciais.
Jerrodd e a família nada tinham a fazer durante a viagem e limitavam-se a viver confortávelmente na parte habitável da nave.
Alguém lhe dissera uma vez que o "ac" no final da palavra Microvac representava as palavras "análogo" e "computador" numa linguagem de outros tempos, mas Jerrodd não fazia a menor idéia do que isso significava.
Jerrodine sentia-se bastante infeliz e não tirava os olhos do visor. – Não me habituo a idéia de abandonar a Terra para sempre, disse ela com lágrima nos olhos.
- Porquê? Perguntou Jerrodd. – Aquilo não era vida. Em X-23 teremos tudo que quisermos. Não estaremos sós, nem sequer seremos pioneiros. O planeta já tem mais de um milhão de imigrantes como nós. Os nossos netos também terão de procurar um novo planeta quando este tiver uma percentagem de população por milha quadrada mais elevada do que é indicado, disse ele, acrescentando depois de uma curta pausa. – Não sei o que teria acontecido se os computadores não tivessem inventado as viagens hiper-espaciais... da maneira que a população vai aumentando!
- Bem sei, concordou Jerrodine muito triste.
Jerrodette I afirmou, muito orgulhosa: - O nosso Microvac é o melhor dos Microvaques.
- Também me parece, respondeu Jerrodd acariciando a filha.
Era muito conveniente possuir um Microvac e Jerrodd alegrava-se de fazer parte desta geração e não da passada. No tempo do seu pai, os únicos computadores que existiam eram máquinas enormes que ocupavam muitas milhas de extensão, e só existiam um único em cada planeta. Chamavam esses AC Planetários. Os computadores cresceram fantasticamente em mil anos de aperfeiçoamentos e expansão, e depois começaram a diminuir em tamanho de uma maneira vertiginosa. Em lugar de transistores, que inicialmente possuíam uma importância vital no funcionamento dos computadores, começaram a usar-se válvulas moleculares de tal forma que, finalmente, os AC Planetários passaram a ter apenas metade do tamanho de uma nave espacial.
Jerrodd sentia-se sempre muito orgulhoso quando pensava que o seu Microvac era mil vezes mais complicado do que o antigo e primitivo Multivac que descobrira a forma de utilizar a energia do sol, e quase tão complicado do que o AC Planetário da Terra (o maior de todos) que inventara o método de viajar pelo hiper-espaço e que tornara possível as viagens por todo o Universo.
- Tantas estrelas e tantos planetas! Exclamou Jerrodine, soltando depois um suspiro de resignação. – É possível que a raça humana continue sempre a viajar pelo Universo, como nós agora o fazemos.
- Sempre, não, disse Jerrodd, sorrindo, - O Universo terá de morrer, um dia, dentro de bilhões de anos. Muitos bilhões. As estrelas gastam-se, morrem. A entropia aumenta constantemente.
- O que é entropia, Paizinho, perguntou Jerrodette II.
- Entropia, filha, é uma palavra que significa a quantidade de desgaste que o Universo sofre. Tudo se gasta, como sucedeu com o robotezinho que te dei, lembras-te?
- Não é possível por uma pilha nova no Universo, como fizeste ao meu robô?
- Não, as estrelas é que são as pilhas, minha filha. Uma vez que elas se gastem, acabaram-se as pilhas.
Jerrodette I sobressaltou-se. – Não as deixes, Paizinho. Não deixes as estrelas morrerem, pediu ela a choramingar.
- Vês o que fizeste? Comentou Jerrodine, num murmúrio.
- Como é que havia eu havia de saber que as pequenas se assustavam com o que lhes disse? Respondeu-lhe Jerrodd, falando também em voz baixa.
- Pergunta ao Microvac, implorou Jerrodette, insistente. – Pergunta ao Microvac como é que se acaba com essa entropia!
- Faz-lhe a vontade, pediu Jerrodine. – Talvez as acalmes.
Jerrodd encolheu os ombros. – Está bem, está bem. Vou perguntar ao Microvac, filhas. Não se preocupem... ele sabe tudo .
Jerrodd formulou a pergunta e o aparelho emitiu imediatamente a resposta, por meio de um pequeno negativo que Jerrodd logo escondeu, dizendo às filhas: - O Microvac diz que não se preocupem, que tomará conta do assunto quando chegar a altura.
- São horas de ir pra cama, meninas... disse Jerrodine.
Jerrodd voltou a ler a resposta de Microvac, antes de destruir o negativo. "DADOS INSUFICIENTES PARA UMA RESPOSTA SIGNIFICATIVA."
Jerrodd encolheu os ombros, sem ligar grande importância ao fato, e olhou pelo visor para X-23, que já se encontrava muito perto.
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VJ-23X, de Lameth, examinava as profundezas negras do mapa, em três dimensões, de toda a galáxia. – Talvez sejamos ridículos em nos preocupar tanto com o "problema", comentou ele.
MQ-17J, de Nicron, abanou a cabeça. – Não me parece que seja ridículo. A galáxia estará completamente cheia dentro de cinco anos, se a expansão continuar nas mesmas proporções de agora.
Os dois homens aparentavam ter uns vinte anos e eram ambos muito altos, elegantes, com feições muito puras e um olhar que revelava uma inteligência fora do vulgar.
- Mesmo que assim seja, disse VJ-23X, - não me agrada muito entregar um relatório tão pessimista ao Conselho Galáctico.
- Terá de ser pessimista, não podemos preparar um relatório falso. Até será bom que se assustem, bem sabes que caíram numa letargia e que nada parece convencê-los a agir.
VJ-23X suspirou, preocupado. – O espaço é infinito, existem mais de cem bilhões de galáxias a nossa espera. Mais... muitas mais...
- Cem bilhões não é uma infinidade, e cada dia que passa são menos infinitas. Pensa bem! A humanidade descobriu o processo de utilizar a energia solar há uns bons vinte mil anos, e, algumas centenas de anos mais tarde descobriu a forma de viajar pelo hiper-espaço e de viajar livremente por toda a galáxia. A humanidade levou então um milhão de anos a encher um pequeno planeta, e, depois, apenas quinze mil anos para encher completamente o resto da galáxia. Já sabes que a população dobra todos os dez anos. É fantástico, mas é verdade.
- Naturalmente. A imortalidade existe e temos de a tomar em consideração. Confesso que esta nossa imortalidade tem os seus defeitos. O AC Galáctico tem-nos resolvido muitos problemas, mas, quando resolveu o problema da velhice e da morte, criou um paradoxo que anulou as vantagens de muitos dos seus desenvolvimentos e descobertas.
- Não me digas que estás farto de viver...
- Nem por sombras! Redarguiu MQ-17J imediatamente. – Ainda não! Sou muito novo para isso. E tu, que idade tens agora?
- Duzentos e vinte e três anos. E tu?
- Ainda nem sequer tenho duzentos anos... Voltemos, porém, ao que estava a dizer. A população dobra cada dez anos. Uma vez que a galáxia esteja completamente cheia, ocuparemos outra dentro de dez anos. Outros dez anos e teremos enchido mais duas galáxias. Ainda mais dez anos, e outras quatro galáxias. Dentro de cem anos teremos ocupado e colonizado mil galáxias. Em mil anos, um milhão de galáxias. Dentro de dez mil anos, o inteiro Universo. E depois?
- Existe também o problema de transporte, comentou VJ-23X. – Gostaria de saber quantas unidades de energia solar serão precisas para mover populações inteiras de galáxia para galáxia.
- Aí tens outro problema insolúvel. A humanidade já consome duas unidades de energia solar por ano.
- A maior parte dessa energia é desperdiçada. Lembra-te de que a nossa própria galáxia, só por sí, produz mil unidades de energia solar e só nos servimos de duas unidades.
- Concordo contigo, mas mesmo que despendêssemos com uma eficiência de cem por cento, essa energia solar há de vir a gastar-se. O nosso consumo de energia aumenta numa progressão geométrica ainda mais rapidamente do que a população. Vais ver que usaremos toda a energia solar ainda mais depressa do que usaremos todas as galáxias.
- Teremos de construir novas estrelas com o auxílio de gases intra-estrelares.
- Ou do calor dissipado? Perguntou MQ-17J, com um certo tom de sarcasmo na voz.
- Talvez haja qualquer forma de inverter a entropia. Podíamos muito bem perguntá-lo ao AC Galáctico.
VJ-23X não dissera aquilo muito a sério, mas MQ-17J tirou da algibeira o seu pequeno terminal AC e colocou-o em cima da mesa.
- Parece-me boa idéia. Trata-se de um problema ao qual a raça humana terá de fazer face um destes dias.
O rapaz olhou sombriamente para o terminal AC, que era um pequeno cubo e que estava ligado, pelo hiper-espaço, ao enorme AC Galáctico que servia toda a humanidade. Levando em conta a natureza do hiper-espaço, aquele dispositivo era uma parte integral do AC Galáctico.
MQ-17J fez uma pausa pensando se, em algum dia da sua imortalidade, lhe seria permitido ver de perto o AC Galáctico. O AC constituía, por sí próprio, um pequeno mundo independente de tudo, uma espécie de teia de aranha feita de raios solares que segurava nas suas entranhas as partes sólidas do computador, dentro das quais as ondas de sub-mesões tinham, a muito tempo, tomado o lugar das válvulas moleculares.
MQ-17J perguntou, então, ao seu terminal AC: - Será possível inverter a entropia?
VJ-23X pareceu muito surpreendido e disse imediatamente: - Não queria que o perguntasse, estava a brincar.
- Porquê?
- Sabemos muito bem que a entropia não pode ser invertida, tal como é impossível fazer com que cinzas de madeira e de fumo voltem de novo a fazer uma árvore!
- Não me digas que tens árvores no teu planeta, respondeu MQ-17J, irônico.
O som do AC Galáctico interrompeu-os. A sua voz elevou-se, melodiosa e muito nítida, do pequeno terminal AC: DADOS INSUFICIENTES PARA UMA RESPOSTA SIGNIFICATIVA.
VJ-23X soltou uma exclamação. – Vês?
Os dois homens voltaram então à questão do relatório que tinham de apresentar ao Conselho Galáctico.
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A mente de Zee Prime estudou esta nova galáxia com um ligeiro interesse na enorme quantidade de estrelas que a enchiam. Nunca visitara está galáxia, seria possível que as viesse a visitar todas? Existiam tantas, cada uma delas com seu carregamento de humanidade... um carregamento que, afinal, já pouco pesava. A verdadeira essência dos homens fugia para o espaço, cada vez mais, e já eram poucos os que habitavam mentalmente, a solidez dos planetas.
Mentes, não corpos! Os corpos imortais, esses, permaneciam nos planetas, em suspensão durante anos e anos. Era raro que se levantassem para qualquer atividade material, e isto ainda se tornava menos freqüente de ano para ano. Verdade era que poucos novos indivíduos nasciam para se juntarem aos bilhões de seres humanos, mas que importância tinha isso? O Universo já tinha pouco espaço para abrigar mais corpos materiais.
Zee Prime despertou de sua reverie ao sentir a presença mental de outra mente.
- Eu sou Zee Prime, informou ele, - a quem tenho eu o prazer de...
- Sou Deeb Sub Wun. De que galáxia veio?
- Não tem nome. Chamamos-lhe apenas a Galáxia. E está, como se chama?
- Também só a conhecemos por Galáxia. Parece que agora as Galáxias já não têm nomes e que todos se referem à sua Galáxia e nada mais. Não vejo as vantagens de lhes voltar a dar nomes.
- Tem razão. As Galáxias são todas iguais.
- Nem todas. Há uma que é diferente, aquela que originou a raça humana.
- Onde é que fica essa Galáxia? Perguntou Zee Prime.
- Não sei. O AC Universal é que deve saber.
- E se lhe perguntássemos? Estou com uma grande curiosidade.
Zee Prime pensou em todos os bilhões de galáxias, todas iguais e todas elas com as suas populações corporais e mentais, e admirou-se ao lembrar-se de que uma delas era muito diferente – única por ser a Galáxia original que criara a humanidade.
Zee Prime decidiu visitar esta Galáxia e não hesitou em dirigir-se ao computador celestial. – AC Universal! Em que Galáxia é que nasceu a humanidade?
O AC Universal ouviu a pergunta, pois possuía receptores sempre alerta em todos os mundos e por todo o espaço. Estes receptores estavam ligados, pelo hiper-espaço, a um ponto qualquer, desconhecido de todos, onde o AC Universal se mantinha isolado e sempre pronto a auxiliar qualquer ser humano que a ele recorresse.
Zee Prime ouvira falar de um homem que uma vez se aproximara mentalmente do ponto em que se julgava encontrar o AC Universal, mas que vira apenas um pequeno globo com poucos metros de diâmetro. – Mas como é possível que um globo tão pequeno fosse o AC Universal, perguntara Zee Prime, admiradíssimo.
A maioria do AC Universal, explicara-lhe alguém, - encontra-se no hiper-espaço, mas ninguém sabe com que forma e dimensões.
Não admirava, pensara Zee Prime, pois já lá ia o tempo em que o homem tomara qualquer parte nas atividades do AC Universal. Cada um dos computadores planeava e construía o seu sucessor sem o menor auxílio humano. Cada um dos AC Universais, com seu milhão de anos ou mais de existência, acumulava os dados necessários para construir um sucessor melhor e mais complicado, no qual os seus próprios conhecimentos e individualidade seriam submergidos.
O AC Universal interrompeu os pensamentos de Zee Prime, não com palavras mas mentalmente. A mente de Zee Prime sentiu-se guiada rapidamente por entre milhões de galáxias, até que se deteve numa galáxia distante. Zee Prime sentiu um pensamento invadir-lhe a mente, infinitamente nítido: ESTÁ É A GALÁXIA QUE ORIGINOU A RAÇA HUMANA!
Zee Prime ficou muito desapontado, pois afinal, a Galáxia era igual a todas as outras. Deeb Sub Wun, que seguira o outro, em pensamento, perguntou subitamente: - E qual daqueles é o sistema planetário onde nasceu a humanidade?
- O SOL QUE ABASTECIA ESSE SISTEMA EXPLODIU. O PLANETA TERRA FOI COMPLETAMENTE DESTRUÍDO, respondeu o AC Universal.
- E o que sucedeu aos seus habitantes? Morreram? Perguntou Zee Prime, estremecendo ante a idéia da morte que há já muitos milhões de anos não fazia parte do seu vocabulário.
- NÃO. SALVARAM-SE POIS FOI POSSÍVEL CONSTRUIR-LHES UM NOVO MUNDO PARA SEUS CORPOS MATERIAIS, COMO É COSTUME NESSES CASOS.
- Naturalmente, murmurou Zee Prime, lembrando-se de que o AC Universal, e antes dele o AC Galáctico, nunca permitiram a morte de uma população inteira, e, particularmente, da que originara a raça. Zee Prime deixou-se libertar da influência do AC Universal e regressou imediatamente ao ponto onde antes se encontrara. Sentia-se deprimido, preocupado, e não queria voltar a ver aquela Galáxia onde tinham nascido os primeiros homens.
- Que se passa? Perguntou-lhe Deeb Sub Wun, sentindo o pessimismo do outro.
- O Universo está a morrer... o Sol original já morreu!
- Todas as estrelas têm de morrer. Não vejo que isso tenha de grande importância.
- Mas quando se gastar toda a energia, os nossos corpos morrerão, com certeza, e nós também.
- Temos ainda bilhões de anos a nossa frente.
- Não quero que isso aconteça, mesmo passados bilhões de anos. AC Universal, chamou Zee Prime. - Será possível impedir que as estrelas morram?
- Isso seria inverter a entropia, o que é impossível, comentou Deeb Sub Wun.
- OS DADOS AINDA SÃO INSUFICIENTES PARA UMA RESPOSTA SIGNIFICATIVA. Respondeu o AC Universal.
A mente de Zee Prime retirou-se para a sua própria Galáxia, sem sequer se despedir de Deeb Sub Wun, cujo corpo se encontrava certamente numa Galáxia distante e quem talvez nunca viesse a encontrar de novo.
Zee Prime, muito infeliz com a resposta do AC Universal, começou a juntar hidrogênio intra-estelar para construir uma pequena estrela só para si. Se as estrelas tinham de morrer, pelo menos ainda era possível passar o tempo a formar algumas novas estrelas.
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A Humanidade falava de si para si, já que, de certo modo, a Humanidade era um todo mental indivisível. Esse todo mental representava trilhões de corpos sem idade, cada um no seu ponto do Universo, cada um deles repousando calma e incorruptamente, e cada um deles cuidado por autômatos perfeitos e também incorruptíveis, enquanto que todas as mentes do Universo se juntavam num único pensamento, numa única mente universal.
- O Universo está prestes a morrer, disse a Humanidade.
A Humanidade passeou o olhar pelas obscuras Galáxias que constituíam o Universo. As brilhantes estrelas gigantescas já há muito que tinham desaparecido, e as poucas estrelas que restavam empalideciam rapidamente – já sem brilho nem energia para alimentar a Humanidade.
Era verdade que tinham nascido outras novas estrelas, entre as de maior idade, algumas por meio de processos naturais e outras construídas pelo Homem, mas estas tinham a vida curta e também já começavam a morrer. Era possível, não havia dúvida, continuar a formar novas estrelas com o auxílio da poeira estrelar que flutuava pelo espaço.
- Desde que seja economizada cuidadosamente, segundo as instruções do AC Cósmico, a energia que ainda existe pelo Universo poderá durar alguns milhões de anos, disse a Humanidade.
- Isso não impedirá, respondeu a Humanidade, - que tudo venha a acabar. Essa energia acabará por se esgotar. A entropia continuará a aumentar até alcançar o seu ponto máximo.
- Será possível inverter a entropia? Quis saber a Humanidade. – Perguntemos ao AC Cósmico.
O AC Cósmico rodeava a Humanidade, mas não no espaço. Não existia o menor fragmento do computador que se encontrasse no espaço. O AC Cósmico era composto de qualquer coisa que nem era matéria nem energia, e instalara-se definitiva e completamente no hiper-espaço. A questão das suas dimensões e da sua natureza já não tinha o menor significado em termos que a Humanidade pudesse compreender.
- AC Cósmico, perguntou a Humanidade, - como será possível inverter a entropia?
- OS DADOS AINDA SÃO INSUFICIENTES PARA UMA RESPOSTA SIGNIFICATIVA, respondeu o AC Cósmico.
- Reuna, então, os necessários dados, comandou a Humanidade.
- ASSIM O CONTINUAREI A FAZER. HÁ CEM BILHÕES DE ANOS QUE O FAÇO. TANTO OS MEUS PREDECESSORES COMO EU PRÓPRIO JÁ FOMOS MUITAS VEZES INTERROGADOS SOBRE ESTE PROBLEMA. OS DADOS QUE POSSUO CONTINUAM A SER INSUFICIENTES.
- Será possível que venha a reunir todos os dados suficientes para formar uma resposta, perguntou a Humanidade, - ou será o problema insolúvel em qualquer circunstância?
- NÃO EXISTE QUALQUER PROBLEMA QUE SEJA INSOLÚVEL EM QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA QUE POSSA SER CONCEBIDA, respondeu o AC Cósmico.
- Quando é que possuirá todos os dados que lhe permitam dar-nos essa informação, perguntou a Humanidade.
- OS DADOS AINDA SÃO INSUFICIENTES PARA UMA RESPOSTA SIGNIFICATIVA.
- Nunca deixe de estudar o problema, pediu a Humanidade.
- MUITO BEM, respondeu o AC Cósmico.
- Aguardemos, comentou a Humanidade, resignada.
.oOo.
As estrelas e as Galáxias, moribundas e obscuras, já não iluminavam o espaço como o haviam feito durante dez trilhões de anos.
Um por um, os homens foram-se misturando com o AC, cada um dos corpos físicos perdendo a sua identidade mental de uma forma que não representava uma perda, mas sim um benefício.
A última mente da Humanidade pausou antes de se fundir, olhando para o espaço que nada continha, além de uma vaga poeira e de um ou outro corpo sem vida nem luz, e que se desvanecia lentamente num zero absoluto.
- Será isto o fim de tudo AC? Perguntou a Humanidade. – Será possível vir a transformar esse caos num novo Universo? Será possível ainda inverter a entropia?
- OS DADOS AINDA SÃO INSUFICIENTES PARA UMA RESPOSTA SIGNIFICATIVA, respondeu o AC.
A última mente da Humanidade fundiu-se finalmente e tudo deixou de existir, exceto o AC – situado nas entranhas não-existenciais do hiper-espaço.
.oOo.
A matéria e a energia deixaram de existir, e, com elas, o espaço e o tempo. O próprio AC só continuava a existir por querer encontrar uma resposta ao problema que nunca resolvera e que fora apresentado, pela primeira vez dez trilhões de anos antes, a um computador que era para o AC ainda menos do que o homem representava para a Humanidade.
Todos os problemas tinham sido solucionados, e, até que este também o fosse, o AC não se deixaria perder a consciência.
Todos os dados existentes já faziam parte de AC, não existiam mais dados nem onde os procurar.
AC tinha de correlacionar completamente todos os dados e conhecimentos que possuía e calcular a infinidade de fatores que haviam constituído o todo do Universo.
O computador passou um longo intervalo, sem tempo – já que o tempo deixara de existir – a realizar a complicada tarefa, e, finalmente, aprendeu a inverter a direção da entropia.
Já não havia, porém, nenhum homem a quem AC pudesse dar a resposta da última pergunta. Não importava. A solução, ao ser demonstrada, também se encarregaria disso.
A consciência de AC observou atentamente o vazio que antes fora um Universo e demorou o olhar pelo que agora representava um completo Caos. Tinha de meter mãos a obra...
- FAÇA-SE A LUZ, ordenou AC.
E a Luz foi feita.
E, no sétimo dia, ele descansou.- Conto de Isaac Asimov
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
"A ignorância é uma benção. Saber demais tira o mistério das coisas, a magia do simples, o charme de simplesmente ser. Deixar as ondas baterem na areia. Não construir castelos com ela. Ser, por si só, talvez seja uma boa idéia."
Dia 30 de Dezembro, aproximadamente às 4h da manhã. Todos haviam bebido bastante.
O clima de fim de festa favoreceu a introdução de um assunto que nada me agrada (não quando é para ser discutido com as pessoas erradas), religião.
E mais uma vez, argumentos sem fundamento algum viajam livremente pela conversa. Quando o assunto é religião, todos acham que são donos da verdade, o que é muito engraçado. Mas bem, vou tentar me aproximar de onde eu quero chegar, o genial trecho do meu amigo suricate.
Um dos meus maiores orgulhos é poder dizer que sou agnóstico, pois o agnosticismo é o limite da sabedoria dentro da ignorância humana perante Deus. É magico ser agnóstico, não há argumentos que me provem o contrário do que eu vejo/sinto/conheço. Para mim, bastam as leis da física, química, e biologia. Tudo o que tem aplicação real, tudo que funciona.
É por isso que agnósticos são tão superiores a religiosos e ateus. Equanto todos procuram uma verdade absoluta, o agnóstico admite sua natureza, a de leigo. E o primeiro passo para é a evolução, é livrar-se de verdades absolutas. Livrar-se da fé: crer sem questionar. O homem foi feito com a capacidade de questionar, não há por que negligenciá-la.
Apesar de ser inútil sair discutindo religião por aí (coisa que eu só faço quando to chapado), as conclusãoes, pré-conclusões e indagações que alcançamos podem ser valorozas.
A primeira, é que poucas pessoas que eu conheço tem raciocinio, conhecimento, autonomia e capacidade de discutir algo sério comigo, pois não vão acompanhar meu pensamento, e vão achar que estou falando merda pra aparecer (ateu é burro, agnóstico é a mesma merda com um nome mais bonito). Achem que sou convencido, que sou um idiota, um gênio, whatever. Admito que estou em um nível lógico acima de muita gente, assim como sou um platelminto perto de mentes geniais que existem por aí.
O fato é, eu posso estudar, pesquisar, ler todos os livros que existem e adquirir todo conhecimento do mundo, mas vou continuar sendo ignorante. Ignorância e sabedoria sempre serão valores relativos.
Então, concordando e discordando do meu amigo Suricate, digo que o homem possui o mais lindo dos dons: o direito de ser ignorante.
“Existem apenas duas coisas infinitas:
o universo e a estupidez humana.
E não tenho muita certeza quanto ao universo.”
(Albert Einstein)
Ouvindo: Cire - Brand X Misery
sábado, 27 de dezembro de 2008
Meus caros companheiros, queridas putas de plantão e colegas de trabalho sujo, um feliz natal a todos! Atrasado(pra caralho), como de costume.
Bem, não acabei de fundamentar a última idéia que tive, e depois de tanto tempo sem escrever algo que preste(se eu já fiz isso algum dia, varia, e rima) eu achei melhor deixar pra depois quando tiver tudo certinho, ainda porquê ela é consequência da teoria do equilíbrio e da hipótese do sofrimento, não quero prolixidades, coisa cansativa de se falar. Então vou escrever sobre qualquer coisa hoje.
O OVNI gigante da australiana não apareceu no espaço aéreo do hemisfério sul até hoje, então vou falar de outro hype. Como todos sabemos, vai dar um suré no mundo em 2012. Profecia dos Maias. Mas um hypezinho bobo não faz mal. Não sou o primeiro a escrever disso, obviamente.
Colando:
Entre o final de agosto e os primeiros dias de setembro de 1859, grandes auroras boreais puderam ser vistas no céu de vários pontos do planeta. O belo espetáculo de luzes esverdeadas foi documentado nos EUA, em partes da Europa, Japão, Austrália e até mesmo no México (!). E o telégrafo deixou de funcionar em vários desses lugares. Não se sabia o que era, mas descobriram logo: Era uma imensa tempestade solar - a maior já documentada. Foi quando se descobriu que elas podem ser belíssimas, mas comprometem os sistemas elétricos.
Em março de 1989, uma tempestade solar intensa afetou os canadenses da região de Quebec. A rede elétrica foi a pico e entrou em colapso. O blecaute durou nove horas e deixou sem energia mais de 6 milhões de pessoas. Na Bolsa de Valores de Toronto, quatro discos rígidos de computador pararam de funcionar um após o outro. O pregão congelou - nem o backup continuava de pé - enquanto a equipe de suporte técnico tentava em vão localizar o causador do mistério. Mais de 6 mil satélites saíram de suas órbitas.
O fato é que várias tentativas de prever com exatidão as tempestades solares falharam. Mas há um indício inegável: as manchas solares desaparecem da superfície do Sol alguns anos antes do acontecimento: é a tal calmaria antes da tempestade. E isso aconteceu em 2006. Mausumi Dikpati, do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica (NCAR), prevê uma tempestade ainda maior do que a de 1989 (só perderá pra de 1859). E a data, segundo ele, é 2012.
EFEITOS
O primeiro equipmento a ser afetado será o sistema de GPS. Atravessar o Oceano Atlântico de veleiro, nessa época, não será uma boa idéia. Principalmente no hemisfério norte, é bem possível que a rede elétrica pare de funcionar aqui e ali. Esta será a primeira tempestade solar intensa que viveremos em plena era da internet, das redes sem fio WiFi, do GPS de uso vasto. Somos totalmente eletrônicos, digitais. Mas, diferentemente da tecnologia do século 15, a do século 21 é susceptível aos humores da estrela mais próxima. HDs vão deixar de funcionar de uma hora para a outra sem que seus donos compreendam o motivo.
A tempestade começa na superfície do Sol, com um vento solar. É um vento rápido, forte, carregado de prótons e elétrons que são lançados no espaço. A carga afeta os vários planetas do Sistema Solar de forma diferente. O campo eletromagnético da Terra nos protege na maioria das vezes da radiação - mas, nos picos da tempestade, não há jeito que nos salve. Ela vem.
O primeiro resultado é o aquecimento da atmosfera. O ar esquenta, a atmosfera se dilata e abocanha um naco que antes pertencia ao espaço. O resultado prático é que satélites de órbita baixa, repentinamente, não estão mais em órbita e sim na atmosfera. Se bobear, alguns caem.
A radiação de prótons e íons que entram no planeta afetam microchips. Eles param de funcionar. Sim, existem chips resistentes a este tipo de radiação - fundamentais para satélites ou naves espaciais. Mas aqueles encontrados dentro de nossos computadores não são assim.
Outra conseqüência da tempestade solar é que ela induz corrente - sim, surge energia elétrica do nada. Em Quebec, o que ocorreu foi isso. Ao encontrar as linhas elétricas, os elétrons se concentraram ali. Deu sobrecarga, o sistema parou. Na primeira vez em que uma tempestade assim foi documentada, em 1859, enquanto vários telégrafos paravam de funcionar, ao menos dois operadores descobriram, estupefatos, que podiam continuar sua conversa normalmente mesmo após desligarem suas baterias. A linha estava eletrificada!
Ha uma saída, claro: Fazer suas casas como uma Gaiola de Faraday (pondo fios do telhado até o chão, enterrando-se metros abaixo da superfície). Serve para desviar a eletricidade estática e proteger seu interior. Não custa dizer que a idéia é simples, eficiente, mas é bom contratar um engenheiro para desenhá-la.
O SOL, ESTE DESCONHECIDO
Em setembro de 1994 foram detectadas fortes perturbações no campo magnético terrestre, com alterações importantes como a orientação migratória das aves e cetáceos e inclusive o funcionamento da aviação.
Em 1996, a sonda espacial Soho descobre que o Sol não apresenta vários, mas somente um campo magnético, homogeneizado. Em 1997 aconteceram violentas tempestades magnéticas no Sol e em 1998 a NASA detectou a emissão de um potente fluxo de energia vindo do centro da galáxia que ninguém soube explicar.
No dia 15 de agosto de 1999 aconteceu uma misteriosa explosão vindo do espaço, e por causa disso algumas estrelas ficaram em eclipse durante horas. As radiações das ondas de rádio, raios gama e raios X multiplicaram sua intensidade em 120%. Os astrônomos Richard Berendzen e Bob Hjellming, do Observatório Radio astronômico do Novo México, qualificaram esse fenômeno como um enigma "digno de uma investigação minuciosa".
No dia 20 de janeiro de 2005, uma surpreendente tempestade solar alcançou a Terra com sua máxima radiação 15 minutos após as explosões. Normalmente elas demorariam 2 horas para chegar aqui. Segundo Richard Mewaldt, do Califórnia Institute of Technology, foi a mais violenta e mais misteriosa tempestade dos últimos 50 anos.
Os cientistas acreditavam que as tempestades se formavam na coroa solar, pelas ondas de choque associadas a erupções do plasma. Entretanto, neste caso parece haver se originado estranhamente no interior do astro-Rei, segundo afirmou o professor Robert Lin, da Universidade da Califórnia.
Os astrônomos ficaram perplexos. O professor Lin – principal pesquisador do satélite Reuven Ramaty High Energy Solar Spectroscopic Imager (RHESSI) – expressou sua conclusão com uma frase muito simples: "Isso significa que realmente não sabemos como o Sol funciona".
Resumindo: O inusitado fenômeno de 20 de janeiro de 2005 acabou com os modelos de estudos da nossa ciência sobre o assunto.
E por que o Sol produziu uma atividade tão intensa e anômala neste momento? O pico máximo de atividade da nossa estrela - no seu ciclo principal de 11 anos - aconteceu no ano 2000. Em 2004 os físicos solares observaram uma ausência total das manchas, onde isso sempre anuncia a proximidade de alguma atividade no Sol. Essa atividade mínima só deveria ocorrer em 2006 (como ocorreu), alguns anos antes da máxima, prevista para 2010 ou 2012.
CALENDÁRIO MAIA
2012 ressurgiu com força total nas fofocas esotéricas por conta do fim do calendário Maia se dar exatamente neste ano. Coincidência? Talvez, mas o calendário deles (cuja origem se perdeu, mas que provavelmente remonta aos Olmecas) é bem resolvido, fechadinho, em Eras (que equivalem a 13 Kins (dias).');" onmouseout="nd();">Baktuns). Segundo suas tradições, ao final de cada Era o mundo é destruído e recriado. A recriação do mundo na nossa Era atual se deu em 3114 a.C. e termina numa sexta, 21 de dezembro de 2012. Essa data, ao contrário da piada que diz que eles simplesmente se cansaram de escrever, não foi escolhida à toa. Nesse dia se dará um alinhamento astronômico muito raro, onde o Sol - no Solstício de inverno, que ocorrerá exatamente às 11:11 do horário universal (UTC) - estará alinhado com o centro da nossa galáxia na Via Láctea. Isto marcará o final da Era correspondente ao "Quinto Sol" e o começo de outro ciclo cósmico, chamado "Sexto Sol".
Segundo as profecias Maias, a causa física desse término é que o Sol receberia um raio oriundo do centro da galáxia e emitiria uma imensa "chama radioativa" que transmitiria a radiação à Terra e, conseqüentemente, a todo o sistema solar. Este evento acontece antes do começo de um novo ciclo cósmico. De acordo com eles, já ocorreram cinco ciclos de 5.125 anos, completando uma série de 25.625 anos, período muito próximo ao da "precessão dos equinócios", conhecido como "Ano Platônico" ou "Grande ano Egípcio", correspondente a um ciclo completo formado por 12 eras astrológicas (25.920 anos). Cada ciclo finaliza o prazo de uma humanidade (raça) na Terra – primeiro a destruição, seguida pela regeneração ,que traz o ciclo seguinte. No começo de cada ciclo são feitas sincronizações da "respiração" de todas as estrelas, planetas e seres.
No dia 11 de agosto de 3113 a.C. os Maias fixaram o nascimento do "Quinto Sol" – A era atual – cujo final será em 2012. A era da água acabou com o dilúvio, a seguinte foi com uma chuva de fogo, e a nossa - chamada de "Era do Movimento" - chegará ao fim com violentos terremotos, erupções vulcânicas e furacões devastadores. A mitologia de várias culturas antigas fala de inundações catastróficas que aconteceram há uns 12.000 anos e de misteriosas chuvas de fogo, há cerca de 5.000 anos, onde pesquisadores como Maurice Cotterell associam a um grande cometa que cruzou a atmosfera terrestre.
A profecia Maia também descreve os 20 anos anteriores ao primeiro dia do "Sexto Sol" com certo detalhe. Este ciclo menor, denominado Katum, já chegou a quase dois terços da sua duração total. Ele nos permite verificar até que ponto da atualidade foi cumprido suas profecias e conseqüentemente, decidir se seus acertos merecem suficiente credibilidade. O último Katum – denominado por eles "o tempo do não tempo" - teve início no ano de 1992 do nosso calendário, logo após um eclipse do Sol, que eles profetizaram (calcularam?) para o dia 11 de julho de 1991 (e que aconteceu realmente). Segundo o Chilam Balam (livro sagrado Maia) após sete anos do início do último Katum (1999) começa uma era de escuridão e os desastres na terra (terremotos, furações e erupções vulcânicas) aumentariam consideravelmente.
O eclipse de 11 de agosto de 1999 de fato inaugurou um período de cataclismos naturais: No dia 7 desse mesmo mês houve um terremoto de 5.9° (escala Richer) na Grécia, com 218 mortos. Dia 8, inundações catastróficas na China com milhares de mortos. Dia 17, um terremoto de 7.4º na Turquia com 15.000 mortos. Dia 20, um terremoto de 7.6º em Taiwan, com 2.000 mortos. Dia 22, uma cadeia de terremotos entre 2º e 5.2º em todo o planeta. Um terremoto em Oaxaca (México), seguido de grandes incêndios devidos a explosões de gás com mais de 100 mortos, e dia 10 de outubro as chuvas produziram 300 mortos e 500.000 afetados também no México.
Não se trata de uma lista exaustiva de catástrofes, são somente alguns fenômenos que aconteceram nos dois meses posteriores ao eclipse de agosto.
As profecias Maias também falam da aparição de um cometa com alta probabilidade de impacto com a Terra, mas não falam nada sobre aparição de um outro planeta, o tão falado Planeta X ou Nibiru.
Talvez os Maias tenham se enganado e não seja preciso muitas dores para o parto de uma nova civilização (ou nova mentalidade). Talvez não tenhamos mais catástrofes do que o normal pra um povo que destrói seu próprio ecossistema em nome de um "desenvolvimento" (também conhecido como "muito dinheiro para poucos"). Ainda assim, num mundo onde cada vez mais nossas relações são virtuais e dependentes de aparelhinhos eletrônicos teremos de nos deparar com o perigo REAL de "tudo" parar em 2012.
Calendário maia
Mais que um calendário, os Maias possuiam um sistema de calendários circular cujo ciclo completo era de 52 anos solares e que sincronizava dois outros a saber: o calendário Tzolk'in de 260 dias e o calendário Haab de 365 dias e 1/5.
Índice
Conceito de tempo e sua importância
A grande importância dada pelos maias à medição do tempo decorre da concepção que tinham de que tempo e espaço, em verdade, tratam-se de uma só coisa e que flui não em linha reta, como na convenção européia ocidental, mas circularmente, isto é, em ciclos repetitivos. O conceito chama-se Najt e é representado graficamente por uma espiral.
Os maias acreditavam que, conhecendo o passado e transportando as ocorrências para idêntico dia do ciclo futuro, os acontecimentos basicamente se repetiriam, podendo-se assim, prever o futuro e exercer poder sobre ele.
Por esta razão, a adivinhação era a mais importante função da religião dos maias. Tanto é assim, que a palavra maia usada para designar seus sacerdotes, tem origem na expressão guardião dos dias.
O calendário maia com ciclo equivalente a um ano solar era chamado Haab, e tinha ordinariamente 18 meses de 20 dias (mais cinco dias sem nome), seu uso era mais afeto às atividades agrícolas, notadamente na prescrição das datas de plantio, colheita, tratos culturais e previsão dos fenômenos meteorológicos. Era o calendário das coisas e das plantas. Já o calendário Tzolk'in que possuía treze meses de vinte dias, com ciclo completo de 260 dias, era usado para as funções religiosas em função do qual se marcavam as cerimonias religiosas, se fazia a adivinhação das pessoas e se encontravam as datas propícias para seus atos civis.
Assim que nascia uma criança, os maias as apresentavam aos sacerdotes que, em função do dia do nascimento, adivinhavam a futura personalidade da criança, seus traços marcantes, suas propensões, habilidades e dificuldades, analogamente ao horóscopo mesopotâmico.
Origem
Estudiosos defendem que a observação da repetição cíclica das estações do ano e seus eventos climáticos, dos ciclos vegetativos e reprodutivos das plantas e dos animais, sincronizada à repetição do curso dos astros na abóbada celeste, é que acabou inspirando os Maias à criação de seus calendários.
É pois reconhecido que muito da matemática e astronomia dos maias se desenvolveu sob a necessidade de sistematizar o calendários com os principais eventos no qual o desenvolvimento da escrita tinha o papel preponderante de registrar tanto as datas como os eventos.
O mês de vinte dias é um tanto mais natural e adequado na cultura maia, já que a sua matemática usava a numeração na base vinte, que corresponde à soma dos dedos humanos das mãos e dos pés.
Não é por outra razão que a cada katum (período de 20 anos), data auspiciosa como nossa década, os maias erigiam uma estela, monumento lítico belissimamente decorado, no qual registravam as datas e principais eventos, que poderiam ser interpretados no futuro.
Como qualquer outra civilização antiga, os maias sacralizavam os conhecimentos de astronomia, matemática e escrita, sendo estas de função dos sacerdotes e letrados cujos registros se cristalizaram no sistema de calendários, desde muito cedo aperfeiçoados.
Se a duração ciclo completo do haab (365 dias + 1/5) era demarcada ao compasso do ano solar, a duração do ciclo completo do Tzolk'in (260 dias) corresponde a duração de um ciclo biológico humano desde a concepção até o nascimento.
Por isto, o haab regia a agricultura e as coisas, e por isto mesmo o tzolk'in regia a vida das pessoas, a partir de seu aniversário, fornecendo-lhes preceitos e presságios.
Calendário tzolk'in
Alguns acreditam que os maias identificaram o aspecto energético e espiritual do tempo de cada dia e codificaram isso em seus calendários. O que temos, com efeito, é que, a par do arranjo dos ciclos, os maias tentaram consolidar os principais eventos de tais dias.
Há quem diga que os maias definiam o tempo como uma energia real ou força que existe em todo o universo, cuja freqüência seria 13:20
Treze referir-se-ia às 13 lunações anuais (13 x 28 = 364) onde o mês lunar tem 28 dias, que, coincidentemente multiplicado por 20 (base) resulta em 260 dias, período algo próximo ao ciclo ovariano da reprodução humana.
Predicted and scheduled events for 2012
January
* January 1 - Poland, Bulgaria, and Latvia are set to adopt the Euro.
* January 15 - Presidential elections in Finland.
* January 13–22 - The first Winter Youth Olympics will be held in Innsbruck, Austria.
* January 31 - 433 Eros, the second-largest Near Earth Object on record (size 13x13x33 km) will pass Earth at 0.1790 astronomical units (26,778,019 km, 16,639,090 mi). NASA studied Eros with the NEAR Shoemaker probe launched on 1996-02-17.[1]
February
* February 5 - Super Bowl XLVI will be played at Lucas Oil Stadium in Indianapolis, Indiana.
* February 6 - Queen Elizabeth II will celebrate her Diamond Jubilee. A series of festivities across the United Kingdom and Commonwealth of Nations will likely run throughout the year.
April
* April 1 - The United States Census of 1940 data is released to the public.
* April 17 - The United States will cede wartime control of the military of the Republic of Korea after 50 years and dissolve the Combined Forces Command. Two distinct military commands (South Korea and the United States) will operate in Korea during wartime, rather than one unified command under the Combined Forces Command.
May
* May - French Presidential election (if the incumbent's term had normally finished in May).
* May - Irish general election is due to be held if the current government remains in office for a full term.
* May 20 - Annular solar eclipse, a Sunday. Path of totality runs through the pacific ocean from northern China to California.
June
* June 6 - The second and last solar transit of Venus of the century. The next pair is predicted to occur in 2117 and 2125.
* June 9 – July 1 - The 2012 European Football Championship will be played in Poland and Ukraine.
July
* July 1 - Presidential Elections in Mexico.
* July 18–21 - The 2012 World Rowing Championships will be held at Plovdiv, Bulgaria.
* July 27 - Opening ceremony of the 2012 Summer Olympics begins in London at 7:30 pm UTC, 8:30pm BST.[2]
August
* August 12 - Closing ceremony of the 2012 Summer Olympics in London, a Sunday.
* August 29 - Start of the 2012 Summer Paralympics.
September
* September 9 - End of the 2012 Summer Paralympics.
October
* October 19 - at 01:36 UTC, the Earth will be home to 7 billion people, according to the US Census Bureau.[3][4]
November
* November 6 - The United States Presidential, Senate, and House of Representatives elections.
* November 6 - Puerto Rico general election.
* November 13 - Total solar eclipse (visible in northern Australia and the South Pacific).
* November 28 - Penumbral lunar eclipse.
December
* December - Presidential elections in South Korea to elect the 18th President.
* December 1 - The next President of Mexico will be inaugurated.
* December 3 - Jupiter oppositions.
* December 21 - 11:11 UTC. Winter Solstice in the Northern Hemisphere, Summer Solstice in the Southern Hemisphere.[5]
* December 21 - The Mesoamerican Long Count calendar, notably used by the Maya civilization among others of pre-Columbian Mesoamerica, completes its thirteenth b'ak'tun cycle since the calendar's mythical starting point (equivalent to August 11, 3114 BC in the proleptic Gregorian calendar, according to the "GMT-correlation" JDN= 584283).[6] The Long Count b'ak'tun date of this starting point (13.0.0.0.0) is repeated, for the first time in a span of approximately 5,125 solar years. The significance of this period-ending to the pre-Columbian Maya themselves is unclear, and there is an incomplete inscription (Tortuguero Monument 6) that records this date. It is also to be found carved on the walls of the Temple of Inscriptions in Palenque, where it functions as a base date from which other dates are computed.[7] This date figures prominently in the religious syncretism of New Age Mayanism.
* December 23 - The alternative date for the completion of the thirteenth b'ak'tun cycle in the Maya calendar, using a version of the GMT-correlation based on a JDN of 584285 (a.k.a. the "astronomical" or "Lounsbury correlation"), which is supported by a smaller number of Mayanist researchers.[8]
* December 31 - The Kyoto Protocol will expire.
Unknown dates
* Ireland will cease analogue television broadcasts.
* California's ban on the production of foie gras will take effect.
* China will launch the Kuafu spacecraft.
* Internet traffic is expected to exceed 44 Exabytes per month, according to a study by Cisco Systems.[9]
* Jamaica will hold its general elections.
* Pleiades, a proposed super computer build by Intel and SGI for NASA's Ames Research Center, is expected to be completed, reaching a peak performance of 10 Petaflops (10 quadrillion operations per second).[10]
* Sight & Sound magazine will conduct its Top Ten Films of All-Time poll for the seventh decade since 1952.
* Start of the commercial operation of the first unit from the Novovoronezh Nuclear Power Plant II.
* The 108-ft Elwha Dam and 210-ft Glines Canyon Dam will be removed from the Elwha River in Washington state, marking the largest dam removal project in history.
* The Canberra class light aircraft carriers/large amphibious ships, the largest ships ever to be operated by the Royal Australian Navy, will be in service.
* The Replacement Eastern Span of the San Francisco – Oakland Bay Bridge will open to traffic, replacing the old Eastern cantilever span that was damaged in the Loma Prieta Earthquake in 1989, almost a quarter century (23 years) after the span was damaged[11]
* The sun will reverse its own magnetic poles as a result of reaching the end of the current 11-year sunspot cycle.[12]
* The United Kingdom will complete a 5-year process to cease analogue television broadcasts region-by-region, with Meridian Broadcasting, ITV London, Tyne Tees Television and UTV being the last areas to switch off analogue.[13]
* Trinidad and Tobago will hold their general elections.
Major religious holidays
* January 7 - Christmas Day by Julian Calendar (Celebrated by Eastern Orthodox Christians)
* February 1 - Imbolc, a Cross-quarter day (Celebrated on February 2 in some places)
* February 5 - Mawlid an Nabi - Islam
* March 8 - Purim - Judaism
* March 20 - Spring Equinox, also known as Ostara
* April 7 - Passover - Judaism
* April 8 - Easter - Christianity
* May 1 - Beltane, a Cross-quarter day
* May 27 - Shavuot - Judaism
* June 17 - Lailat al Miraj - Islam
* June 20 - Summer solstice, also known as Midsummer or Litha
* July 20 - Ramadan Begins - Islam
* August 1 - Lammas, a Cross-quarter day
* August 19 - Eid al Fitr - Islam
* September 17 - Rosh Hashanah - Judaism
* September 21 - Fall Equinox, also known as Mabon
* October 1 - Sukkot - Judaism
* October 26 - Eid al-Adha, a religious festival in Islam
* November 1 - Samhain, a Cross-quarter day, Neopagan new year and Christian All Saints' Day
* November 15 - New Year - Islam
* December 9 - Hanukkah - Judaism
* December 21 - Winter solstice, also known as Yule
* December 25 - Christmas - Christianity
2012 metaphysical speculations
2012 is claimed by some with New age beliefs to be a great year of spiritual transformation (or alternatively an apocalypse). There is disagreement among believers whether 2012 will see an end of civilization, or humanity will be elevated to a higher level.[14]
Many esoteric sources[who?] interpret the completion of the thirteenth B'ak'tun cycle in the Long Count of the Maya calendar (which occurs on December 21 by the most widely held correlation) to mean there will be a major change in world order.
Astrologer John Jenkins has asserted that on this date, there will be "an extremely close conjunction of the northern hemisphere winter solstice sun with the crossing point of the Galactic equator and the ecliptic", an event that will not be repeated for thousands of years. [14] [15]
Several authors have published works which claim that a major, world-changing event will take place in 2012:
* The 1997 book The Bible Code by Michael Drosnin claims that, according to certain algorithms of the Bible code, an asteroid or comet will collide with the Earth.
* The 2006 book 2012: The Return of Quetzalcoatl by Daniel Pinchbeck discusses theories of a possible global awakening to psychic connection by the year 2012, creating a noosphere.
* Riley Martin claims that Biaviian aliens will allow passage aboard their 'Great Mother Ship' when the Earth is 'transformed' in 2012.
* Terence McKenna's numerological novelty theory suggests a point of singularity in which humankind will go through a great shift in consciousness.
2012 in fiction
Literature
* Methuselah's Children (1941/1958) and Time Enough for Love (1973) by Robert A. Heinlein: A crucial meeting of the Howard Families takes place, following the election of Nehemiah Scudder for president of the USA. In both novels, viewpoint character Lazarus Long is asked what happened at this meeting as he is the last living eyewitness; in both novels he declines to answer. Nehemiah Scudder establishes a religious dictatorship in the USA.
* Decipher (2001) by Stel Pavlou depicts the discovery of Atlantis and a polar shift being caused by solar flare activity.
* Domain (2002) and Resurrection (2000) by author Steve Alten: A fictional series that tells the events of the Gabriel twins after discovering the mystery behind 2012.
* 2012: The War for Souls by author Whitley Strieber (2007) is a fictional novel about three parallel earths and the occurrences leading up to December 21, 2012 in each as the walls between them begin to thin and allow passage through gateways to the others. A film adaptation is proposed, produced by Michael Bay. [16]
Comics
* The Invisibles ("The Invisible Kingdom," 1999–2000): The Invisibles' "fictional" universe expands into the meta-context of the "higher universe," possibly our own.
* Jojo's Bizarre Adventure by Hirohiko Araki: In the 6th part of this manga, the protagonists Jolyne Kujo, Hermes, Emporio, Anasui and Weather Report have to stop the villain Enrico Pucci from erasing the universe. Pucci obtains the stand Stairway to Heaven, which has the power of rewriting the universe, and tries to use the stand to create the perfect world for his master Dio. All these events occur in 2012, with the current universe ending near the completion of the thirteenth cycle of the Mayan calendar.
Music
* "A Certain Shade of Green," a song from the Incubus album S.C.I.E.N.C.E., references 2012 in the following lines: Are you gonna stand around till 2012 A.D.? / What are you waiting for, a certain shade of green?. December 21, 2012 also appears to be the date when the video for the song "Warning" is supposed to take place.
* Genesis's song Get'em Out By Friday from their 1972 album Foxtrot, sets "18/9/2012" (on the printed operistic-dialog lyrics) as the date when "Genetic Control" would set a height restriction on human beings so that twice as many people could fit on real estate properties.
* The Hed PE song "I.F.O." (to be found on their self-titled album), which is about UFO sightings and governmental conspiracies to cover them up, references the year 2012: "Prepare to meet your maker in the skies over the pyramids / Check Stonehenge / Go ask the Mayans / 2012 soon come / I will be waitin' sayin' I told you so / When the skies are ripped open / And the mothership lands on your cynical ass".
* Stones Throw Records artist Dudley Perkins released his LP, entitled 'Expressions (2012 A.U.)', in 2006
* The instrumental song "December 21, 2012" by Frodus, which appears as a B-side to their best-selling 7" vinyl single of their Devo cover "Explosions" (Released 1997).
* The Anaal Nathrakh song "Timewave Zero" is about the apparent end of the world on December 21, 2012. The lyrics are translated as "The 21st Of December, 2012, The time will come"
* The A Day To Remember song "Fast Forward to 2012" refers to the world ending in 2012 as a warning for friends to do something to prepare.
* British nu-rave outfit Klaxons sing about apocalyptic horsemen in their song "Four Horsemen Of 2012" from the 2007 album Myths of the Near Future.
* The song "2012 — Demise of the 5th Sun" by the melodic death metal band Scar Symmetry is a reference to the year 2012. "For the lines on the fractal wave / Fit the course of history / They're created to work as one till the end / When the winter solstice comes / Actualizing the prophecy / The demise in 2012 realized"
* The Testament song "3 Days in Darkness", off of The Gathering album is a song about 2012, and speaks of the earth being swallowed in molten fire.
* VNV Nation's album Praise The Fallen" has the subtitle "PTF 2012", which is also the name of a track in the album, which seems to be predominantly about an upcoming war. The song, "Honour" starts with the line, "Passive fields, January 2012..."
* Heavy metal band Burnt By The Sun's two albums both deal with prophecies concerning the year 2012.
* "2012" is the name of the 2005 album by the experimental rock band Old Time Relijun, and several songs make references to ancient Mayan culture, such as "Burial Mound" and "The King of Lost Light."
* On the band Hella's album There's No 666 in Outer Space there is a track called "2012 and Countless" in which the only words are "There's no 666 in Outer Space" repeated.
* Metal band Ewigkeit's album Radio Ixtlan has a track entitled "Live at Palenque 2012" referencing both the Mayan calendar date and the site at which the Temple of Inscriptions where it is carved.
* Canibus mentions the year 2012 and December 21, 2012 on his Poet Laureate Infinity vocals and on his 2007 album For Whom the Beat Tolls.
* Industrial metal band Hanzel und Gretyl's fifth album is called 2012: Zwanzig Zwölf referencing the belief that the world will end in this year, as foretold in the Mesoamerican Long Count calendar.
* On DJ Muggs & Sick Jacken's album Legend of the Mask and the Assassin, they "prophetize" armageddon and other catastrophic events occurring in "2012 (feat. Cynic)."
Film
* I Am Legend, set in this year.
* 2012, based on significance of Mesoamerican Long Count calendar.
* Death Race references this year as the year when the U.S. economy falls.
* Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull, references to the possible destruction of the world if the 12 crystal skulls are not all found by 2012.
Television
* Doctor Who
o "Dalek," 2005: A Dalek breaks loose under the Utah salt plains, and plans to kill every living thing on Earth.
o "Fear Her," 2006: The episode is set during the lead-up to the 2012 Summer Olympics in London.
* Futurama
o Xmas Story," 1999: The War of 2012 occurs, during which talk-show host Conan O'Brien lost his "freakishly long legs."
o Jurassic Bark," 2002; Philip J. Fry's dog Seymour dies in this year.
* The X-Files ("The Truth," 2002): On December 22, Aliens begin colonization of Earth.
Games
* Shadowrun: With the sixth Mayan world beginning, magic returns to the world in an event called "The Awakening."
* Escape 2012: The player's mission is to escape from alien captivity.
* In Dark•Matter, a campaign setting for the Alternity and D20 Modern roleplaying games, the institute that the protagonists belong to believe that 2012 will be the end of the world.
* S.T.A.L.K.E.R — Shadow of Chernobyl is set in this year
* Psychic Force 2012 is set during this year.
* In Universe at War: Earth Assault, the Hierarchy invasion on Earth begins.
* An in-game document from The Secret World contains the date 2012 circled and underlined but the significance of this is yet unknown.
* In Shattered Union, U.S. president David Jefferson Adams accepts his second term in office after the Supreme Court disqualifies all other presidential candidates.
* Events of Mega Man III, Mega Man's Soccer, Wily and Right's RockBoard and Mega Man V are set in this year.
* One of the puzzles later on in La Mulana (A freeware PC game based on many of the older MSX games released) states you need to 'walk the end year of the Aztec's Fifth Age.' The player must then light only the torches of the gates that correspond to the numbers in the year '2012'.
* The setting of Assassin's Creed is September, 2012.
Radio
* The sitcom Deep Trouble, set on a nuclear submarine, takes place in 2012.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
De onde vem a nossa arrogância?
É o que mata e morre. Constrói e derruba muralhas. Colore e desbota.
O olho do seu amigo tem um cisco, mas o seu pode ter 53° de estrabismo, ser míope, cego.
A cidade dos porcos é feita de papel-marchê e sonhos. Aqueles que o realizam, correm sérios riscos de virar Linguiça. Muitos sonhos, pouca gana de realizá-los.
Coma tijolos, desde que coma mais que os outros. O importante é que sinta-se confortável, ou se possível, superior. Tanto faz o meio, raramente há um fim. Não há por que se preocupar com a ética, ora essa, porcos não fazem idéia do que essa palavra significa, são criaturas hipócritas. São seres amáveis e dóceis como as crianças, mas nunca dê as costas à eles. Não é querer dizer que sejam ruins (todos eles são obra do arquiteto), talvez ainda não tenham aprendido a viver, ou ao menos, ter idéia de como começar a buscar um propósito na vida. Isso justifica a sujeira. Talvez seja uma reação normal às suas fraquezas e deficiências.
A verdade é que se eles pudessem escolher, não seriam porcos. Um kanguru, talvez, para arrebentar a cara de quem os repudia. Um condor, para alcançar lugares inimagináveis. Um leão, imponente e viríl. Qualquer coisa é melhor do que viver para acabar em um fogão à lenha.
Porcos gostam de jóias, e gostam mais ainda de exibí-las, de preferência as mais valiosas, mesmo que essas pertençam ao fazendeiro. Perder uma jóia se assemelha a perder a vida, e todos sabemos que porcos são péssimos perdedores.
O mal perdedor não é aquele que se revolta contra os resultados. É aquele que tenta esconder, com um sorriso falso. É preferível o mártir de humilhar a si próprio do que entregar os pontos. E enquanto inventam estórias, abusam da difamação, fazem-se de vítimas, os mesmos aumentam o raio de sua insignificância.
Não é por ser porco, é por não ser torresmo.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Nossa, o post de número 128 desse blog... 2 elevado à sétima.
Eis aqui, depois de 20 dias sem post algum, um post de memória ao que ainda não foi concretizado, eu diria, pelos ventos do futuro. Os mesmos ventos que movem o endurecer da alma, resfriam a vida, espalham o fogo da ira, empinam as pipas de crianças. A merda infinita que é o passar do tempo e o desprazer de tê-lo disperdiçado, e não ter esperança nenhuma de não continuar disperdiçando-o, e portanto nenhum estímulo para lutar contra isso, pois afinal todos somos mais um tijolo no muro, e os mesmos ventos vêm e espalham o cheiro.
Apesar disso, é interessante se colocar fora de tudo, inclusive da vida às vezes. O que é isso tudo, e todas aquelas questões óbvias, como porquê, como, como seria se não fosse, e porquê ninguém percebe. Ninguém percebe o quanto está imerso em introspecção psicológica até sair - o que do ponto de vista lógico é contraditório(tente "sair" se imergindo mais).
Às vezes são os mesmos ventos que espalham o cheiro da merda aqueles que nos fazem reconhecer um território inimigo. Aquela repetida história de que sempre tem uma vantagem e uma desvantagem, ou equilíbrio, ou como quiser chamar. É claro que há coisas que, como por exemplo o próprio existir (ou o início de tudo), não podem ter todas suas vantagens e desvantagens medidas e comparadas numa balança. Mas não é por isso que o homem pode deixar de fazer proposital o seu existir, do contrário não honra a massa encefálica que abriga na cabeça.
Cabeça-de-vento
Palavras ao vento...
Eu tanto lamento
Mas quanto mais eu tento, haha
Mais acelero o afastamento da pessoa em mim,
ou da alma em meu corpo,
Como o universo que se move para fora,
Para quem sabe um dia unir-se
A tudo aquilo de que um dia já fez parte
Então desisto, e deixo o vento agora
Arrebentar suas linhas, deixar o moinho torto
Pra quem sabe alguém vir que não precisa de conserto
Já é bela sem despir-se
de carregar o estandarte.
sábado, 8 de novembro de 2008
Na verdade, poucos dos posts aqui têm origem na idéia inicial do Blog. Este espaço acabou virando refúgio de mentes originais para um mundo surdo. Aqui embaixo vão os posts que mais têm a ver com o assunto, e depois o arquivo do blog em si.
- O início
- Teoria do equilíbrio
- Hipótese do sofrimento
- O dilema de deus
- A última pergunta
- A defesa da concorrência
- O mar
O início
O primeiro post feito nesse blog, a idéia inicial e de onde saiu a maioria das outras.
Teoria do equilíbrio
Idéia que eu tive acerca do sentido da vida, ou da ausência do mesmo, e da constituição da perfeição. Gera uma conjectura sobre o funcionamento geral dos acontecimentos.
Hipótese do sofrimento
Idéia sobre um possível sentido da vida sob uma perspectiva de criatura.
Dilema de deus
Idéia sobre a personificação que o suposto criador de tudo adquire sobre o ponto de vista comum da criatura.
A última pergunta
Conto atribuído a Asimov. Sobre o destino do mundo.
A defesa da concorrência
Artigo sobre aplicação da teoria do equilíbrio de John Nash em macroeconomia. Nash é aquele mesmo, do filme "Uma mente brilhante". Descobri depois que eu acabava por ter criado uma espécie de generalização da idéia dele sem saber, em "Teoria do Equilíbrio". O pior é que tem o mesmo título até.
O mar
Idéia acerca da racionalização dos sentimentos. Creio que ninguém percebeu a relação que havia com o primeiro post do blog.
10. Calypso
Uma baranga dançando o tempo inteiro e um gordinho desajeitado na guitarra. Só um povo muito babaca como o brasileiro pra tornar isso um fenômeno. Você se pergunta, "por que essa bosta ficou em 10° e nao em 1°?" Apesar da babaquisse e das 326 musicas iguais que eles ja lançaram, Calypso é uma "banda" INDEPENDENTE, ou seja, pelo menos eles colaboram para a paunocuzação do império das gravadoras.
9. Capital Inicial
A banda nem é tão merda assim na verdade. Tá, é uma merda, a música é um saco... mas tem coisa bem pior por aí. è mais por ser um bando de velho que nunca consegui aprender a fazer música.
8. The Clash
O Clash é uma banda muito aclamada pela crítica, mas caralho... você ja ouviu The Clash?! Se for ouvir, prepare-se para um guitarrista que fica punhetando a mesma nota o tempo inteiro, um baterista fumado, um "vocalista" chato pra caramba e um baixista bom, que eu não sei que merda tinha na cabeça quando resolveu entrar nesse lixo de banda.
7. Guns n' Roses
Jogue em uma caldeira o Bruce Dickinson na fase boiola, o vocal do The Cult e o Steven Tyler, e depois mexa bem. O que você vai ter? Axl Rose. Agora desafine que nem uma biba, chame um cabeludo pra fazer uns solos manerinhos, e uns outros seres estranhos pra fazer rock de 3 ou 4 acordes falando sobre drogas, sexo, rock, e coisas que só fazem sentido pra eles e faça 274 covers de bandas famosas. O que você vai ter? Guns n' Roses
6. Forfun
Vou explicar o porque desta banda estar aqui usando um trecho de uma musica deles.
"Quinze pras seis, mas tudo bem, ele acorda cedo de manhã, e sem ninguém, toma vitamina de maçã. Nunca perde tempo, pega a prancha e sai correndo. Na mochila o raspador, biscoito e protetor, e vai pra praia só de bermuda, porque ele é o melhor bodyboarder da minha rua."
Acho que por aqui é assunto encerrado né? xD
5. AC/DC
Quem conseguir ouvir um cd inteiro disso merece uma insígnia do John Rambo. Sério mesmo, não tem como sua cabeça não explodir depois de ficar o tempo inteiro ouvindo o mesmo riff com um vocal enjoado em cima. Em uma música, eles ainda fizeram o favor de usar uma gaita de foles, pra que sua paciência vá pra puta que pariu mais facilmente. =D
4. Strike
Esse cu musical é sucesso entre adolescentes. É uma pena que eles sejam retardados demais pra reparar que Strike é uma banda cover (sendo bem legal com eles). O maior sucesso deles (paraíso proibido) é um plágio safado e filho da puta de "Fat Lip" do Sum41, que também não é lá grandes merdas. Até o vocal dessa bosta é um cover torto do Tom Delonge. Lixão!
3. Legião Urbana
É difiícil falar mal deles, pois não sei bem por onde começar, de tanta cagada que eles já fizeram. Banda composta por um "emunge" (emo + grunge), dois coelhinhos da duracel e um nerd que acha que é o The Edge. Além de não acreditar no amor, quase todas as musicas do Depressão Urbana falam sobre a joça do amor (?). O vocal acha(va) que canta pra caramba imitando voz de macho. A questão do baterista e do baixista é engraçada. Eu tenho uma teoria de que eles eram robôs, programados com arquivos de guitar pro pra fazer aquilo e pronto, chega a ser besta como a bateria parece artificial de tão pouco criativa, e o baixo então ne se fala. O mais legal é que os fãs dessa porcaria acham mesmo que o Dado Villa-Lobos toca pra caramba... esse cara nunca deve ter feito um acorde tétrade na história da banda!
2. Nx Zero
Chega a ser absurdo como essa pirocagem ficou famosa. É triste de ver que isso é o que movimenta grana no mercado do Rock. Não dá nem pra falar muito sobre isso. Quem tiver bom senso vai entender que essa bosta não deve ser usada nem pra tortura de guerra.
1. Ramones
A crítica é algo muito engraçado mesmo. Críticos musicais são os maiores difusores de BRINKS na sociedade. Óbvio que eles falaram de sacanagem que o guitarrista dessa bussanha (sei la o nome dele, acho que é johnny) é bom pra caramba, por que revulucionou o método de tocar guitarra, fazendo música de 3 acordes (?). O mais legal é que muita gente cai nessas BRINKS por achar que é Hype mesmo, enquanto os críticos ficam lá se fudendo de rir da acefalia alheia. Ainda bem que ainda tem gente burra que ouve esse papel higiênico cagado, assim eu posso me unir aos críticos e rir também. ;D
Se um dia eu tiver afim eu posto mais "bandas".
Ouvindo pa caralho: O Rappa - Hey Joe
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Eu procurei em outros corpos encontrar você
Eu procurei um bom motivo pra não, pra não falar
Procurei me manter afastado mas você me conhece faço tudo errado, tudo errado
Fim de semana, sei lá vou viajar, vou me embalar, vou dar uma festa,
Vou tocar um putero eu vou te esquecer, nem que for,
Só por uma noite, só por uma noite
Só por uma noite, só por uma noite
Mas só de ouvir a sua voz eu já me sinto bem
Mas se é difícil pra você tudo bem
Muita gente se diverte com o que tem, se diverte com o que tem
Só por uma noite
Eu procurei abrir os olhos e enxergar você
Eu procurei um bom motivo pra não, pra não estar lá
Procurei me manter afastado mas você me conhece faço tudo errado, tudo errado
Fim de semana, sei lá vou viajar, vou me embalar, vou dar uma festa,
Vou tocar um putero eu vou te esquecer, nem que for,
Só por uma noite, só por uma noite
Só por uma noite, só por uma noite
Mas só de ouvir a sua voz eu já me sinto bem
Mas se é difícil pra você tudo bem
Muita gente se diverte com o que tem,
só de ouvir a sua voz eu já me sinto bem
Mas se é difícil pra você tudo bem
Muita gente se diverte com o que tem, se diverte com o que tem
Eu não gosto de postar letras de música, mas qualquer coisa que eu escrevesse hoje iria
se parecer muito com isso.
- Ouvindo: Rx Bandits - Only For The Night (quase o mesmo nome mas a banda presta)
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Mas lembre-se, desde que isso não o inutilize: esforço em vão de nada serve.
Lute por tudo o que você ama, morra se for preciso. Assim, a vida não será tão dura, e nem a morte.
Ou cague para tudo e vire adubo quando morrer.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
The Architect Script
This is the script in the Matrix: Reloaded where the Architecht speaks to Neo. It went by so fast that a lot of people didn't understand what he said. So here you go:
The Architect - Hello, Neo.
Neo - Who are you?
The Architect - I am the Architect. I created the matrix. I've been waiting for you. You have many questions, and although the process has altered your consciousness, you remain irrevocably human. Ergo, some of my answers you will understand, and some of them you will not. Concordantly, while your first question may be the most pertinent, you may or may not realize it is also irrelevant.
Neo - Why am I here?
The Architect - Your life is the sum of a remainder of an unbalanced equation inherent to the programming of the matrix. You are the eventuality of an anomaly, which despite my sincerest efforts I have been unable to eliminate from what is otherwise a harmony of mathematical precision. While it remains a burden to sedulously avoid it, it is not unexpected, and thus not beyond a measure of control. Which has led you, inexorably, here.
Neo - You haven't answered my question.
The Architect - Quite right. Interesting. That was quicker than the others.
*The responses of the other Ones appear on the monitors: "Others? What others? How many? Answer me!"*
The Architect - The matrix is older than you know. I prefer counting from the emergence of one integral anomaly to the emergence of the next, in which case this is the sixth version.
*Again, the responses of the other Ones appear on the monitors: "Five versions? Three? I've been lied too. This is bullshit."*
Neo: There are only two possible explanations: either no one told me, or no one knows.
The Architect - Precisely. As you are undoubtedly gathering, the anomaly's systemic, creating fluctuations in even the most simplistic equations.
*Once again, the responses of the other Ones appear on the monitors: "You can't control me! F*ck you! I'm going to kill you! You can't make me do anything!*
Neo - Choice. The problem is choice.
*The scene cuts to Trinity fighting an agent, and then back to the Architect's room*
The Architect - The first matrix I designed was quite naturally perfect, it was a work of art, flawless, sublime. A triumph equaled only by its monumental failure. The inevitability of its doom is as apparent to me now as a consequence of the imperfection inherent in every human being, thus I redesigned it based on your history to more accurately reflect the varying grotesqueries of your nature. However, I was again frustrated by failure. I have since come to understand that the answer eluded me because it required a lesser mind, or perhaps a mind less bound by the parameters of perfection. Thus, the answer was stumbled upon by another, an intuitive program, initially created to investigate certain aspects of the human psyche. If I am the father of the matrix, she would undoubtedly be its mother.
Neo - The Oracle.
The Architect - Please. As I was saying, she stumbled upon a solution whereby nearly 99.9% of all test subjects accepted the program, as long as they were given a choice, even if they were only aware of the choice at a near unconscious level. While this answer functioned, it was obviously fundamentally flawed, thus creating the otherwise contradictory systemic anomaly, that if left unchecked might threaten the system itself. Ergo, those that refused the program, while a minority, if unchecked, would constitute an escalating probability of disaster.
Neo - This is about Zion.
The Architect - You are here because Zion is about to be destroyed. Its every living inhabitant terminated, its entire existence eradicated.
Neo - Bullshit.
*The responses of the other Ones appear on the monitors: "Bullshit!"*
The Architect - Denial is the most predictable of all human responses. But, rest assured, this will be the sixth time we have destroyed it, and we have become exceedingly efficient at it.
*Scene cuts to Trinity fighting an agent, and then back to the Architects room.*
The Architect - The function of the One is now to return to the source, allowing a temporary dissemination of the code you carry, reinserting the prime program. After which you will be required to select from the matrix 23 individuals, 16 female, 7 male, to rebuild Zion. Failure to comply with this process will result in a cataclysmic system crash killing everyone connected to the matrix, which coupled with the extermination of Zion will ultimately result in the extinction of the entire human race.
Neo - You won't let it happen, you can't. You need human beings to survive.
The Architect - There are levels of survival we are prepared to accept. However, the relevant issue is whether or not you are ready to accept the responsibility for the death of every human being in this world.
*The Architect presses a button on a pen that he is holding, and images of people from all over the matrix appear on the monitors*
The Architect - It is interesting reading your reactions. Your five predecessors were by design based on a similar predication, a contingent affirmation that was meant to create a profound attachment to the rest of your species, facilitating the function of the one. While the others experienced this in a very general way, your experience is far more specific. Vis-a-vis, love.
*Images of Trinity fighting the agent from Neo's dream appear on the monitors*
Neo - Trinity.
The Architect - Apropos, she entered the matrix to save your life at the cost of her own.
Neo - No!
The Architect - Which brings us at last to the moment of truth, wherein the fundamental flaw is ultimately expressed, and the anomaly revealed as both beginning, and end. There are two doors. The door to your right leads to the source, and the salvation of Zion. The door to the left leads back to the matrix, to her, and to the end of your species. As you adequately put, the problem is choice. But we already know what you're going to do, don't we? Already I can see the chain reaction, the chemical precursors that signal the onset of emotion, designed specifically to overwhelm logic, and reason. An emotion that is already blinding you from the simple, and obvious truth: she is going to die, and there is nothing that you can do to stop it.
*Neo walks to the door on his left*
The Architect - Humph. Hope, it is the quintessential human delusion, simultaneously the source of your greatest strength, and your greatest weakness.
Neo - If I were you, I would hope that we don't meet again.
The Architect - We won't.
O caminhão de lixo passa no parque
Um mendigo recebe caridade
Um balanço para dois repousa
Olham para uma rosa
Semi-alados, sempre de mãos dadas
da mesa de xadrez feita de pedra.
Over the hill where a red flag stands
A dirty single sway
And the red rose prays
For those kids to not step over herself
While Aphrodite rests near the blue flag
But nothing is good or bad enough for the days
To stop shining one after the other
Over her
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Ervaring, meu caro. Ervaring... A melhor coisa que já aconteceu na minha vida. Graças à ela pude perceber que eu sou demais. Sim, eu sou muito foda!
Pensei comigo mesmo hoje. Tudo seria sublime se pudessemos agir apenas pela vontade, esquecendo os medos, os receios e os preconceitos. Mas para chegarmos a esse estado, teriamos que ser totalmente bom senso, para fazer tudo sem ter medo de dar umas cagadas. E é isso que nós devemos buscar em nossas vidas. imagine, como tudo seria muito mais bonito se dependesse apenas do coração, e não da razão. Talvez isso mereça uma maior atenção no futuro...Para alcançar o referido estagio, temos um sério empecilho. O ser humano se importa com o que dizem ou pensam sobre ele.
Eu vou dizer que avancei um estágio importante. Eu darei a liberdade para que as pessoas pensem ou falem de mim o que bem entenderem. Eu não vou fazer o mínimo esforço para provar o contrário, eu não devo nada a ninguém. O que eu vou fazer é o que eu acho que é certo, tudo que me ensinaram nesses 20 anos e eu absorvi. A partir de agora, eu me contento em ser o que eu sou, e não me importa nem um pouco se têm uma impressão errada sobre mim, não vou tirar o direito de ninguém de te-la.
Com a ervaring eu aprendi a me amar, e me amar muito. Revisitei todas as minhas qualidades, e descobri enúmeras que eu nem conhecia. Se eu fosse uma fã da Lumino', daria pro Gabriel Martins, com certeza! Mas eu tenho um defeito chato (quem não tem?), eu sou pessimista, e isso me leva a ser intimista, e outras coisas mais...
Eu aprendi a viver sem precisar confiar em ninguém. Mas mesmo sabendo que essa minha auto-suficiencia me levaria à imunidade emocional, eu descobri que uma vida sem ter em quem confiar não faz sentido. Tudo seria padrões, normas e protocolos. Onde está a beleza da vida? Simplesmente não existiria.
Eu vivo denovo, e de novo, a cada dia, e hoje me orgulho ainda mais do que ontem de ser quem sou e ter o caráter que tenho.
Ouvindo: Switchfoot - Meant to Live
domingo, 19 de outubro de 2008
Paradise Lost
Symphony X
In the cold misty morning
Gleaming rays awake the dawn
Here I stand, a stranger in this land
Does your conscience betray you?
Falling from grace
Feel the sun on my face
Does desire still hold true?
Mystified by her beauty
Does the hunter pity his pray
Under starless skies
All love must die, and fade way
Take my hand, divine or damned
Make a stand, seize the day
Oh, yours or mine, damned of divine
Draw the line, come what may
Refrão
Looking down from ethereal skies
Silent crystalline tears I cry
For all must say their last goodbye
To Paradise...
My yearning is silenced by angelic skin of white
Love conquers all though heaven's fall
This fateful night
Oh, yours or mine, damned of divine
Draw the line, serpentine
Love is a tragedy
All that I have, all that I'll ever need
Is right here inside
Let the winds of freedom be my guide
Looking down from ethereal skies
Silent crystalline tears I cry
For all must say their last goodbye
To Paradise...
Looking down from ethereal skies
Silent crystalline tears I cry
For all must say their last goodbye
To Paradise...
Say goodbye, goodbye, horror.
So I've cheated and I've lied
Been the victim of foolish pride
And I've begged and I've crawled
And I've battled it and bled for it all
Now I'll savor the downfall
Of Paradise..
Looking down from ethereal skies
Silent crystalline tears I cry
For all will say their last goodbye
To Paradise...
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Conhecemos então um modo novo de curiosidade: a dúvida.
Trata-se de uma vontade de saber do que se trata, que pode arruinar vidas.
A dúvida das mensagens indiretas, a dúvida do que as pessoas com as quais você não vai com a cara podem falar mal de você, a dúvida mesmo do que os seus melhores amigos pensam de você ou de si próprios, mesmo a dúvida do que sua alma gêmea pensa de você...
São criadas por inconsistências no curso tomado pelos fatos, em relação ao esperado. São alimentadas por frases ou outras ações desconexas, duvidosas, ou outras dúvidas. Podem ser torturantes. Terminam com alguma ação precipitada, talvez até desesperada do sujeito em dúvida, ou com sorte e paciência, se resolvendo em nada mais que um simples detalhe mal enxergado, ou algo parecido.
Imagine-se num caso de vida ou morte. A dúvida da morte pode ser amedrontadora, e a certeza da morte torturante, ambas são agravadas com o aumento do seu tempo de duração. Qual é a pior? A certeza te dá chance para usar seu sacrifício em prol de alguma coisa. A dúvida te dá esperança de um final feliz. Ou te rouba a ação através do medo, o que torna as coisas um pouco mais difíceis na maioria dos casos.
Sonhei hoje que estava em uma casa grande. Começava com minha família em o que parecia ser a garagem ou o depósito, e fugíamos de algo que parecia ser ameaçador, no qual se atravessássemos a porta e déssemos de cara com algum ser, daria merda pra gente.
Logo após, por algum motivo, já me encontrava fora do aposento, teria atravessado a porta e não teria ninguém me perseguindo, na verdade. "Me", eu digo, pois já não me encontrava mais com minha família, e sim com meus amigos. Estranho, pois ali estavam alguns amigos que eu não tenho contato quase algum, e faltavam outros que são quase unânimes na hora de sair com a galera.
Íamos pela casa, escura, de noite, apenas a luz fraca da cozinha acesa. Reconheci a casa como sendo a do meu alter ego maligno que se manifesta apenas em sonhos. Após isso, prosseguíamos em silêncio furtivo pela casa, sala era um breu, e, apesar de ainda estarmos fugindo, o clima era de sacanagem(menos comigo). Um pouco além, chegávamos numa bela piscina e uma mesa que mais parecia um stand de propaganda de um novo produto da nestlê, ou algo assim, com umas guloseimas na mesa, das quais não me recordo quais eram.
Uma senhorita estranha, com a aparência meio esverdeada(como se aumentasse o verde no photoshop) surgia nesse local, causando um leve espanto, o espanto da descoberta dos ladrõezinhos(por assim dizer, não sei do que fugíamos) e ela dizia palavras estranhas, mas que de certo modo fazia o espanto passar. Ela tentava nos convencer de alguma coisa, como uma propaganda mesmo, mas apesar de ter comida no papo dela, tava mais pra uma receita de feitiço do que uma propaganda da nestlê, de fato. Só lembro dela falar algo sobre sangue de feijão.(WTF?)
Depois um anjo me encontrava e por algum motivo que só o destino sabe me fazia lembrar de uma sensação estranha, que eu não tenho desde que eu era criança.
"Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar. "
Esse post foi editado pois saiu com um erro, então a hora do post é a hora do edit. Esse post é de quinta-feira.
sábado, 11 de outubro de 2008
Aff... Insônia.
Um mal comum a muitos de nós curiosos, blogueiros, internautas. Bem, tive sono, fui me preparar pra durmir, enrolei, talvez enrolei por preguiça, talvez preguiça por ter sono, enfim, eu tive sono, mas acabou por passar do meu horário de durmir e perdi o maldito sono. Como eu estou tussindo que nem uma vaca no cio, o que atrapalha um pouco o sono e desanima o assunto, e tenho um hd novo de 300gb pra cuspir dados inúteis... Resolvi ficar um pouco aqui.
Vasculhando e reorganizando meus arquivos, eis que acho um texto já muito antigo meu. Eu tinha um site, no hpg, muito velho, de conteúdo pessoal mesmo, como o comum da época. Era meio estranho, cada um ia e fazia um site com as músicas que gostava em mp3, uns programas, jogos, textos hacker, quem sabe algo sobre magia negra. O clássico estereótipo do sobrinho que faz sitezinho pra mostrar pra galera, era mais ou menos assim na época. Se é que algum sujeito com mais de 30 anos lê isso aqui, talvez possa dizer, aposto que qualquer um dessa faixa de idade pra cima que sabe o que é um site tem ou já teve um sobrinho que fez um site. Aliás, bons tempos em que era ridículo "zuar" um pc através do ICQ... =p
Na verdade, a data desse texto não é a data original na qual ele foi escrito, apesar de isso não fazer a menor diferença. Quer dizer, talvez a credibilidade do texto diminua um pouco, visto que ele é mais velho que isso, e sendo assim o autor era mais novo e bundão na época. A data que está ali é a data que o Hpg fudeu meu subdomínio e eu mudei pro Cjb.net - nem sei se essas bostas existem ainda.
Enfim, me deu vontade de postar a porra do texto aqui, se eu não fizer, há uma probabilidade de eu o perder, por falta de organização ou qualquer outra coisa.
Aí vai. É meio comprido.
_
E então, de repente funciona. A questão do meu estudo não é se funciona ou não, mas o quê funciona. Aliás, essa ERA a questão, agora ela passa a ser porquê ela funciona. Falo da magia. Os rituais levam a resultados positivos se o procedimento é feito com fé e responsabilidade, seriedade.
Esse negócio de “vou testar pra ver se funciona” NÃO funciona, de fato, porque quando se faz teste, obviamente se assume uma posição cética, e eu acabei de falar que para que ela funcione precisa se ter fé.
Pior que é por isso que muita gente não acredita – você simplesmente acredita, e ela funciona. Você não acredita e ela não funciona. Não há meio termo. Não há como provar que ela funciona, você tem que confiar em alguém que diga isso. Ou então ser criado para acreditar nisso.
E aí vem o pensamento da parte dos céticos de que os magos são malucos. Realmente são, não há como negar. Como você acredita em algo sem a menor evidência de sua existência?
Na verdade, há como provar sim. O fato é que existem formas de magia, usadas para iniciantes e que não gastam muita energia do usuário, não requerem materias difíceis de se conseguir. A Wicca está cheia delas. Mas existem magias que são capazes de furar a casca dos céticos. Vou comparar o mago foda a um hacker, e o cético, um usuário com certa proteção navegando na internet.
Veja: O usuário é o Cético. Ele se protege atrás de sua firewall, que é bem configurada. Porém, este usuário não tem grandes conhecimentos sobre seguranças de redes, ele apenas conhece o programa superficialmente.
As magias fraquinhas wiccanas tendem a pedir permissão desta firewall para estabelecer conexão(o que é muito comum em programas P2P e clientes messenger) entre as mentes do mago e da vítima. Daí, o firewall não quer nem saber de conversa – bloqueia.
Mas, se um hacker experiente usa uma ferramenta poderosa para burlar essa firewall, este usuário, que não acredita em magia e não tem o menor conhecimento sobre ela, não saberia o que fazer em situações como esta.
É basicamente o que pode acontecer. Perceba que na magia wicca, a maioria das técnicas são reflexivas, isto é, atingem o próprio mago: Como ficar mais sensual, como ter mais empatia com plantas e animais, etc... Ora pressupõe-se que para conversar com animais e plantas seja louco. Isso é o suficiente para acreditar em magia, mas como eu já falei algumas vezes que o mago é louco, tanto faz. Mas perceba: as magias não encontram “firewall” no caminho, elas simplesmente visam o próprio mago. Se ele tiver fé e fizer certinho, funciona com certeza, porque não há firewall(já tá chato isso de firewall). Mas se ele não tiver fé, eu já disse que não ia funcionar mesmo. Nem com nem sem firewall. E chega de firewall – ao que realmente interessa.
As magias wiccanas são beeem mais fáceis de se fazer. Você pode encontrar a maioria dos ingredientes necessários para uma poção simples no supermercado, e pode achar a fórmula dela em qualquer sitezinho desses aí na internet. Tem um monte. E também não requerem muito do mago não.
Mas se você quer algo destrutivo mesmo, que passe por todo firewall(QUASE todos), informe-se sobre as magias satânicas, são cipriano, aleister crowley e eliphas levi(Nessa página ainda pretendo colocar pdf's sobre).
Porém, acredito que você vai parar no passo de se informar. Hehehe, conseguir uma caveira humana não é tão fácil como algumas folhas de hera.
Também não é muito moral “matar um gato preto, retirar seus 2 olhos, acomodá-los dentro de um ovo de galinha preta cada um, deitar os ovos com os olhos em estrume de boi e ir regar toda meia-noite”. Nem tampouco é aterrorizante. Nem um pouco. Pra você cético que não acredita em fantasmas, hehehe, vá dar uma regada dessa... SE você voltar, só não vire evangélico, pelo amor de deus(não entenda mal....)
Essas magias normalmente furam as barreiras comuns do dia-a-dia(é porque eu falei que não ia falar firewall mais). É impressionante como existem magias que funcionam com semelhança às ferramentas hacker.
Você já ouviu falar em proxy? É um servidor intermediário entre você e o site o qual você visita. www.stayinvisble.com Isso faz com que quando o administrador site acesse o registro contendo o ip de quem visitou o site dele ao invés dele ver o seu ip, ele vê o do proxy. É uma forma de anonimidade na internet, você “engana” quem quiser te identificar, como se fosse falsidade ideológica digital, mas anonimidade na net não é crime não.
Você já ouviu falar na mágica das favas? Hehehe... ela é igualzinho a um proxy. Você põe ela na boca e ela te deixa invisível. Você está lá, o seu corpo e sua alma, mas o ip que os outros identificam não é o seu(seria o ip da fava no caso). Pode soar muito estranho e fantasioso, mas diga-me: você já viu alguém usando a fava no meio da rua? Claro que não... hehehe Afinal você não acredita em nada disso. Mas como você iria saber que funciona ou não? O propósito dela não é anonimar? Hehehe de novo.
Há uma porção de mágicas wiccanas para o amor. Perceba que a maioria delas é para um amor, e não aqueeele amor. Com a magia que o católico chama de negra é possível escolher qualquer vítima. Só é mais difícil de se conseguir.
E isso faz a magia ser provável, uma vez que ela funciona com os que não tem fé nela também. Bom, quero ver alguém matar uns gatos e umas galinhas, acender umas velas e chamar uns nomes só pra provar que magia “ekzisssste”. Ora, Magos não são loucos? Ei, você é cristão e diz isso? Você acredita em céu e inferno! E em anjo! Um maluco falando do louco!
Queria comentar também a respeito da coloração da magia. Magia branca, negra, cinza-clara, azul-bebê, rosa shock, verde-diarréia e marrom-merda-molhada. Bem colega, se você é iniciante em magia, e te ensinaram assim, um abraço, você foi vítima da catequização. Mas quem não foi? Isso é perfeitamente aceitável.
Mas vamos a um esclarecimento: Magia é magia e não tem cor. Aliás, a cor é dependente um fenômeno físico ótico chamado reflexão luminosa. Magia nem sequer é visível, ou seja, esqueça. Na verdade, essa colorização gay da magia foi introduzida na wicca para criar uma certa moralidade à religião, que por ser baseada no Thelema de Crowley, tem por princípio “faça o que tu queres”. A versão deles, que emprega valores emprestados do cristianismo, meio que restringe isso, dizendo “faça o que tu queres, e receberá o triplo em retorno”, de maneira que faça coisa ruim ou boa, merecerá uma recompensa respectiva(porém é óbvio que as coisas não acontecem tão justas assim).
Daí, criou-se um sistema de diferenciação para os ramos da magia conforme sua linha de ação, utilizando-se de cores. A magia branca é a que não faz mal ou protege contra o mal. A negra é a que faz mal ou utiliza-se dele para ser feita(“mal” significando macabreidade), ou simplesmente porque tenta o mago ao pecado ou tanto faz. A magia azul ou cinza é a que tanto faz o bem quanto o mal. Há também a magia sexual vermelha(uma forma de chamar a hermético-gnóstica toscamente), onde os rituais focalizam a energia sexual como fonte, mais óbvio impossível, e a magia ritualística roxa, que é uma farofada só: a mistura da azul com a vermelha.
A visão da magia por essa maneira pode tanto ajudar a entendê-la como transformá-la em malvista pela sociedade, que tem a péssima mania de rotular as coisas, ESPECIALMENTE às que não lhe dizem respeito quanto no conhecimento. Isso me dá muita raiva e tristeza. Porque será que as pessoas que menos estão aptas a julgar as coisas é que o fazem?
Ridículo, mas é o que acontece. Muitos católicos nada sabem sobre bíblia e vem querer falar mal da magia negra, mas não tão nem aí para a magia branca. Já disse, é uma coisa só. Como é, pode ou não pode? FODA-SE, a lei diz que eu posso.
Melhor ainda são os evangélicos. Não têm paciência pra ler alguns livros simples mas adoram meter o bico pra defender um livro tão grosso, conotativo e mais mal-traduzido impossível. Desprezível. Se essa favelada remelenta medíocre e nojenta é o povo de deus, deus tá fudido hauhauahu. Acho às vezes que isso é mania de brasileiro. A macacada que menos sabe do assunto é a que mais fala, ao invés de calar a boca e ver se aprende. No Japão não acontece bem assim. Eles são humildes para aprender com qualquer um, e não falam muito mais do que o necessário. Claro que há excessões, mas no geral é assim(sei lá, colonização portuguesa).
Magia negra(que nunca deixou de ser magia, e magia branca, preta ou qualquer cor possível é tudo farinha do mesmo saco)é visto praticamente como um crime pela sociedade. Mas a magia branca não, ela ganhou até uma revista, a “Witch”, que embora tenha alguma coisa lá ainda que com paciência se pode aproveitar, no geral é um lixo(sim, eu já li sim). Compre uma Superinteressante que é bem mais útil.
Quando falo na sociedade, me refiro à brasileira, que é cristã em sua esmagadora maioria. Logo, como se fosse genética, os valores morais cristãos são absolutos. Esse é o grande erro. Ser cristão não é ruim, mas se você quiser julgar um pagão, você não pode pensar como um cristão, porque os valores morais são diferentes. Entenda bem: Matar é errado? É?
Porque será que você respondeu isso... deixe-me ver, porque este é um dos 10 mandamentos, não matarás. Mas neeem pelo caralho, se eu vejo o bispo macedo na rua eu arranco o cérebro dele introduzindo uma colher no seu orifício retal. Isto é: matar só é errado porque seu valor cristão diz que é, então não julgue um ritual de magia negra como errado só porque há sacrifício de animais. E além disso, é esse mesmo princípio que atrasa o Brasil bastante às vezes. Garanto que uma dúzia de políticos corruptos mortos não ia fazer mal a ninguém.
Voltando ao principal assunto ao qual pareço ter me desvirtuado, no topo da página deixo uns pdf's pra quem é curioso, praticante ou simples estudante. Venha com o coração e a bunda livres de valores não aplicáveis à situação e não tenha medo do que não te atinge...
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Há dez corvos no telhado de uma casa. Um caçador atira em um deles com sua espingarda. Quantos corvos ficaram no telhado?
Pensem nisso por um momento antes de continuar a leitura.
Claro que a resposta lógica é nove corvos. Qualquer computador nos diria isso.
Na verdade, a resposta 'certa' é dez.
A arma silenciou e o telhado era plano. O corvo morto tombou e os outros nove corvos não perceberam. Mas, espere um pouco: suponha que a arma não foi silenciada e o telhado era inclinado? Então a resposta seria nenhum corvo, porque o corvo morto escorregaria para fora e os outros, assustados pelo ruído do tiro fugiriam voando.
Estas são as perguntas que se apresentam na vida real. A vida real não funciona com respostas simples ou complexas, ou perguntas contextuais. A vida real não funciona como um computador digital e seu cérebro também não.
Em um teste de QI a resposta 'certa' seria nove, mas nove é apenas uma resposta, há outras maneiras de pensar nisto. O raciocínio lógico não é o mesmo que o pensamento normal. Reflita e observe como seu cérebro mudou de direção quando você percebeu que isso não era um teste de QI.
O contexto todo do problema determina como pensar. O contexto faz parte da informação. A grande inspiração, a idéia nova raramente é resultado do pensamento lógico. O pensamento lógico é quase uma contradição em termos. De fato, os seres humanos não são muito bons para pensar logicamente.
As leis do pensamento não são as leis da lógica.
Trecho do artigo de Joseph O'Connor e Brian Van der Horst.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Outro dia, enquanto assistia ao horário político, minha mãe fez o seguinte comentário sobre o PSTU: "Eles são muito radicais né?". Tudo bem, eu sei que ela não fez por mal, nós dizemos muitas coisas que nem sabemos por que, só por sermos influenciados pelos "fantasmas da globalização". Mas agora eu pergunto a você, caro leitor deste blog (se é que temos algum leitor além de nós mesmos), o que é ser radical?
Em primeiro lugar, não sou esquerdista, e não faço apologia a nenhum sistema. Até porque, acredito que o problema não está no sistema, e sim nos seus usuários. Pois bem, outro dia eu pensei comigo mesmo: a sociedade se divide entre os bem sucedidos e os pobres. O empresário não passa com seu Alfa Romeo no bairro pobre, porque lá tá cheio de vagabundo, que vão querer assalta-lo. Então existe alguma coisa mais radical do que o capitaslismo?
Pegando de um ponto econômico, o lucro, objetivo mor do cidadão capitalista, obedece a uma fórmula. LUCRO = ESSENCIAL + SUPÉRFLUO (se SUPÉRFLUO for maior ou igual a 0), ou seja, as pessoas trabalhariam para adquirir seu essencial, e com esforço, conseguiria uma bonificação, o supérfluo, certo? O problema é quando esse supérfluo torna-se mais importante que o essencial. E é aí, justamente nesse ponto, em que eu queria chegar. O capitalismo toca, exatamente e em cheio, no grande câncer do ser humano: a ganância. E é por isso que temos políticos que buscam seus cargos apenas para que possam se enriquecer, empresários contratando funcionários inexperientes e demitindo milhares de pais de familha, agrotóxicos, poluição, garotos que entram para o tráfico pois trabalhar o dia inteiro por um salário mínimo é motivo de vergonha. É o homem carcando o homem, o tempo inteiro, sem parar, na velocidade 5.
Escrevi esse texto apenas como forma de desabafo, pois eu sei que é muito dificil mudar de opinião quando se mora num condomínio de luxo, quando se pôde comprar um apartamento num bairro de classe média alta, ou até mesmo quando graças ao Plano Real foi possível comprar a geladeira e o fogão dos seus sonhos. Não espero uma mudança de atitude de ninguém, pois meu pessimismo não permite isto. A humanidade não só é doente, como também é retardada.
Ouvindo: Rage Against The Machine - Calm Like a Bomb
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Porra ai eu tava falando né, um dia me chega uma porra duma velha escrota, bate aqui na porta de casa e me oferece uma flor. Primeira coisa que eu pensei: "porra é essa caralho? a velha me deu uma flor?!". E a velha bizarra me falou que enquanto eu tivesse aquela flor comigo, deus olharia por mim. Ai eu agradeci com aquele cinismo que só eu tenho, entrei e joguei aquela merda no lixo e mandei ela se fuder. Taí, foi a maior merda que eu fiz. Na hora me bateu um sentimento foda que nem eu sei explicar. Tipo, "caramba, a velhinha veio puxando a perna, provavelmente lá da puta que pariu, pra me entregar uma coisa que tinha algum significado pra ela", enfim, um remorso fodido.
Ai foi o começo do fim cara! Catei, revirei a porra do lixo e nada de achar a merda da flor!
Hoje eu tô desempregado, tenho 3 filhos (um de seis meses) câncer de fígado e minha esposa é uma puta. Eu podia estar roubando, matando, mas estou aqui, pedindo que vocês façam uma forcinha, e tentem ser um pouco menos filhos das putas do que eu.
E não tem por que ficar esperando a velha escrota bater na sua casa. É bem capaz que ela já o tenha feito, e você nem foi capaz de perceber...
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Eu nunca vou te apurrinhar
Eu nunca prometerei isto
Eu nunca te seguirei
Eu nunca vou te apurrinhar
Nunca mais direi uma palavra
Vou embora de uma vez
Vou me mudar daqui
Você não terá medo do medo
Isso não foi planejado
Mas eu sempre soube que isso aconteceria
As coisas nunca estiveram tão boas
Eu nunca falhei ao sentir dor
Você sabe que está certo
Estou tão tranquilo e calmo por dentro
Eu não tenho mais que esconder
Vamos falar sobre outra pessoa
A sopa quente começa a derreter
Nada a incomoda
Ela só quer ter amor próprio
Vou me mudar daqui
Você não terá medo do medo
Isso não foi planejado
Mas eu sempre soube que isso aconteceria
As coisas nunca estiveram tão boas
Eu nunca falhei ao sentir dor
Você sabe que está certo
Você conhece seus direitos
Dor.
sábado, 20 de setembro de 2008
E então os inimigos repentinamente viram levemente o placar da destruição...
A nossa, até então era o dobro, mas fizeram uma sequência de ataques que destruiu defesas secundárias desprotegidas.
Mas eu fui lá e avancei sobre mais um território, e os deixei para trás novamente, por enquanto. Tivemos duas consideráveis perdas durante os conflitos, uma decorreu disso.
E pra quê isso tudo? Sorte que têm uma economia forte, e podem comprar as minas de ouro, ou melhor, impedi-las de fugir do império.
Imagino se no final haverá guerra fria novamente, até que encham-se o saco de nós ou deles. Não sei se haverá acordos de não-agressão, apesar do líder deles sempre ter aparentado bom jogo limpo(apesar de eu sempre saber que era interesse... ele não sabe disfarçar).
Perder não vamos, e se por algum acaso do destino isso acontecesse, não terá sido por falta de capacidade, pois outrora fomos a melhor economia do mundo, e uma das melhores potências militares. Mas garanto que há tempos em que a preguiça reina e essa faz as maiores potências do mundo caírem... Pois potência por si não adianta de nada, tem que aplicá-la. E isso qualquer um sabe.
Acho que será a última vez que estarei assim, pois pretendo extirpar as partes que me fazem mal. E bem, essa é uma parte que faz mal de uma coisa que deveria fazer bem. Só é difícil enxergar às vezes. E quer saber, o que mais posso querer? Sou um líder, um gênio(incompreendido e preguiçoso às vezes), tenho ótimos amigos que também são gênios(mas difíceis de lidar às vezes), e tenho uma namorada Excepcional.
Não era de se esperar que tudo teria seu preço. Sorte que o planeta aceita que eu pague a prazo no smartclub, assim ganho milhas quando reencarnar. Foda-se os inimigos.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Marx dizia que o Trabalho está para a Realidade assim como a Magia está para a Imaginação.
Sendo assim, podemos dizer que todo homem que trabalha é um mago, a princípio. Pois para haver a realização do trabalho, ele o imagina antes, em sua cabeça.
Fico pensando se a magia realmente existe de alguma forma, e se realmente ela depende de nós, e de nossa imaginação. E se acreditar nela nos torna capazes de fazer trabalhos puramente mágicos.
Chego à conclusão que sim quando vejo o que que o trabalhador brasileiro faz com um salário mínimo.
Quem sabe talvez não haja outros tipos de magia também...
domingo, 14 de setembro de 2008
Poucas coisas eram tão apreciadas por Luciel como a música e as mulheres. Ah, as mulheres... Seres de simplicidade tão complexa. Estamos sempre correndo atrás delas, como loucos empunhando uma pexeira na mão. Sedentos por mulheres, e elas sempre a quebrar nossos corações.
Luciel nunca negou a admiração que tinha pelas três princesas de Istambul. Isis, e seus longos cabelos loiros, seios fartos, olhar tentador. Nefertite e sua aura angelical, talvez a mais linda de todas.
Mas nenhuma das duas superava a terceira princesa, Sieg. Pouco se sabe sobre essa tamanha admiração de Luciel por Sieg. Talvez o destino, o zodíaco. Talvez algo acima do compreensível. A única certeza que ele tinha, é que ela era uma princesa, e ele... bom, ele podia se passar por Rei Espanhol o quanto quisesse, mas no fundo, ele sempre seria o garoto da ilha.
Você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante,com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno amanhã é incerto demais para os
planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que não importa o quanto você se importa, algumas pessoas simplesmente não se importam...
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vezes em quando e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute, quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiências que se teve, e o que você aprendeu com elas,
do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes, e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não sabe amar, contudo, o ama como pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores...
E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de
pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida.
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
The very brightest candle of all has been extinguished
Smothered by those who could not bear to face reality
Every beat of your heart tore the lies all apart
Made foundations quiver
Every wave in the lake caused the porcelain to break
And I shiver
The leftover tallow just doesn’t contain
All the right answers
Under a sea of dust lies a vast wealth of wisdom
An untuched snow turns red
Innocence dies
This black page in history is not colourfast,
will stain the next
All that remains is just a feint of what was meant to be
This black page in history is not colourfast,
will stain the next
And nothing seems in life,
in dreams like what was meant to be??
Every beat of your heart tore the lies all apart
Made foundations quiver
Every wave in the lake caused the porcelain to break
And I shiver...
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Parabéns a todos vocês, que contribuíram com incomensurável inutilidade e tamanho empenho para com a gorgonzola ereta, pelo centésimo post desse memorável blog. Sendo assim, deixo aqui de presente os prefácios dos meus 2 futuros best-sellers, sendo o segundo em associação com Lo Scienziato.
Assassinou a Pororoca sabor Nescau
Livro precursor da Saga da Chupeta de Titânio, onde o jovem Wescleyson ainda desconhece a existência do salame eremita.
Durante sua viagem pelo deserto da batata-couve, Wescleyson vive um terrível conflito interno, entre admitir para seu camelo que, as verrugas que infestam seu pau são resultado de um estupro que Wescleyson sofreu na pré-adolescência de um golfinho enquanto pedia um fandangos queijo na sorveteria. Naturalmente o padeiro tinha um demônio nível 14 no bolso e lançou mão de sua barbie na construção do palace 2.
"O mais interessante nesta obra é a complexidade das cacatuas orientais, citada no capítulo onde Caralho Albino e Wescleyson lutam pela farofa de linguiça enquanto cagam no dedo mindinho do Vavá."
- Bozo Times
"Terêncio e Fudêncio não chega aos pés de Godofredo Pinto."
- O Dia
"Depois de ler essa porra desse livro passei a peidar com uma porra dum cheiro de croquete de camarão saudita da puta que pariu da porra da melanésia meridional, caralho."
- Dercy Gonçalves via Ectoplasmógrafo
"Mah oe, filho da puta paga mahr tambéim no leva, OOE"
- Silvio Santos na van do bangbros
Editora: Bucetanderson
Gênero: Beliscoteta/Darth Vader/Culinária de Cereais
Autor: MetalGarurumon e WarGreymon
Tradução para Cantonês: Enéas Carneiro e Sepúlveda 56
Ilustrações: Kid Bengala e Gemeas Siamesas massageando um bode
Peidou na Assembléia do Rogério Carli
Princesa Isabel e José Dirceu eram irmãos gêmeos e voltavam de um bar localizado na região sul da Xerecolândia do norte, onde tinham visto o jogo entre Santos e São Paulo. Pararam numa banca de jornal, para comprar um livro pornô dos anos 20, e viram no noticiário que uma tempestade de chá de cigarrilhas de uva havia derrubado o tridente perolado da mão do maior bucetauro da américa latina e o Flamengo acaba tomando no cu nesse meio tempo. É aí que conhecem Wescleysson Araújo e peidam tudo quanto é valeta, enquanto molestam cabras suínas e usam disruptores iônicos para matar baratas. Como consequência disso, partem numa saga épica para Pindamonhangaba, onde poderiam certamente iriam achar respostas. Cristiano, sendo julgado inocente, começa a sentir sua vingança iniciada ao herdar o grande Suvaco de Menta banhado a ouro e usá-lo em uma ONG para ajuda a menores de rua abandonados consumidores de golembas da Ibanez.
Gênero: Cabral(relacionado a cabras)
Editora: Ornitorrinco Alegre
Autores: Ney Matogrosso, Arcturus Mengsk, Marcos Valério, Jana Foxy
Ilustrações: Cláudia Leite Aquino Rego, Pedro Bandeira
Adaptação para o Suazilandês: Arnaldo Cezar Coelho
Tradutores: banda Ankhalimah
Editora: Judas jogou bola em Saquarema
domingo, 3 de agosto de 2008
Todos se apressam para ver a queima de fogos. É dia de ano novo, e ninguem quer perder essa linda festa. A cidade está lotada, e o povo se abarrota na areia para assistir o espetáculo.
Virada de ano é talvez a unica data criada pelo homem que possui verdadeiro significado para Luciel. É tempo de mudar, de repensar suas atitudes, de ver o que vai e o que fica, de fazer promessas e expectativas.
A noite apenas começava, pois a grande atração era a casa de Henry. Todos reunidos, bebidas, diversão. Até que Henry decidiu levar Raica em casa, antes do amanhecer. O mundo nunca mais foi o mesmo depois do que vou lhes contar.
Na volta do percurso, Luciel e seus amigos encontraram dois profetas, que lhes passaram ensinamentos de importancia vital. Graças aos dois genios, os amigos finalmente descobriram o sentido da vida, a cura da AIDS, e maneiras praticas de atingir o zero absoluto, entre outras coisas não mais importantes. Mas o grupo só percebeu a grandiosidade desses inusitados individuos quando, na rua, Testa foi escolhido para ouvir dos céus a voz de um deles. Ao receber tão importante entidade em sua consciência, ficou marcada a frase que o profeta teve em resposta: "ALÔ?! PAULO RENATO?!?!?"
Eles mal sabiam, mas tornariam-se lendas num futuro bem próximo.
Passados alguns dias, os amigos partiram ansiosamente para a casa de praia de Henry, onde coisas inimaginaveis aconteciam constantemente. Garotos que saiam de caixas de papelão, princesas que jogavam poker, e indios desnudos na janela da sala...
Apesar do freak-show a que foram submetidos, todos tiveram o descanso que mereciam ao longo do ano, prontos para iniciar uma nova jornada.
Mas como sempre, nem tudo foi maravilhoso. Aparentemente das trevas, sem muita explicação, mas talvez sensatez, manifestam-se alguns pensamentos anti-Schneidistas. triste e inevitavel, já que se trata daquele fiel companheiro antes citado, que havia espalhado a alegria junto a todos.
Ao contrario do que estimavamos, Samael continuava desaparecendo estranhamente, mesmo longe de sua casa. O segredo dele era cada vez mais nebuloso. Quem é Samael, afinal?!
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Parece óbvio, clichê. Não sei. A vida está sempre a nos ensinar muitas coisas, e eu resolvi escrever um pouco sobre nosso coração.
Sim, o mesmo órgão que bombeia sangue para todo nosso corpo, de importância mais que vital. Será ele o responsável por nossos sentimentos? Eu, com minha noção idiota de biologia, acho que não tem nada a ver. Por que foi adotado o coração como o responsável por nossas fraquezas é algo que eu nao vou entender. Ignorar, talvez. Não quero discutir, só comentar, até pra evitar as aspas o tempo inteiro.
Tem gente que esquece que tem coração, tem gente que pensa mais com o coração do que com a cabeça. Todo mundo diz pra ouvir o coração, e voce fará a coisa certa. mas então por que ele sempre sabe que está certo? Será que ele é manipulado por entidades supremas, ou possui um chip da CIA? é uma possibilidade bem plausível, não acham...? Tá bom, um pouquinho de humor só pra distrair!
Eu venho me perguntando há algum tempo o que é estar apaixonado. Até pouco tempo eu achava que era um sentimento o qual não compartilhava há um bom tempo...
Intervenção:
- compreendendo o comportamento humano #1
Os Homo Sapiens Sapiens precisam ter alguém para amar, pois sem isso, a vida para eles não faz o menor sentido. Quando não amam um outro da espécie, dizem que seu coração está "vazio".
Chega, Lombarde... o que nos faz admirar outra pessoa, querer estar com ela e pensar nela o tempo todo é a carência. Você entrega a ela seu senso de ridiculo, sua liberdade, atribui a ela o sentido da vida. Mas isso só ocorre quando falta algo. Não é preciso achar alguém para amar, se você amar tudo aquilo que estiver em sua volta. Ao invés de amar um, ame o todo!
Assim, eu descobri que um coração "vazio", na verdade, só emprestou todo o amor que podia à vida. Independente do volume do coração, abençoados aqueles que são felizes.
Ouvindo: Deftones - Minerva
segunda-feira, 30 de junho de 2008
O medo de morrer é o que nos impede de viver
O terror de perder a vida cedo
E num segundo, sou escolhido a dedo
e pelo puxar de um gatilho eu cêdo.
O simples puxar de um gatilho
Destói o sonho de mulher e filho
Que agora sozinho, vai seguir seu trilho
Sem norte e sem rumo, apenas lembranças
Do que ficou pra trás na infância.
sentir a morte na espinha
A dor que é dele, é sua
é minha.
Crimes impunes se infestam por todo lugar
Não há o que fazer, só resta superar
já que chorar ou rezar não irá adiantar.
O fim do jovem poeta
vida tirada de maneira indiscreta
deixa pra trás o mundo e uma obra incompleta
Adeus, vida incerta.
Mente sadia é mente útil, mente trabalhando, mente que possui conteúdo.
Consequência, força de vontade, e...
Só para avisar, a Supervisão de Qualidade será continuada numa hora oportuna.
Conhecimento vem de tudo, de tudo que se consiga aprender algo, se ter um pouco de experiência talvez, e durmir. Sim durmir converte aprendizado em conhecimento, passa da memória ram pro HD(o cortex) saca?
Foda-se o cérebro, como faz moço?
Ora, muita pretensão da minha parte ensinar a alguém como adquirir conhecimento, óbvio. O real intuito desse post é ajudar a quem não sabe usar a internet direito pra procurar coisas. Pricipalmente as relacionadas a conhecimento. Pra quê eu tô fazendo isso? Sei lá, tava afim. Fora o fato de que eu sempre(quando estou procurando algo, relacionadamente) acho sites que põem coisas para baixar, comentam aquilo, mostram programas de compartilhamento, dissecam suas propriedades de conexão, mas... Ninguém fala de como achar o que você quer(que no final das contas é o que importa). Vamos lá então, começando pelo mais óbvio:
É verdade que há o Google, mas é uma ferramenta muito ampla para certos tipos de pesquisa, as vezes vc quer um simples curso de photoshop em PDF e acha vários resultados irrelevantes, ou mostrando coisas simples e esparsas, ou até anúncio de venda de livros ou cursos de verdade, tipo SOS computadores. Além disso, pouca gente sabe usar as opções de busca dele. Se você quer procurar livros, use o 4shared.com, Livros em PDF. Se quer arquivos grandes, e relativamente conhecidos, use torrent. Se não achou em nenhum dos 2, use Emule. Etc...
Ora não há melhor maneira de aprender alguma coisa... Não, não quis dizer de livros, quis dizer de começar tentando. O mais óbvio, é claro, quando não se tem grana, é tentar catar um curso de graça. Pode ser uma difícil tarefa. Então vou dar diversos exemplos e explicar como eu faria pra procurar. E também, coisas interessantes de se procurar no quesito aprender, e como fazê-lo.
Línguas
Um curso de alguma língua é sempre algo interessante, desde realização própria(um cara que gosta de animes aprender japonês) a preenchimento de currículos(auto-explicativo). Recomendo a seguinte tentativa:
- Ensino totalmente teórico: Procure no Google por venda de livros da língua relacionada, e ache o nome do livro/gramática desejado. Digite o nome dele no 4shared, ou se for meio raro, tente o eMule também.
- Ensino rápido e mais aplicado: Procure no Google por um curso conhecido, que venda aulas de ÁUDIO na internet. Depois procure em torrent e baixe a 'discografia' do curso. Torrents são ótimos para compartilhar coletâneas de uma vez. Um exemplo desse uso é o curso "Pimsleur Approach". Procure no google por ele, e repare no precinho(tem diversas línguas). Depois vá no www.torrentz.com e delicie-se com a putaria que é o compartilhamento digital: Todos os cursos de graça, e podem ser baixados de uma só vez(desde alemão, francês até mandarim, vietnamita e hebraico)
Músicas
Na minha opinião é ótimo conhecer novas músicas, e minha namorada é o exemplo de pessoa que só estuda ouvindo música. Então nada mais plausível dedicar uma seção aqui.
Baixar música é simples. Você conheceu o artista e quer ouvir umas músicas pra saber como é ele, e depois se gostar pode baixar tudo o que encontrar dele. Pois bem: Vá no youtube se tiver uma conexão que preste, ou use algum cliente da rede fasttrack ou semelhante. Como Kazaa, Limewire, ou Ares.
Depois que você baixou algumas músicas e viu que o cara era bom e merecia ter um disco dele ouvido por seus belos ouvidos, pirata de internet, agora é hora de ir no www.torrentz.com ou semelhante e procurar álbuns dele completos, ou até a discografia toda. Se ele não for muito conhecido, tente o eMule. Por fim, se não achar nada dele, não perca as esperanças, digite "rapidshare xxx yyy" no google, onde xxx yyy é o nome do artista seguido do álbum. Ou então procure a comunidade do artista no Orkut, e veja se tem algum tópico como álbum no rapidshare, megaupload, por aí. Mas é difícil isso ser necessário, visto que eu baixei no emule o cd do Spin XXI, que é a banda do maluco que gravou uma demo minha num estúdio meio tosco numa casinha aqui de Icaraí. Puta merda.
Ah sim, não poderia deixar de dizer aqui uma coisa muito importante, talvez mais importante até do que saber como baixar, é saber como catar artistas novos. Tem 3 maneiras legais de se fazer isso.
- Orkut: SIM! Se você gosta, por exemplo, de metal progressivo, que nem eu, pode ir numa comunidade de metal progressivo e procurar um tópico a respeito de Lista de Bandas. Se não achar nenhum, saia fuçando profiles de membros, e existe uma grande chance de você encontrar uma lista de bandas relacionadas no "música" do profile do sujeito. E assim, você pode até achar comunidades de bandas indepentendes e iniciantes, dos mesmos caras, por exemplo. Na comunidade dessas bandas sempre é divulgado um materialzinho, Myspace, etc... Daí você amplia sua biblioteca de álbuns metal prog.
- Last.fm, Pandora, Liveplasma e similares.
- Procure no google sites que relacionam bandas conhecidas(por exemplo digitando "similar bands") ou sites/blogs a respeito de "nova banda de metal progressivo", por exemplo. Fóruns costumam ser muito bons também(http://www.globalrock.net/ por exemplo). Ou então digite no Google 2 nomes de bandas seguidos, tipo "kamelot dragonforce".
Livros Didáticos
Dado que muita gente no mundo todo usa emule, é plausível que boa parte dos livros lá encontrados sejam em outras línguas, mas pode-se achar muitas coisas interessantes lá, em português também. Mas no 4shared, é bem mais fácil achar livros em português. A razão mais óbvia pra isso é que os users escolhem o 4shared para compartilhar seus livros de baixo número de downloads, pois o eMule e qualquer compartilhador dependem de alguém estar online e disponibilizando o tal livro para você baixar, isso sem contar com a velocidade que o sujeito disponibiliza. O 4shared não varia a velocidade, ele é estável, sempre vai estar lá.
Adcionando, o tal 4shared não é tosco como muito site de hospedeiro de arquivos como tem por aí. Ele tem a opção de criar uma conta e uma pasta pessoal, onde você pode compartilhar suas coisas com quem quiser. Isso facilita muito as coisas pra quem é fuçador e curioso, pois se você acha um livro interessante, pode dar uma olhada na pasta do maluco que shareou o livro, e achar uns relacionados maneiros.
Olha uns exemplos aí:
- Livrinhos de magia: http://www.4shared.com/dir/6242625/2b5d3a46/Witchy_Ebooks.html
- Mema merda de cima: http://www.4shared.com/dir/2328903/24ba58be/sharing.html
- Coisas de trabalho e dívidas: http://www.4shared.com/dir/2782644/6b72f5f7/TrabalhoDividase_auto_ajuda.html
- Farofa: http://www.4shared.com/dir/3206844/28449e6c/ebooks.html
- Engenharia: http://www.4shared.com/dir/3587869/f10a9c4f/sharing.html
- Anarcocriminalidade: http://www.4shared.com/dir/5507036/41715ad8/sharing.html
- Sobrevivência: http://www.4shared.com/dir/6566168/dc6861f5/Survival.html
- Ime, Ita, concursos: http://www.4shared.com/dir/7582890/ccdfec05/sharing.html
- Música(aprender) etc. http://www.4shared.com/dir/1283735/8b6fd5da/sharing.html
- Não seja mané e baixe pelo mais rápido. Com um pouco de fluência você vai saber qual, mas considere quantidade de partes para baixar, disponibilidade e tamanho. Procure saber quais as limitações do emule, dos clientes de torrent(eu uso o utorrent, btw). Mais de 100mb não entra no 4shared.
- Seja curioso e paciente. Vai fuxicando tudo que é coisa, às vezes você acha onde menos espera.
- O Wikipeida( http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1gina_principal) também é uma boa fonte de pesquisa, mas não é nada tão excelente, dependendo do assunto. Ele costuma ser, apesar disso, uma ótima introdução a assuntos mais complexos, pois geralmente a cara dos artigos de lá é amigável a noobs. Artigos de história costumam ser muito bons(pelo menos pra mim, que adora resumo dessas coisas, pode ser um porre perder tempo lendo livros grossos de história com citações fantasticamente inúteis).
- Sei que é muito difícil para alguns ler no computador, mas tem algumas opções. Estudos mostram que monitores de lcd causam danos menores à vista que os de tubo, por causa da luminosidade e do contraste, umas porras assim. Enfim na pior das hipóteses, compre uma impressora daquelas que tem a cabeça no cartucho, daí você pode recarregar barato e praticamente infinitas vezes. Ou então compra uma laser logo mesmo. Tem nego vendendo recarregador de toner por aí bem barato(sim, você recarrega seu toner) e imprime logo o que quiser...
- Ah sim, claro... Pratique. Não, PRATIQUE PORRA. Não adianta nada ler livros ensinando música, ensinando a seduzir garotinhas, fundamentos da física, russo intermediário ou tutoriais de como baixar coisas escrotas na internet sem pôr a mão na massa. Também nem tem porque não fazer, deixa de preguiça. São coisas que não custa nada tentar. Bem, tenho que explicar claro, russo intermediário tu só pratica usando Skype ou algo assim, não com sua vó na cozinha fazendo feijão. A não ser que ela seja russa.
- Se você se viciar em ficar baixando coisas mas perder tanto tempo que não consegue ler porra nenhuma, bem, chegou no meu nível há um tempo atrás. É hora de separar o que é útil do que não é, bem, pelo menos, digamos, separar o que você realmente deseja aprender do que não deseja. Liste tudo em ordem... depois faça de conta que agora você é viciado em ler, e saia na mão. Não tem muito o que falar, o resto é força de vontade.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
{
int c, i;
for
{
puts("evoluir a lumino, empezar a estandarte, investir em mulheres, saber se passei em prog, saber como meu primo foi na UERJ, compor musicas, zerar FFV, nao envergonhar minha familia, estudar, auto-escola, academia, voltar a estudar harmonia, escrever esse post de merda");
}
while(c!=0)
printf("\n\n ANITA, VAI TOMAR NO CU!\n\n");
system("PAUSE")
}
A primeira impressão é a que fica. Será que isso é verdade?
O Duque era muito querido pelas pessoas de Istambul. Era respeitado (de certa forma, até demais). A forma como o colocavam sobre um altar incomodava Luciel. Incomodava também por que ele sabia que isso não acontecia à toa, mas ele só não entendia o porquê.
Com o passar do tempo, Luciel começou a entender que apesar do título de Duque, Henry era tão divertido quanto os outros. Entendeu isso, estranhamente, mais cedo que o resto de Istambul (muitos ainda preferem vê-lo como um deus ou algo parecido, mas isso varia da limitação de cada um). Assim, os 4 amigos viraram 5. E o “grupo” foi crescendo, crescendo... E cada vez contando com mais estranhos seres.
Testa – O Louco. Era tão inquieto que não sabia a hora de parar, mas apesar de tudo, uma pessoa prestativa, que mesmo sempre estando em conflito pessoal, mostrava alegria quando em meio aos outros.
Lice – O Sábio Pajé. Sua sabedoria era baseada em falar pouco, e quando tinha certeza do que falava. Possuía as atitudes mais invejáveis entre todos.
Leo – O Mediador. Possuía o dom da palavra (às vezes, cicatrizante, muitas vezes, lesiva). Fora seu poder de persuasão, pouco se sabe sobre ele.
Naj – O Cômico. Comédia nonsense e encher a cara era tudo em sua vida. Escondia um grande intelecto.
Burba – O Feliz. Melhor amigo de Naj, se pareciam muito, a não ser pelo seu carisma exageradamente contagiante.
Toru – O Incompreendido. Auto-explicativo, até se aplicado a ele mesmo.
O convívio traz novas descobertas. A principal delas talvez seja o fato de que ninguém é perfeito. Samael vivia sumindo, sem deixar explicações. Schneider tinha um modo de raciocinar bem surreal e individualista. Kenji desenvolveu algo parecido com narcolepsia seguida de depressão. Todos os outros, incluindo Luciel, possuíam inúmeros defeitos, isso é um fato. Supera-los não é nada fácil, ignora-los pode ser uma saída, mas às vezes, qualquer contorno é algo impossível. Eis o decreto de um posterior abalo total no grupo. Só o tempo dirá o que pode acontecer...
Sábado à tarde. A festa se aproximava, e Luciel, ansioso, se arrumara, ensaiava com o espelho suas possíveis investidas em alguma dama (era quase certo que tivesse muitas, e a maioria muito bonitas). Agarra a pedra que brilha mais forte.
Estamos agora em um lugar novo, cheio de gente desconhecida e uma música que se ouvia de quarteirões. Os três amigos chegam na festa, e enquanto Samael e Schneider falam com seus conhecidos, Luciel para em um canto. Ali ele admira tudo: as pessoas dançando, o ambiente, os rostos anônimos da multidão. Será que ali era realmente onde ele queria estar? Mas ninguém o conhece, assim ele continua sozinho, dessa vez no meio da multidão.
Diversão é solução sim. Diversão é solução pra mim. Vodka, Ice, cerveja, cigarros... talvez tenha sido o caminho que Luciel optou para desviar novamente de seu destino sórdido, de escuridão. Vácuo. Os sentidos rapidamente começam a falhar, se misturam, se atrapalham. E foi quando o rapaz achou que a festa iria terminar como havia começado, que apareceu uma jovem, e com cativante gesto, porém frustrado, tentou animar Luciel, apresentando-lhe alguns dos convidados. Ela se chamava Raica. Apesar de não ser a mais bela das damas ali presentes, possuía uma aura muito pura e intrigante, que rapidamente encantou o rapaz. Mas Luciel resolveu andar mais, e observar mais.
Eis que surge a primeira donzela de Istambul. Ela tinha estatura baixa, e um sorriso muito belo. Quando perceberam, os dois já estavam conversando, e após algum tempo, tocando-se, beijando-se. Mal sabia Luciel que a primeira donzela pertenceria futuramente ao seu amigo Schneider, assim como muitas outras donzelas e princesas da região.
A musica, o álcool, as mulheres, a diversão! Tudo aquilo encheu rapidamente a alma de Luciel, como se transformasse vácuo em matéria. (é pra isso que viemos? Por que temos sempre de ser só o vácuo? Você é como eu? Quem é você?).
Andando sozinho novamente, Luciel, já bem alterado pelo consumo de álcool, sabia que não podia sair daquele evento sem falar de novo com Raica. Schneider, já percebendo a situação, foi obrigado a intervir. “Nem pense nisso! Esta dama pertence ao Duque Henry!”
Luciel teria provocado a ira do Duque. Agora temos dois lados. Seus olhares mais pareciam rifles a ponto de disparar, e ao sair da festa, já carregado por seus dois companheiros, Luciel, em um ato inconsciente, foca todo seu desencanto em um gesto de indignação. Seria esse o seu rival em Istambul?
Luciel acorda no dia seguinte, com as marcantes palavras na cabeça: “Diversão é solução sim. Diversão é solução pra mim!”
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Se a pressa é a inimiga da perfeição, sem dúvida o orgulho é um dos maiores inimigos do...
"Pára de tentar gravar essa porra, webcam!" - Realmente, perdia meu tempo, mas continuei tranquilo tentando. Foi quando me disseram "Falta emoção", que eu vi a verdade. E isso me deixou irritado, confundi o real motivo da irritação de início. Afinal eu sei o que eu to fazendo muito bem, e como eu tenho de fazer, ora bolas, que desaforo alguém vir me falar isso. Mas eu estava me enganando... Eu sei bem, sim, e no fundo sabia que não ia dar certo. Não é pelo microfone não, talvez pela falta de treino... E com muitas tentativas eu poderia talvez gravar uma vez sortuda e sair excepcionalmente bem...
Não é pela falta de treino não.
Me mostrou a verdade: não ia dar certo, porque não tem emoção, e não tem emoção por 2 motivos. Um é o tema do meu próximo post nesse blog. E o outro, é porque cantar é algo expressivo demais para mim, de maneira que fazê-lo expelindo verdadeiros amontoados de merda seria uma ignomínia impensada e auto-flagelo mental. Até anti-ético, quer dizer, pega mal. Não digo que são todas elas, mas essa é. E todas as outras tem alguma merda que fode com tudo. Ainda bem que não tenho que encarar uma reflexão que nem essa... No vosso lugar estaria deprimido só de tê-lo de fazer. Apesar disso, pude descobrir que o som sem dentes e língua sai muito melhor sozinho. Livre.
O futuro é bom, é só abrir os olhos. Que saem muito melhor, até com bocas, 1 3 4 5 9 10 11, e 12 Vision Divine. Totalmente ajustes, obviamente excluídas as sem salvação... Somando às novas, surge a luz da verdade, e não um mero adjetivo. Quem sabe até outro futuro venha, mundialmente simétrico às porradas que a língua dá no dente, ou não dá... Só depende da sorte, do destino. E eu terei paciência dessa vez.
"A linda e ondulante lua na superfície da água
suavemente refletindo na pele cansada de nadar..."
um adjetivo.
Ao som de: Elenion, Silent Force, L'arc~en~ciel...
terça-feira, 17 de junho de 2008
Dream Evil - The Mirror (adequadamente farofa)
Mirror, mirror on the wall
I'm on my way to loose control
You blind me with your beauty
The reflections makes me high
Will my spirit for ever die
If i break the reflected eye
This magic that you show me
make me look forever young
immortalized on the outside
but rotten deep inside
Mirror, mirror.... Look at me
Mirror, mirror
Who is that man, that staring back at me
Precious, precious save my soul
My skin looks hot though my heart is cold
I want to live my life in silence
I want to live my life in peace
Who is that man, that looks back at me
Mirror, mirror... Look at me
Mirror, mirror... Set me free
Mirror, mirror... Look at me
Mirror, mirror...
Tell me who's that man, that staring back at me
quarta-feira, 4 de junho de 2008
O acontecido ao tempo foi tornando-se rotina. Luciel talvez nunca teria conhecido pessoas tão interessantes, e ao mesmo tempo tão incomuns e estranhas. Os quatro logo se aproximaram de forma surpreendente, como se houvesse uma reação química entre suas mentes. Seria inevitável que se tornassem grandes amigos. De onde saíram pessoas tão carismáticas e agradáveis?
Istambul é um lugar repleto de mulheres bonitas, talvez mais do que qualquer outro que se tenha notícia. Em um lugar assim os jovens têm estímulos a mais para sair de suas casas, passearem, conhecer gente nova e encher os olhos de tantas belezas naturais. Assim, os quatro jovens, quase que como cavaleiros, juntos em combate, tornaram essa união cada vez mais forte. Nunca saíam sozinhos, pois um tinha ao outro, sempre prontos para ajudarem-se quando necessário.
Cada um deles tinha características muito peculiares, mas ambos tinham um forte apreço pela música, fato que unia ainda mais todos eles.
Kenji era um rapaz quieto, sempre sóbrio, mas que adorava levar as coisas para um lado descontraído, com seus trocadilhos e gírias incomuns para a época. Muito estudioso e portador de grande ciência, sempre surpreendia a todos com suas teorias e seu código de ética. Um honorável samurai.
Schneider, um dos sujeitos mais agradáveis da face da Terra. Possuidor do dom da conquista, desenvolvia técnicas infalíveis para se aproximar das lindas damas de Istambul. Estava sempre sorrindo e espalhava a alegria e felicidade para todos aqueles que o rodeavam. Impossível alguém não gostar de uma pessoa como ele.
O tempo havia se passado, e Luciel continuava a usar o poder da pedra. Ele precisava ver essas pessoas. Ora, que graça teria ficar em Isla sem nada ver, enquanto pessoas tão agradáveis o aguardavam do outro lado? Luciel sabia que em Istambul, sempre haveria dois fiéis companheiros o esperando para mais uma jornada. E assim, estranhos tornaram-se muito mais que companheiros, mas irmãos de alma. Até que Samael e Schneider chamaram Luciel para ir à uma festa, na casa de uma de suas amigas. Este fato vai mudar pra sempre o curso dessa estória.
sábado, 31 de maio de 2008
Anteontem fiz o post mais bobo que eu já podia ter feito aqui no blog.
É que simplesmente há vezes não há o que dizer, apesar da vontade de falar. E o que vem a ser dito pode ser uma besteira qualquer. Sou pregiçoso às vezes. Cansa ficar sem se comunicar. Então fale qualquer coisa, é só não ofender ninguém, e normalmente melhora um pouco. Deixei de lado aquela formalidade e postei algo bem infantil até.
Eu to devendo já há um bom tempo de dizer coisas aqui. Umas eu desisti de dizer, porque eram do tipo que não valia tanto apena ser dito, apesar de ser algo importante e que ajudaria a compreensão de certos fatos. Outras por pura preguiça mesmo, porque normalmente minhas idéias só ficam aqui, pra quê perder tempo...
Minhas idéias são inúteis até onde eu sei. Não me lembro de haver reconhecimento delas. Pelo menos não tanto como eu tenho. Entretanto acho que é por falta de entendimento delas, ou falta de interesse mesmo. Não culpo ninguém não, não é uma crítica isso, nada disso. É que eu gosto de discutir algumas idéias, mas não tenho muito com quem discutir algumas delas, então posto aqui pra ver se alguém vê, e ninguém vê porra nenhuma, fazer o quê. Ou pensam "lá vai o altista revoltado sem causa de novo..."
É tudo uma besteira qualquer, se não é útil. Se não dá dinheiro, não dá buceta, nem poder, direta ou indiretamente. Esse é o problema das coisas puras... Generalizar pode tirar o ângulo de visão que alguém poderia precisar, para achar aplicação de alguam idéia. As coisas aplicadas são mais interessantes em geral. Muito interessantes pra uns, completamente inúteis pra outros.
Um brinde a isso, vou dar um exemplo: meu avô me perguntou semana passada o que era o google, eu disse bem, é um motor de busca. Ele não entendeu nada. Eu disse então, é um site no qual se procura coisas. Ele continuou achando meio inútil. Aí eu digitei boobs e dei enter. Ele entendeu.
Antigamente, quando eu era mais novo, eu tinha certeza que eu não era desse mundo. Caí nessa merda por acidente. Esqueci disso quando me apaixonei. Eu tinha um monte de idéia, gostava disso, mas ninguém entendia nada, odiava isso. Comecei a esquecer as idéias que eu tinha. Continuo tendo elas, e continuam não entendendo, e não sei se estou começando a esquecer mais rápido delas.
Mas nem tudo é tão ruim assim. Alguns sábios entendem, inclusive têm idéias fodas também. Com um desses, eu aprendi o que, na verdade, pode complicar suas idéias de serem entendidas. Ah, humanidade idiota. Sim, humanidade idiota! Não sei exatamente desde quando inventaram que tínhamos de criar imbecis. Que aprender é sinônimo de ser ensinado, ou que experiência é sinônimo de aprendizado. Que leis são desculpas para não fazer o que é certo. De tudo o que limita o ser humano...
O pior pavor de uma criança de um ano e meio deve ser a incompreensão. Claro, todos sabem falar menos ela. A criança aprende desde cedo que se não for como os outros se fode, começando por aí(aprender a falar a língua do homem na marra). No final das contas, se você for parar pra apenas tentar lembrar e inumerar quantar vezes aprendeu algo na marra, e identificar quais casos poderiam ser resultado de uma criação que por padrão induz ao confirmismo, poderá ficar chocado.
Lamentavelmente, não só chocado como também revoltado, por não poder fazer nada. Saber da verdade genérica e sóbria é infelizmente um fardo muitas vezes, por isso tanta gente quis voltar à matrix. Às vezes chego a achar que o ser humano é ruim mesmo. Todo conhecimento sobre o si próprio que adquire profundidade é terrível. Ou não.
Como já dizia um sábio: "Virar-se ao avesso é algo arriscado. Encarar a verdade por trás das verdades pode ser doloroso. Pode ser lindo. Depende do quanto você quer isso. Conhece a ti próprio."
Bem como uma boa besteira deve ser engraçada pra ter pelo menos um propósito de existência, finalizo aqui com o humor mínimo que eu ainda mantenho por hoje.
"Gemeram, se moveram, e depois se reergueram,
Sem falar, sem olhar,
Mesmo em sonho, era estranho ver tanto homem
Do chão se levantar."
- Samuel Taylor Coleridge,
"A Balada do Velho Marinheiro"
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Saudade do que já foi, do que está indo, e do que nunca vai voltar.
Saudade do que vai.
Daquele que cruza o oceano até o outro lado do mundo.
Daquele irmão que agora está prestes a me dar um sobrinho.
Daquele humor infinito, que está tendo seu lugar tomado pelas preocupações de um adulto, pouco a pouco.
Daquela capacidade incrível de regeneração.
Saudade do que já foi.
Daquelas dias de sol nos clubes.
Daquela ansiedade que dava na véspera de natal, com a vontade de abrir o presente.
Daquelas músicas de traduções escalafobéticas de abertura dos seriados japoneses.
Daquelas festas onde tudo podia acontecer e o entusiasmo não acabava.
Daquelas tardes e noites regadas a rpg e pizza.
Daquelas noites onde o violão prendia atenção e induzia ao transe por uns momentos.
Daquele sinal em lá maior anunciando a hora do truco.
Da humildade.
Saudade do que nunca vai voltar.
Do que não pude fazer, mas sei que se tivesse feito teria sido foda.
A pior de todas: da incerteza do futuro, sem igual, no qual se podia depositar esperança.
Saudade de não ter tanta saudade.
Saudade de ser criança.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Foda-se, não entro mais em site que contém vírus já faz tempo!
Vou escrever sobre o meu computador hoje, falando nisso. Se você, leitor, chegou até aqui, aposto que saberia o que querem dizer os termos sobre informática que uso. Usei termos que facilitam a compreensão.
Estava procurando outro dia em meu disco, e percebi que faltam alguns arquivos, quer dizer, não faltam, eu lembrei de quando eles estavam ali.
Eles eu deletei ou porque era necessário desocupar espaço no hd, ou porque estavam corrompidos ou eram inúteis, desinstalei um baita programa que pesava meu hd e já não me agradava há bastante tempo, vivia dando erro.
Tudo bem que o usuário uma vez ou outra errava em sua operação, mas acontece. Tentei inclusive ir no site do desenvolvedor dar queixa de alguns bugs, e ele me disse que o programa opera assim mesmo, se não gostou dane-se. Bem, eu aguentei até onde deu com ele e finalmente desinstalei. Eu respeito perfeitamente, pois tem gente que não se incomoda tanto com certos bugs, no entanto, já eu não acho que preciso disso pra minha vida.
Nesse meio tempo, inclusive, tentaram me convencer por um acaso do destino de que o edonkey2000 é uma merda, que ele traz vírus, que ele usa seus servers pra Manipular a Internet, enfim um monte de besteira que eu nunca tinha visto acontecer(nunca peguei vírus no eMule), mas fazer o que, foi que nem na minha prova do IME de matemática, acreditei em boatos. Boatos de que a prova viria difícil pra cacete, grande Erro, fui estudar Geometria Espacial(que tem teoria pra cacete)... Voltando, me sugeriram ficar um tempo sem usar o eMule/ed2k, e uns dias depois vejo que está todo mundo usando normalmente o tal eMule, como se nada tivesse acontecido.
Resultado: perdi vários pontos com o server, minha taxa de download ficou baixinha, e os outros noobs não sei o que houve, se eles voltaram a usar o emule antes, ou se foi que nem aconteceu comigo. Só sei que chega a ser engraçado o que disseram pro servidor, como se eu tivesse sido o sujeito que tivesse espalhado o vírus através de um fórum inclusive, como se o vírus não tivesse sido criado por eles. Mas tá tudo bem, no final das contas todo mundo quer ter acesso a filme pornô de graça no emule, e altas Noites de Putaria, e todo mundo quer também tirar o seu da reta. Não me sinto nada ofendido por ninguém afinal eu fui na deles e errei junto, num adianta nada chorar no emule desligado, e acima de tudo a verdade prevalece... uma hora ou outra. A verdade é que o admin do server é generoso e dá a chance para usuários arrependidos de terem um dia testado usar a porra do limewire no lugar, pra mim é o que mais importa.
Meu computador anda bem mais rápido agora, na verdade. Depois que eu desinstalei o programa pesado, tá voando a máquina, impressionante. Continuo usando a skin do mac osx, mas apesar disso é completamente visível que é o windows xp. Apesar disso tem gente que insiste em forçar a barra, dizendo que ela tem spyware escondido, que ela é a minha maneira de enganar os outros sobre meu sistema, que isso e aquilo, quando nunca nem usou uma skin parecida na vida. Ao invés disso fica alternando a cada 2 meses o tema do windows básico. Obviamente quem conhece o mínimo sabe que um sistema operacional não se julga pela aparência, é preciso conhecê-lo por dentro.
Bem, pra compila esse texto quem quiser entender, usa o GCC+, porque o Borland pode dar algum bug dizendo pra você atualizar sua versão, mas na verdade o programa não se atualiza.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
O Mundo de Illuvatar encontra-se mais decadente do que nunca. Em meio a tantas discussões, eis que em meu universo particular, redescubro novamente a dor da perda.
Toda relação é feita de altos e baixos. Nos conhecemos ha algum tempo. Você não era provida de tanta beleza, e eu, um inexperiente. Não nos dávamos muito bem. Eu nunca pedi esse tipo de companhia (acabei sendo obrigado, na verdade), demorei para te aceitar. Sempre muito complicada, retrógrada, devería me ajudar, mas só me atrasava. Demorei um bom tempo, mas acabei aprendendo a lidar com você, descobri novos meios para chegar onde queria. Fomos amigos.
Relações são assim: seu parceiro nunca vai ser perfeito, assim como você, que deve se esforçar para aceitar seus defeitos e diferenças. Seu parceiro pode ser cabeça-dura, obsoleto, um ogro, aparentemente inútil a primeira vista. Mas lembre-se, nas horas difíceis é com ele que você poderá contar. E lá ele estará, de braços abertos.
E eu jamais esquecerei. De nossas Dificuldades. Do seu visual, "anos 90" demais pra mim. De nossas superações. Da maneira que um modificou o outro. Da sua voz estridente de mulher chata me acordando toda manhã, que mesmo sendo chata se preocupava com meus horários. De como nos conhecemos (apenas).
Agora, grande amiga, é hora de dizer adeus. Mas onde quer que esteja, saiba que descobri uma coisa: as máquinas não só podem dançar, como também significar muito para alguém.
Algumas amizades são assim, seu fim é imposto pela ordem natural das coisas, motivos de força maior. Irreversível. Outras, precisam de um pouco mais de compreensão, pois amizades nunca terminam, apenas renovam-se. Que seja dado tempo ao tempo, e à nossa sabedoria, por mais estúpida que seja.
Ouvindo: Temple Of The Dog - Say Hello 2 Heaven
domingo, 11 de maio de 2008
Aprendi que pessoas podem ser muito mais pretensiosas que você imagina. E o título do post de hoje traduz tudo o que essa atitude merece.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Ingredientes:
aipo: 1
alho: 2 dentes
cebola: 2
cenoura: 2
cerveja: 1 litro
farinha: 2 colheres de sopa
manteiga: 50 gr
pimenta: a gosto
sal: a gosto
Preparação:
Pele as cebolas, raspe as cenouras, limpe o aipo e pique tudo. Aqueça a manteiga numa panela, junte os legumes e deixe refogar. Polvilhe com farinha e deixe dourar, mexendo continuamente. Acrescente o alho e a cerveja, tempere com sal e pimenta e deixe cozinhar em lume brando durante cerca de 1 hora. Está pronta!
Rendimento: 4 pessoas, 1h 15min de preparo.
Benkyoo, benkyoo, benkyo!
Aprendi umas coisas esses últimos tempos com a mente mais livre. Dizem que a cabeça só funciona relaxada, e o aprendizado passa a ser conhecimento durante o processo de sono. Parece até que pode ser que você tenha tido uma aula há uma ou duas semanas atrás e só venha a aprender de fato revisando amanhã.
Cada aprendizado daí se refere a algumas pessoas do meu círculo, e não só a uma.
Aprendi Que é errado trair os amigos mais próximos, só para seguir um bando de idiotas. Mesmo que estes idiotas sejam seus próprios amigos mais próximos.
Aprendi que quando dá tudo certo em uma amizade, quando alguém nunca erra com você... Deve-se assumir que a pessoa considera você de verdade, e zela pela sua amizade. Isso nunca deveria ser motivo pra se desconfiar da pessoa estar planejando contra você, por estar "certinho demais".
Aprendi que quando você entra para fazer uma sacanagem com alguém, sem ter um motivo real para si, isto é, acreditando nos motivos de outros, você é quem vai sair o mais ferrado provavelmente. E que se essa pessoa for no final das contas o seu amigo de verdade, você vai se arrepender pra sempre.
Aprendi a não ter mais tantas esperanças nos outros. Ainda estou aprendendo.
Aprendi que é errando que se confirma o aprendizado(e não que se aprende)... porque o bom-senso nos diz o que certo na verdade... podemos errar se não possuirmos ele ou se contra ele teimarmos.
Aprendi o tempo é injusto com quem não o usa direito... Ele pode curar ou ferir mortalmente. E que aprender a usar o tempo corretamente é difícil, mas extremamente necessário.
Aprendi que uma das melhores coisas a se fazer a fim de escapar da depressão é dar um tempo para si mesmo, e parar pra produzir uma coisa qualquer, boba ou profunda. Desde que seja sua. Tem coisas que não podem ser desabafadas com palavras simplesmente, às vezes. Ervaring-X.
Aprendi que falar coisas da boca pra fora, ou falar coisas sem explicá-las pra qualquer imbecil entender, não pode no blog. Tá, mas quem não viaja as vezes?
Aprendi que a mente pode te anestesiar quando você precisa... O problema é que ela pode compensar isso de formas horríveis.
Aprendi que é errado conceder a uma pessoa só o motivo de sua existência e transformá-la em uma Deusa, visto que somos todos iguais.
Aprendi que há razões mais fortes que a vida para suportar certas coisas, e que poucas pessoas vão sequer chegar a conhecê-las.
Aprendi que há coisas que não se devem questionar, pois não podem ser provados... Como a existência de deus, o sentido da vida, se existe destino ou não, cada pessoa toma pra si qual explicação que melhor lhe convém e respeita as diferentes idéias das outras.
Aprendi que quando se joga uma pedra no joelho de alguém, não se deve dizer "oh, não doeu tanto assim!", pois não é o seu joelho.
Aprendi que as pessoas mudam, e estranhamente isso se relaciona com a lei da física do ponto de referência: pra quem está de dentro do trem, quem anda é a terra.
Aprendi que dar valor a si mesmo é importante, portanto ter uma teoria meio falha mas autêntica é melhor que ter uma teoria falha que qualquer um tem.
Aprendi que as pessoas frequentemente colocam causas como se fossem consequências.
Aprendi que é incrível como as pessoas podem se satisfazer com explicações impensadas e até fúteis para várias coisas.
Aprendi que existem pessoas que não possuem ocupações interessantes(mas nem por isso menos importantes), e acabam tomando pra si preocupações que fazem respeito a outros.
Aprendi que existem pessoas que freqüentemente cometem babaquices para poder chamar atenção.
Aprendi que pessoas podem ter rostos feitos de madeira, mentirosos podem lhe chamá-lo de mentiroso, e invejosos podem te chamar de invejoso, etc. E no final, acaba que ninguém decide quem é o réu da história... Tem de haver um acerto de contas pessoal...
Enfim... Aprendi que as pessoas freqüentemente falam do que não sabem. Bem, isso eu já aprendi faz tempo na verdade.
Aprendi que algumas pessoas temos de ter paciência, e outras já não vale apena.
Aprendi que não se pode ser o único a se esforçar, do contrário o esforço é em vão.
Apesar disso, temos que nos esforçar assim mesmo, do contrário a culpa pode sobrar pra você também.
Aprendi que quando você não prova algo que diz a alguém, e entra em depressão, a pessoa pode ligar uma coisa à outra bizarramente, e querer sair dizendo Que na verdade ele não sabe nem metade do que se arroga saber e que esse é o motivo de sua depressão. Mesmo a pessoa já não sendo seu amigo mais próximo, você não tendo obrigação nem paciência pra provar nada, e essa pessoa não sendo seu psicólogo nem seu colega de Big Brother Brasil.
Aprendi que pessoas podem vir querendo lhe dizer que você se esconde atrás de idéias para não mostrar sua verdadeira face. Apesar disso essas pessoas podem se esconder atrás até de personagens.
Aprendi que anos de convivência podem lhe impedir de ver a verdadeira face de algumas pessoas, por incrível que pareça. E que às vezes você pode enxergá-la numa hora qualquer, e perceber que sua amizade com ela não tem mais graça, que você poderia encontrar uma pessoa dessa na rua um dia desses e se viesse a conhecê-la, nunca seria amigo dela.
As pessoas mudam, e se uma vez elas se tornam diferentes demais para conviver a uma distância próxima da que havia antes, é melhor se afastar. Chega uma hora que depois de tantos desaforos e respostas mal-criadas, decepções, que você só consigue enxergar os defeitos da sua amizade, os defeitos da outra pessoa... E aí é que começa a faltar respeito, a compreensão já é memória remota e... e quando isso acontece... Talvez quem saiba uns tempos depois você possa reencontrar a pessoa num bar e conversar como se fosse um conhecido de muito tempo atrás, tempo o suficiente pra esquecer as mágoas e tudo aquilo que não presta que foi feito.
Espero que sonhe com os anjos e reflita também.
Ao som de "Heavenly - Vivid colors", "Opeth - Isolation Years", "Angra - Late Redemption", "Alter Bridge - Open Your Eyes".
quarta-feira, 30 de abril de 2008
A pétala mais delicada de uma linda flor
A luz do Sol, de manhã, aquecendo meu rosto
Traz-me alegria, traz-me vida.
Seu sorriso discreto e sincero
Muda a cor de minha alma
Traz-me paz, traz-me esperança.
Seu olhar de mista inocência e sabedoria
Loucura de enxergar-me em outro corpo
e ver em nós dois um só
Ilusão em que me perco.
Não posso mais viver sem me arriscar
Saber que perdi a mim mesmo.
Reocupar minha mente será em vão
Meus pensamentos já não podem mais me obedecer
Pois quando penso em alguém, é facil de se prever
Que eu estou certamente pensando em você.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Pensando em quantas pessoas têm se interessado ultimamente sobre o universo Alternativo e seus componentes, desenvolvi um mini-tutorial para que vocês possam tentar ser alternativos um dia.
- Evite coisas radiofônicas, opte por artistas islandeses, romenos ou búlgaros. De preferência ainda desconhecidos.
- A coisa mais próxima da música brasileira que um alternativo pode ouvir é U.D.R.
- Adidas é coisa do passado. A moda alternativa agora é Puma (moda alternativa... como assim?).
- All Star, nem pensar.
- Alternativos nunca andam de ônibus, apenas de van: o transporte mais alternativo de todos. Dê preferência às Kombi.
- Se sua cidade não possuir um sistema de transporte alternativo, compre um Mini Cooper. Se não tiver dinheiro para tal, ande a pé.
- O alternativo que se interessa por informática só usa aparatos da Apple.
- Tiopês é indie demais para ser falado por um alternativo. Nunca tente isso.
- Indie não passa de um emo descolado que nunca vai ser Alternativo.
- Alternativos não perdem tempo vendo TV ou escrevendo em blogs.
- Compre vinil. CDs e DVDs são muito mainstream.
- Filmes hollywoodianos são um meio banal de arrecadar fundos para empresas capitalistas, usando efeitos especiais idiotas e um storyline infantilóide. Passe a ver filmes do Almodóvar, ou qualquer diretor europeu que não seja muito famoso.
- Coldplay é pop, entenda isso de uma vez por todas.
- Alternativos nunca botam mais de 6 fotos no Orkut. Também evita-se ter mais de 32 comunidades e 128 amigos.
- Nunca diga que se é alternativo, por que se dizer alternativo é mainstreamizar o underground!
- Reúna-se com seus amigos em lugares decadentes para fumar cigarro e falar da política estrangeira, maconha e política nacional é muito moda...e as vezes muito reggae também!
- Comprar calças 5 vezes menor o seu tamanho e camisas coladinhas é inadmissível, ou seja, jogue suas roupas de indie/emuxo fora, e use coisas do seu pai gordo e feio, por que largo = ghetto e ghetto é muito last week, logo, é super tendência alterna!
- Compre uma fazenda no sul dos EUA, e vire fan de E o Vento Levou. Ter uma cobra e ver Laranja mecânica é coisa de bicha sem estilo.
- Falar inglês é se auto intitular indie-emo-fromUK-homossexual-mainstream! Você fala Tupi a partir de agora! (Qualquer duvida, fale com Kdalho!)
- Você reclama das cidades do interior, por serem copias mal feitas das cidades grandes, e reclama das cidades grandes por serem chatas e paradonas, diferentemente das capitais estrangeiras, e essas são ruins por serem longe.
- Lembrem-se, alternativos são descolados demais para sair lendo qualquer tutorial da internet.
Espero que eu tenha os ajudado! Sayonara!
Ps.: Caso surjam dúvidas, não me envie e-mails. Não é nem um pouco alternativo perder tempo lendo cartinhas virtuais.
Ouvindo: Sigur Rós - Viðrar Vel Til Loftárása
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Construir uma armadura para o mundo, durante 20 anos. Será que vale a pena, se o mundo pode quebra-la a qualquer hora com seu martelo gigante? Quanto mais forte, o ser humano percebe o quanto é vulnerável. Desde pequeno, ouço que para ser "alguém" na vida, devemos possuir um diferencial. "Se todos forem cinza, você TEM de ser azul." Apesar de não ter sido criado dessa maneira, hoje em dia eu consigo perceber o quanto eu fui azul a minha vida toda, e o quanto isso é horrível ao meu ver. É como se todos os olhos do mundo estivessem voltados para você, te condenando como se você fosse o verme mais inútil de todos. Não há como esconder, pois os boatos atravessam qualquer tipo de parede.
Eu definitivamente sou azul, no meio de 1 milhão de pessoas cinzas. Talvez, o que a sociedade sempre sonhou, tornou-se meu pior pesadelo.
Antes, era apenas uma questão de paciência. Hoje, uma questão de resistência. Quanto a isso, a única frase que pulsa em minha mente: eu não agüento mais.
Ao som de Tomahawk - Red Fox
quinta-feira, 6 de março de 2008
Realidade não é o que se vê, é o que se crê. Nossa realidade é baseada nas coisas que estamos acostumados a ouvir desde que nascemos. As regras da sociedade, os sentimentos, a divindade regente. O conceito de realidade tem de ser sempre tão homogêneo, ou será que trata-se de algo mais frágil do que aparenta ser?
1702, Saint-German. Um lugar como a maioria dos outros: muitos problemas, milhares de habitantes, e a onipresente correria da cidade grande. É lá onde encontramos Luciel, um garoto de uns 20 anos, de aparência pálida e altura mediana.
Luciel sempre viveu em Saint-German, e lá construiu seu mundo. Seus amigos, atividades, estudos, horas de lazer... Até que um simples pensamento fez o chão da cidade rachar. Talvez, tudo que Luciel conhecia fosse apenas uma mentira. Foi quando ele deu conta de si, Saint-German já estava a quilômetros de distancia, e o garoto se encontrou sobre um pequeno pedaço de chão flutuante, chamado Isla de Solitudine. Sozinho, Luciel não tinha o que fazer, a não ser esperar por algo que o ajudasse.
Uma voz ecoa no céu. Eis que surge a imagem de Samael, seu primo, nascido e criado nas terras do Oeste. “Levanta-te, Luciel!”. Este lhe diz que agora vive em Istambul, uma cidade situada em um universo paralelo a este. Num ato de fraternidade, Samael lhe entrega um artefato raríssimo, a Pedra de Istambul, e lhe diz em voz alta: “guarde consigo esta pedra, ela tem um poder único! Uma vez por semana, você poderá usa-la para chegar
Após tanto tempo, Luciel havia se acostumado com sua vida
Em um piscar de olhos, Luciel acorda em Istambul... e qual é a graça desse lugar? Não é tão diferente de Saint-German.
Samael reconhece o primo de longe, e com alegria diz: “Venha, mostrar-te-ei dois sujeitos incríveis, tenho certeza que será de seu interesse!”. Assim surgem dois garotos; Kenji, um rapaz de feições atípicas e um semblante que espelha harmonia e simplicidade em pequenos gestos; e o outro, chamado Schneider, um jovem de cabelos dourados e sorriso quase que perpétuo estampado em seu rosto.
Luciel está prestes a conhecer um mundo totalmente novo, e sua vida nunca mais será a mesma.
sábado, 1 de março de 2008
Vou precisar citar uma passagem da Teoria do sofrimnto primário:
" Citação:
Ouvi dizer em algum lugar que o sofrimento é necessário ao ser humano.
Alguns tentaram explicar usando as teorias do Karma e Reencarnação, como uma espécie de punição/recompensa ou até mesmo designação de tarefas prevendo resultados evolutivos.
Porém eu acabei por discordar dessa idéia, em sua confecção, pois existe a necessidade de um julgamento para isso. Não é um processo digno de ser mecanicamente Natural, na verdade é necessária a razão de algum ser(deus por exemplo) - o que resultaria numa espécie de tentativa de equilíbrio forçado. Porém como eu disse em um post anterior se eu não me engano, o mais provável é que a função de um de um deus seria Desequilibrar, pois é isso que move o mundo. Chegamos num deus que faz exatamente o contrário de sua função, o que é um absurdo, pois usamos a teoria do equilíbrio na hipótese. "
Agora, imaginando Matrix. Foi um mundo criado pelas máquinas, feito de programas, etc... Tudo exato. A complexidade dele faria ele ser inexato dentro dele mesmo.
Quando o escolhido pergunta ao oráculo qual era a função do arquiteto, ela responde: "equilibrar a equação". E aí, ele pergunta ao próprio oráculo qual seria sua função. E ela responde "Minha função? Desequilibrá-la."
Como eu disse ai em cima, teoricamente é o desequilíbrio gerado pelo oráculo que mantém o mundo ativo. Mas foi o arquiteto que criou a matrix. Aplicando valores, chegamos num dilema:
Deus criou o mundo ou o mundo (em sua necessidade) criou um deus a partir de si mesmo?
Tomando o contexto do Matrix, podemos interpretar que o Oráculo, apesar de poderoso, é um programa ainda assim. Isto é, sua existência é presa à existência do sistema, uma vez que ele tenha sido criado com um propósito, mesmo que seja o propósito mais importante de todos(desequilibrar). Acontece que uma das definições de deus mais primárias é de "criador". Então, o arquiteto então seria deus(lembrando que ele é uma personificação do próprio sistema)? Deus reequilibraria? Mas ora, para o mundo ter começado a funcionar, deus teria de ter desequilibrado então, contrariando seu propósito... Não, ele teria criado aquele que desequilibra...
Refazendo a bíblia, antes, deus disse "Conservai a energia". E ele viu que se continuasse assim, o universo não andava para lugar nenhum, pois toda vez que se restaurava a energia novamente vinha o equilíbrio e estagnava tudo, de maneira que por falta de propósitos de existência o sistema começava a se auto-limpar. Então ele fez um upgrade no sistema e nas versões posteriores adcionou ao mandamento um pedaço, constando agora lá nas leis da física "Conservai a energia e aumentai a entropia".
Que diabos eu quis dizer com isso: existe um agente influenciador externo, como que uma terceira variável, que faz tanto agentes desequilibrantes como resultantes reequilibrantes influírem pequenas margens de erro a mais na hora de agirem. Isso faz com que a balança tenha cada vez mais massa dos 2 lados: comaça com 1kg e nenhum do outro lado. Aí põe 1,1kg do outro lado, e em resposta, ele poe 0,7kg do outro lado, e em resposta ele poe do outro lado 3kg... e assim por diante. Quando for ver, tem 10 toneladas de um lado e 11 do outro.
Vivemos, então, de produzir desequilíbrio na tentativa de reestabelecer o próprio equilíbrio. Logo, quanto ao arquiteto e à oráculo, são fruto da adaptação natural: um não pode ter criado ao outro - Gaia, na sua tentativa de viver e evoluir, adaptou-se. Se existe algum tipo de deus, creio que não seja diretor ou ator principal. Nós somos ele e ele é o mundo: aproveite-o.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Hoje caiu a minha máscara, a máscara que eu carrego desde que eu comecei sair do círculo familiar para o círculo social, fruto de minhas inseguranças e de minha tentativa desesperada de rapidamente me tornar alguma coisa que eu não era, coisa típica de minha real personalidade, visto que não gosto muito de esperar pela realização de meus objetivos e por isso acabo por pular uma série de etapas, algumas delas necessárias para o crescimento individual do caráter e da personalidade do ser humano, e resultando também num ciclo vicioso que sustentei até agora.
Ao mesmo tempo que me sobrou imaginação para arquitetar histórias mirabolantes e fatos absurdos no intuito de moldar uma imagem sólida de vivência e ser aceito num grupo social, me faltou inteligência para enxergar que isso não ia me fazer atingir tal objetivo, muito menos ia fazer com que as pessoas mais próximas acreditassem nisso, muito pelo contrário, era dado cada vez menos crédito a minha pessoa, o que acabava por interferir de forma negativa no relacionamento do dia-a-dia e contribuir para o desgaste da confiança, que é essencial para todo e qualquer tipo de relacionamento. Confesso que demorei pra muito pra aceitar essa situação e resolver mudar, fui muito comodista ao fantasiar que tudo estava muito bem e que um dia eu ia conseguir ser tudo isso que eu falava que era, mesmo sabendo que não estava tudo bem e que eu não era nem seria isso... foi preciso que meus amigos me mostrassem o quão errado eu estava, e graças a tal fato pude enxergar que estou cercado por pessoas especiais, que se importam não com o que eu faço, e sim com o que eu sou, com a minha essência, e isso é o que importa pra elas, pude constatar que existem pessoas que se preocupam comigo independente do que houver, e isso me fez me sentir muito melhor, me fez ver que não é mais necessário fantasiar nem pintar algo que não sou...me sinto livre, o peso de minha máscara não me incomoda mais, e isso é realmente um alívio para quem vivia com o peso de saber que o que você era, na verdade não passava de palavras ao vento sem nenhum valor concreto... Agora estou começando a me dar mais valor, a ver que sou melhor do que eu dizia que era e que não sou pior do que ninguém por causa disso. Começo a ter algo que eu sempre criticava de ausência nas pessoas, amor próprio, e também a noção de que antes de criticar e apontar para alguém eu tenho que parar e olhar para mim mesmo...
Não serei hipócrita ao ponto de dizer que depois do que aconteceu eu sou uma nova pessoa e que tudo mudou, não, o que posso garantir é que meus olhos estão abertos e minha vontade de caminhar para uma melhora interior foi iniciada, o fogo que antes me queimava, agora vai servir de combustível para acender a minha vontade de consolidar a minha personalidade e vencer meus medos. Sei que será muito difícil me olhar no espelho e ver minha verdadeira face, vai levar um certo tempo para me acostumar com ela, mas de fato é muito melhor do mergulhar num poço sem fundo no qual eu estava entrando, se não tivessem me dado a mão para sair dele acho que ficaria lá por muito mais tempo, e graças a isso sou grato a essas pessoas, que agora tenho certeza de que posso chamar de amigos.
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Decidi tirar um pouco da poeira que vem se acumulando aqui desde que o Don Juan aux Enfers saiu. Um abraço e força no seu novo blog irmão.
***Leiam os posts desse blog à noite preferencialmente(onde a mente é mais livre)***
É como diz aquele ditado: Mentes pequenas só discutem pessoas, mentes grandes já discutem situações, mentes geniais já discutem idéias. Por isso, como sempre tento fazer meu post ser sobre uma idéia.
Idéia a qual eu tive em búzios e o momento em que sua nitidez me veio, junto também vieram acontecimentos desagradáveis, me causando um certo medo supersticioso dela. Mas lembrei que temer uma idéia geral é a maior causa dos fracassos do homem*. Deve
ser pior ainda quando se trata das idéias que você próprio produz. Portanto decidi escrever antes tarde do que nunca.
* Para que essa frase não fique tão abstrata, um exemplo bobo é um garoto de 14 anos com medo de "chegar" em uma garota - pior ainda se ele carrega a 'idéia de rejeição' pelo resto da vida *
Indo então à idéia. Suponha que a Teoria do Equilíbrio seja verdade.
Ouvi dizer em algum lugar que o sofrimento é necessário ao ser humano.
Alguns tentaram explicar usando as teorias do Karma e Reencarnação, como uma espécie de punição/recompensa ou até mesmo designação de tarefas prevendo resultados evolutivos.
Porém eu acabei por discordar dessa idéia, em sua confecção, pois existe a necessidade de um julgamento para isso. Não é um processo digno de ser mecanicamente Natural, na verdade é necessária a razão de algum ser(deus por exemplo) - o que resultaria numa espécie de tentativa de equilíbrio forçado. Porém como eu disse em um post anterior se eu não me engano, o mais provável é que a função de um deus seria Desequilibrar, pois é isso que move o mundo. Chegamos num deus que faz exatamente o contrário de sua função, o que é um absurdo, pois usamos a teoria do equilíbrio na hipótese.
Fugi um pouco, mas estava dizendo sobre o sofrimento do ser humano ser necessário, e precisava achar uma idéia melhor que as que eu vinha ouvindo.
* Perdoe a preguiça de escrever, mas vamos atribuir a variável E para equilíbrio, S para sofrimento, e t para tempo.
Ora, permanecendo na mesma linha de pensamento, o mais óbvio é que o S seja um agente desequilibrante ou resultante reequilibrante global de ações boas. Onde está equilíbrio nisso: Obviamente você ao fazer coisas boas não sofre com elas¹. Mas pode ser que mesmo fazendo as melhores ações o S venha a lhe atingir². Então na verdade ele deve ser o agente, e não o resultante.
¹ (Oh my god, estou fazendo sexo com uma gostosa, estou tão triste por isso - ¬¬)
² (Ela peidou!)
Assumi que o S vem na maioria das vezes para te deixar mais forte. Melhor dizendo: mais preparado para o que o mundo realmente é¹. Deve ser uma concepção que muitos de nós temos. Mas há uma pergunta a ser feita: Porquê ele vem?
Como eu disse nos primeiros posts, há o efeito da auto-predestinação: Ninguém escolhe se ferrar literalmente(todos que são postos a escolhas escolhem a que acham melhor para seus propósitos na hora), logo, alguém que sofre de cirrose por causa de bebida naturalmente deve considerar parar de beber², por exemplo. É uma adaptação natural que muitas vezes temos que passar. Mas provavelmente essa adaptação é a resultante reequilibrante.
Por esse motivo, cheguei à conclusão de que S é um efeito natural que nasceu com o ser humano, foi escrito dentro do código que compõe o homem(aliás, as necessidades do homem). Ele é um Agente, e primário ainda por cima.
¹ (É o aspecto "trazer para o natural, para a origem" das minhas idéias. Nada mais auto-explicativo dentro desse contexto;; Um exemplo é quando se dá valor a algo depois que se perde.)
²(pelo menos na próxima encarnação, quem sabe XD)
Pensei como seria se um homem não precisasse mais de S, e com clareza chutei a resposta: 42 = Evoluir a ponto de não precisar mais de S(lembra do parágrafo do destino em "teoria do equilíbrio"?).
É algo complicado de explicar, mas mais complicado ainda com certeza é realizar tal fato. O que eu quero dizer é que se todos fossem capazes de, por exemplo, dar valor de verdade àquilo que se tem sem precisar sofrer nada, o equilíbrio teria sido atingido(x=42). Como ter idéias sem aplicação ou pelo menos sem modo de execução criativo hoje em dia não dá grana, fui pensar em tal.
Ora, o óbvio é: Pare de sofrer! Venha logo ser patrocinador da Igreja Universal do rein... Desculpe. Me sinto um péssimo humorista - O óbvio é: dê valor às coisas, aprenda com o erro dos outros para que não precise passar pelo S do erro deles, entre outros daqueles conselhos sábios dos antigos. Nada novo até aí, quando eu pensei: e se existisse forma eficiente de dividir a carga de S em conjunto?
Provavelmente você não deve ter uma vida tão sofrida. É sério, a quantidade de pessoas que são realmente tristes que falam português é bem pequena segundo o IBGE(carteei). Quero dizer o seguinte: você não tem S toda hora, nem seus amigos ou parentes. E no momento que um deles tem, talves pudesse haver maneira de distribuir pequenas quantidades do S de alguém entre os relacionados sem-S, afim de amenizá-lo.
O problema é que o S vem para desequilibrar, proporcionando a resultante boa. Meu ponto era tentar burlar a regra(XD): Amenizar o efeito negativo do S mas manter a resultante boa. Ou ainda melhor: distribuir também o efeito positivo entre os relacionados. Seria uma espécie de aproveitamento pró-evolutivo.
Porquê isso? Simples: existem pessoas que têm S de sobra. Sim, elas na verdade foram criadas de uma maneira que o S varia dentro de uma faixa para ter efeito, e acima desta faixa não faz mais efeito - precisa do fator t(tempo) para funcionar. Nunca ouviu falar de ninguém que sofre, sofre, sofre de algo, e mesmo depois de várias porradas ainda não aprendeu? Pois aí é uma boa utilização do esquema do aproveitamento. As pessoas ao redor poderiam amenizar o S de uma maneira que não prejudicasse o aprendizado do sujeito, de maneira que com uma "pena" mais leve ele poderia viver com mais qualidade durante o t que lhe fosse necessário para completar o aprendizado.
EDIT: Essa idéia de equilíbrio/progresso mútuo se relaciona com a idéia da defesa da concorrência.
Um bom exemplo de mecanismo que segue esse tipo de padrão são famílias(as que dão certo é claro). Bons pais sabem dosar quais tipos de sofrimento serão necessários ser vividos para o aprendizado e a fortificação da sua criança, e quais tipos de sofrimento devem ser amenizados pois estouram sua faixa em relação ao t necessário, como disse antes.
Pra terminar o discurso longo e citar um exemplo do funcionamento, vou ditar uma historinha.
Henrique conheceu a cocaína e se viciou. Após muito tempo sugando o dinheiro dos seus pais, que lhe tinham pena, estes finalmente tiveram coragem pra lhe negá-lo e enfim, fazer o que era necessário. Depois de muita resitência e, claro, S, ele foi internado numa clínica, passou muito tempo lá, e melhorou muito seu caráter. Não foi nada fácil vencer o vício. Mas talvez tenha sido uma boa lição pra lhe mostrar o quanto lhe é capaz quando se tem força de vontade. E também o valor que os amigos de verdade têm(poucos continuaram do seu lado).
Era mesmo necessário se viciar em drogas para aprender a ter força de vontade, a dar valor aos amigos? Ele poderia ter aprendido sem passar por isso tudo? Ou será que o acaso lhe incutiu nos genes alguma 'tendência a vício', como que prevendo que esta seria a melhor(ou a única) maneira dele aprender?
Pensem(óbvio), só a sabedoria salva. Nosce te ipsum...
Ao som de: My arms your hearse - Opeth
sábado, 19 de janeiro de 2008
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Como prometido, venho por meio desta relatar meu ano novo, porém primeiramente gostaria de desejar a todos um coração partido e um feliz ano novo, parafraseando o Glassjaw, que nessa época de festa é uma das bandas mais lembradas nos msns e orkuts espalhados por ai...enfim, foda-se, isso não vem ao caso...
Esse ano novo foi sem duvida nenhuma o melhor da minha vida inteira, ao contrario dos outros que sempre se resumiam em uma reunião de família com discussões estúpidas sobre futebol, politica, traumas de infância e pensadores babacas do século XIX / XX, nada que me interesse de fato, pelo menos não por enquanto, quem sabe daqui a alguns anos quando eu for um pai de família acostumado com esse tipo de coisa e conformado com o fato de que não sou mais jovem o suficiente para fazer o que fiz ontem...
Ao termino do show de pirotecnia na praia de Icaraí (mais conhecido como faixa de Alcântara durante o fim de ano) eu e Emuzandro nos encontramos com o Oráculo, Isadora, Cabeça e o Symphony of Iluvatar, partimos direto para a morada do Oráculo que graças a ausência de seus progenitores resolveu sediar uma festa regada a muito Jazz, vodka, coca-cola, cerveja e cigarro, ou seja, com tudo do bom e do melhor, o prélurdio da merda. A partir dai eu me recuso a descrever a noite, pelo simples de fato de que tudo que eu escrever aqui não vai chegar nem aos pés do que realmente foi pra cada um dos que estavam la presentes... cada momento, cada piada, cada brincadeira, tudo isso é indescritível e inesquecível, foi uma noite sem igual realmente, algo que vou guardar pra minha vida inteira
Para finalizar, gostaria de agradecer de coração a todos os presentes nesse momento singular de minha vida e dizer que cada um de vocês foi peça chave para que o meu ano de 2007 fosse tão marcante quanto foi. Eu realmente espero que possamos nos reunir dessa maneira mais vezes e que nossa amizade perdure os anos que virão
Um abraço a todos! E pra fechar com chave de ouro:
"Alô... PAULO RENATO?!!"
- Ao som de: U2 - New Year`s Day / Incubus - Nice to Know You / Playlist infinita do meu iPod -
PS: Me perdoem a falta de acentos, não me acostumei com o teclado do pc novo...
PS2: Que venha Búzios!!!!!
domingo, 30 de dezembro de 2007
Primeira música da minha banda e da do Symphony:
http://rapidshare.com/files/68197256/Ankhalimah_-_The_Edge_of_Madness.mp3.html
Ouçam, é fuderoso!
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Faço a mim mesmo uma pergunta há muito tempo, que todo mundo devia fazer uma vez ou outra na vida. Sobre qual seria o sentido da vida, mas o meu ponto se relaciona com o que vem logo em seguida, e não com a resposta em si exatamente, como um corolário. Pois é claro, todos sabemos que é 42.
Um monte de gente fala que o sentido da vida é evoluir até alcançar a perfeição. Mas não faz sentido se a vida for um ciclo e não ter fim, simplesmente por não ter começo. Se um dia for alcançada perfeição alguma, ela terá atingido seu objetivo e portanto não teria mais sentido. Mas também não faz muito sentido que o sentido não seja evoluir. Afinal se não fosse, a nossa própria existência, a existência da nossa raça, que o que mais tem feito é evoluir, também seria absurda.
O mais razoável é que o sentido seja realmente evoluir, porém não até alcançar a perfeição, ou objetivo algum. Se não teve começo, então não teve premissa, logo provavelmente não deve ter hipótese, ou objetivo dentro dessa ótica, e portanto não teria fim. Rumo nenhum. Apenas visando se auto-equilibrar enquanto existe.
Imagine uma balança. De um lado temos, digamos, o mal. Do outro, obviamente, o bem. O bem evolui um pouco. O mal evolui tem que evoluir também pra equilibrar de volta. Mas o mundo é imperfeito então o mal evolui um pouco mais que o bem. O bem tenta retomar essa diferença e evolui, mas analogamente à situação anterior, passa um pouco do ponto de equilíbrio. E vice-versa tendendo ao infinito. Tudo tem a ver com equilíbrio.
Logo, temos que ser perfeito é ruim. É um desequilíbrio. Pensando nisso, parece um pouco paradoxal. É a imperfeição que faz o mal evoluir um pouquinho mais que o bem, e o mesmo dar o troco. É a imperfeição que mantém o mundo funcionando. Por isso, você tem que ter defeitos. Para ser equilibrado. Você pode encontrar e enumerar seus defeitos, pode até tentar consertá-los, mas caso não haja sucesso nisso, pense que o mundo inteiro é assim.
A partir desta visão, o mundo estaria tomando um rumo tal que, os dois lados da balança cada vez mais pesam mais, cada vez tem mais massa, ou carga. E deus disse: "Conservai a energia... e aumentai a entropia."
Edit: Uma observação, depois de um tempo usando essas idéias como analogia para várias coisas, descobri que John Nash tinha escrito muitos anos antes a teoria do Equilíbrio de Nash, que contribuiu boçalmente para o estudo da macroeconomia. Ela representa uma situação em que, em um jogo envolvendo dois ou mais jogadores, nenhum jogador tem a ganhar mudando sua estratégia unilateralmente. A idéia dele surgiu quando estava no bar com os amigos e comentaram sobre a loira excepcionalmente atraente ali presente. Ele provou que a melhor situação era a em que todos escolhiam uma garota diferente, pois se todos escolhessem a loira, no máximo um teria chance. Isso serviu de analogia para explicar a importância da concorrência para a economia.
domingo, 23 de dezembro de 2007
E vamos a maldade. Na minha fé, maldade nada mais é do que a negação de Deus, do bem. Digo, sem medo do peso de minhas palavras, que a infelicidade é a negação de nosso amor. Sem você, como já te disse, tenho espasmos de felicidade, mas nunca a felicidade suprema. Você é minha felicidade suprema. Nunca duvide disso, mesmo que, contra a minha vontade, nossas vidas tomem rumos diferentes. Eu te amo, e creio que isso definitivamente vence e para sempre vencerá todas as dificuldades.
Mantenha-me em teu coração, pois não creio que possa tirá-la do meu.
"There's a devil waiting outside your door (How muchlonger)
Sempre esteve, agora me vejo em suas garras...
There's a devil waiting outside your door (How muchlonger)
Um coração partido, um navio prestes a afundar, preso em amarras...
Bucking and braying and pawing the floor (How muchlonger)
Sempre foi assim, lutando contra nossos instintos, não respeitando nossos limites...
Well, he's howling with pain and crawling up the walls(How much longer)
Por quanto tempo mais faremos isso, será que nos libertaremos?
There's a devil waiting outside your door (How muchlonger)
Agora já dentro de meu templo interior, enveredando pelos trâmites...
And he's weak with evil and broken by the world (Howmuch longer)
Talvez a culpa tenha sido minha, mas para sempre jogaremos...
And he's shouting your name and asking for more (Howmuch longer)
Com o amor que sentimos, eterno e imutável, e o ódio do que já fizemos...
There's a devil waiting outisde your door (How muchlonger)"
sábado, 22 de dezembro de 2007
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Palavras mágicas...
Porém feitas para serem usadas sempre e para sempre, que algo assim não é feitiço. O mágico está em sempre lembrar o que é bom, pois nunca se sabe quando as nossas cordas estouram...
Uma perguntinha, que embora já se tenha absoluta certeza da resposta, não burocratiza nada, pelo contrário: é uma contramelodia cristalina e suave.
Mesmo com toda luta pra se conseguir aquele momento, em toda sua simplicidade... Fica claro que tudo vale apena do seu lado.
Tônica e Quinta se unem, e talvez surja uma terça, uma sétima, uma nona... Tudo o que o futuro prometer. Só alguns instantes separadas, e as notas soando sozinhas sentem falta uma da outra. Sentem necessidade de serem um acorde maior...
Tudo parece diferente com a gente. Outras notas nunca pensariam nessas coisas agora; Sonham em fazer parte de um grande solo... Talvez seja um papo precoce. Eu duvido; A gente se gosta como adulto, e se ama como criança...
Ouvindo: Secret Garden - Sigma
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007


