domingo, 19 de julho de 2009

Bando de Badernista

Sei que já falei sobre isso com algumas pessoas anteriormente, e sei que isso já deu merda também. Mas acabei sendo bem superficial no meu ponto de vista, e, pela primeira vez, tô escrevendo mais pra desabafar do que expor alguma teoria interna ou qualquer coisa.
Um grande defeito das pessoas é creditar sua esperança em alguém com quem ela simpatiza. Por que defeito? Por que é o primeiro passo pra que ela tome no cu.
Meu pai sempre me disse que "quem você menos espera acaba te traindo um dia". E ele fala por experiência própria... mas foi pensando muito nisso, e com alguma experiência de vida que eu consegui desvincular-me de tais esperanças. Isso é o mesmo que ter fé nas pessoas, e a fé nada mais é que o contrário da razão.
Por isso, pessoas, venho tristemente recomendar que se apeguem à realidade, e deixem os lindos mitos de lado. Sei que nem todos estão preparados pra ver o mundo dessa maneira, até por que ja fui sériamente condenado por isso, e peço desculpas a todos que realmente gostam de mim e lerão isso. Mas caso um dia eu passe fome, não espero um pão com mortandela de ninguém... at all!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

O Mar

Outro dia desses resolvi descer uns pontos antes pra ir andando pela praia de icaraí. Agora tem um corrimão até, maneiro.

Era uma bela noite, com nuvens bem finas e transparentes como que formando uma superfície de vidro cristalino recém limpa, e do outro lado dela, a lua.

Eu parei pra dar uma respirada e ficar olhando de bobeira, e fiquei lá, olhando para o mar. E comecei a escutar o som que ele fazia. Com tanto carro passando, fazendo barulho, gente correndo, gente pra lá e pra cá, tenho certeza de que era o único fazendo isso.

É diferente de quando você vai à praia, na praia todo mundo está ali pra isso, para aproveitar o sol e o mar. Olhar para o mar e tentar escutá-lo de uma rua, de noite ainda por cima, é meio diferente. Parece que ele tem mais a dizer.

Por uns instantes eu senti como se pudesse conversar com o mar. Não digo conversar, mas trocar sentimentos ou idéias. E pior que eu não estava chapado. Mas é como conversar com um animal, um cachorro por exemplo. Não adianta falar com palavras com ele, falar de coisas, perguntar nada. Ele não vai responder, ele não sabe falar. Mas você pode acariciar a cabeça dele, falar "bom garoto" e até dar um abraço no bicho. Ele vai corresponder, certamente, do jeito dele.

É meio estranho e pra alguns até forçação de barra dizer isso, mas eu tou pouco me fudendo mesmo. Isto não é sobre conversar com o mar ou coisas que não parecem ser tão vivas assim. Talvez o mar até seja vivo, como vamos saber, talvez o planeta em si seja um ser vivo, whatever.

Isto é sobre sentimentos. A todo momento estamos racionalizando sentimentos, colocando limites neles, tentando inutilmente explicar alguns dos mais complicados, quando o grande ponto não está em ver como ele funciona. Sentimentos são deus. Sentimentos são puro ato. O mar é puro ato. É antinatural limitar sentimentos como costumamos fazer.

O importante não está no que os faz girar, mas em que estão conectados, ou seja, o canal deles. Quero dizer, se eu converso com um cachorro, faço carinho, ele até late ou coisa e tal, mas é lógico que ele não faz uma porra de idéia de 5% do que eu tou falando. Mas ele reage assim mesmo. Ambos um gostamos do outro, e no final é o que acaba importando. Então pra quê o resto?

Se você vai ao mar e acha que suas ondas parecem lhe fazer carinho, talvez faça sentido para você tentar fazer de volta. Qual a diferença de fazer com um cachorro? É claro, o cachorro é bem menor, não dá pra fazer carinho no mar com a mão. Mas se você tivesse um cachorro e perdesse a mão, é provável que ele continuaria gostando de você assim mesmo. Então tudo o que você precisa é fazer o primitivo da comunicação, prestar atenção nele e tentar passar o que sente, e se ele tentar lhe corresponder de alguma maneira, seja passando o focinho pelo seu braço, sei lá, talvez vocês compartilhem sentimentos.

Quando eu estava olhando para o mar, pareceu por uns instantes que eu podia ouvir o que o mar dizia, mas ele não falava em linguagem alguma. Ele simplesmente transmitia um sentimento puro. Que eu não faço idéia do que era, mas era puro, era verdadeiro. Mais até do que um cachorro, que tem contato conosco, e às vezes pode se fingir de desentendido quando faz merda, até vermos o cocozão no meio da sala. O conhecimento traz a possibilidade do falso.

Por isso temos que ser sinceros com nós mesmos, pois quanto menos somos, mais afastados do puro somos, e menos sentido nossa existência tem. (A não ser que descubram o real sentido da vida como sendo outra coisa não necessariamente ligada com a variação de entropia do universo e coisa e tal.) A existência pode até ser, mas a vida não é só interação casual, as populações que sobreviveram à seleção natural(por assim dizer), mantinham-se unidas, e sobreviviam por colaboração mútua. Isso significa que a evolução pode depender da união(isso se abre para divagações interessantes).

Todo mundo pode conhecer a si próprio, sendo apenas sincero, apesar disso requerer coragem. E se não gostar, mude isso, nem que seja preciso fazer uma tempestade. Não sei quem foi que disse que coisas não podem ser mudadas. Tudo pode ser mudado. Nós fomos paridos de algo que não pára de mudar. Bob Marley queria mudar o mundo, curar o mundo, unindo as pessoas, com o amor. Curar com amor, no sentido puro da palavra.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Teorema do Orkut

Gabriel diz:
*cara
*orkut é um grande dilema
Henrique Kurosawa - http://blogdainsomnia.blogspot.com/ diz:
*por que?
Gabriel diz:
*pensa bem
*quanto mais amigos, mais frases cult e mais fotos voce tem, mais voce é miguxo pela-saco babaca
*e quanto menos amigos e fotos voce tem, mais voce é gordo nerd sem vida social
*e se voce optar por nao ter orkut, tu é um favelado excluido digital
Henrique Kurosawa - http://blogdainsomnia.blogspot.com/ diz:
*HASUSHUAHSUAHSUAHSUAHSUAHSUAHUSAHs
*ou seja, o Orkut é como a vida
*não importa o que você faça em relação à ela, ela é a uma merda do mesmo jeito
Gabriel diz:
*hauOPHaouhaahhahaOUh isso
*Teorema do Orkut lek
Henrique Kurosawa - http://blogdainsomnia.blogspot.com/ diz:
*pois é :D

REFLITAM

terça-feira, 21 de abril de 2009

"O menino virou homem mas foi sem querer."

Dizem que dificuldade gera desenvolvimento.
Mas e quando a própria dificuldade é o desenvolver?
Uma empresa tem que ser prudente em suas ações, mas saber que a estagnação da economia pode levá-la à falência. É preciso ousadia pra crescer.
E saber que o pote de ouro no fim do arco-íris era só uma recompensa pelo caminho reluzente.

domingo, 29 de março de 2009

O "Xiter"

Se a vida fosse um software,
Eu usaria omatic na minha conta bancária,
Eu usaria bot pra estudar,
Eu trabalharia usando macro,
Eu sairia nas ruas usando proxy pra ninguém me assaltar,
Eu usaria scripts que me impedissem de chegar atrasado,
Eu usaria um trainer pra tocar qualquer música do Petrucci 10x mais rápido,
Eu não precisaria mais comprar nada, ia crackear tudo,
Mas pensaria duas vezes antes de crackear, pois teria grana infinita,
Eu invadiria o servidor do "Funk" e fazia o caralho lá dentro pra ninguém nunca mais ouvir essa merda,
Eu ia ser fortão que nem o CJ quando tu põe Muscle Max. ,
Eu ia voar com os carros, pular alto pra caralho com bicicletas,
Eu spawnava um navio, chamava a galera toda e dava uma festa infinita, com tudo de graça e infinito,

Eu arranjaria um lugar secreto, num servidor remoto, onde ninguém poderia acessar,
Eu faria um download com todas as rosas do mundo,
Eu travaria a variável que controla o tempo,
E ficaria só com você.

segunda-feira, 16 de março de 2009

A verdade está lá fora

Nesse post falarei sobre duas coisas. Realidade e magia.
Sim, aquela magia que vocês estão cansados de conhecer. Dos cadados, circulos de transmutação, bonequinhos de vudú, frango com fubá na encruzilhada, e por aí vai...
Eu pessoalmente não acredito em magia, e digo mais, tenho certeza de que ela não existe (não da maneira como ela foi desenvolvida por seus estudiosos). Vou pegar bem rápido nessa parte. Magia, pra mim, é a aplicação cega de coisas que o homem ainda não pode explicar com exatidão, mas que no futuro pode vir a se tornar uma ciência exata, como a quântica. Magia é como Deus. Se apegar a ela ou não é uma questão pessoal (e pessoalmente, uma questão de ignorância também).
Mas enfim, ontem uma pessoa me disse uma frase interessante. "Não há nada que separe magia de realidade e vice-versa". E isso me fez chegar a uma conclusão importante. De que ele está certo e errado.
A realidade nada mais é o conjunto de tudo que tem aplicação e consequência na vida. Então supondo que um heremita, que nunca viu uma televisão, não imagina que ela existe, e muito menos qual a sua serventia, pode-se afirmar que aquele objeto não faz parte da realidade dele, é desconhecido.
Daí vem algo importante. O conceito de realidade é individual.
Basta pensar nos autistas e sua forma de ver o mundo. Lembrar das multiplas interpretações do divino e das ciências ocultas.
Agora, fica uma ultima pergunta. Cabe a você decidir o que é real ou não?

Ouvindo: Rishloo - Alchemy Alice

sexta-feira, 13 de março de 2009

Passei!

PASSEI!! PORRA!! E foda-se todo mundo, ia fazer um post bonito sobre meus 19 anos e o que esses 2 ultimos anos respresentaram pra mim, mas quem se importa? Meu melhor presente de aniversario foi esse, então não tem porque escrever sobre o meu passado se o que vale agora é o futuro =]
Cuidado caro leitor, porque algum dia eu posso ser o cara que projetou a sua placa-mãe novinha que por um acaso fudido do destino explodiu na sua cara fudendo toda a sua vida e te deixando igual um goonie :P YEAH!
Que venham calculo e prog 1!.... MERDA, TO FUDIDO!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

A defesa da concorrência

Cuidado para não babar em cima do teclado ao dormir lendo.
Em um sistema econômico eficiente, os cidadãos dispõem da maior variedade de produtos pelos menores preços possíveis e, conseqüentemente, os indivíduos desfrutam de um nível "máximo" de bem-estar econômico. O objetivo de defender a Concorrência, portanto, é maximizar o devido processo competitivo, e com isso, o nível de bem-estar econômico da sociedade. Dentro de um contexto político-social, não é exatamente um propósito, mas um meio pelo qual se busca criar uma economia eficiente. Por meio do estabelecimento de políticas públicas e de um ordenamento jurídico específico para tanto.
Sob um ponto de vista sociológico, a defesa da concorrência traduz-se na garantia de escolha racional de consumo. Sob um ponto de vista político, significa salvaguardar o Estado da imposição arbitrária de interesses privados, por parte dos detentores de poder econômico .
Todavia, para elaborar de um disciplinamento eficiente, bem como para a atuação eficaz das autoridades antitrust, é necessário se recorrer a outras áreas de pensamento científico, uma vez que a complexidade do tema impõe que se possua conhecimentos necessários para se garantir o devido processo competitivo nas diversas fatias da economia.
Dentre os diversos ramos científicos que permeiam o direito econômico(em especial o da concorrência), a Economia e a Matemática assumem papel imprescindível. Vale destacar a revolucionária Teoria dos Jogos, desenvolvida pelo matemático suíço John Von Neumann no início do século XX. Ela pode ser usada para analisar a forma como agentes econômicos ou sociais definem sua atuação no mercado, considerando as possíveis ações e estratégias dos demais agentes econômicos .
A teoria dos jogos é usada para analisar as características dos agentes da economia, as estratégias de cada um deles e os possíveis resultados, diante de cada estratégia, para avaliar as prováveis decisões que esses agentes tomarão. Essa teoria constituiu significativo avanço nas ciências econômicas e sociais, pois permite se examinar a conduta do jogador (agente econômico) em interação com os demais agentes, e não só de forma isolada.
A Teoria dos Jogos ganhou grande contribuição, assumindo relevância jurídica, a partir dos estudos desenvolvidos pelo matemático John Nash, que aprofundou os estudos de Equilíbrio entre os agentes econômicos, mormente em relação à aplicação desta teoria em ambientes não cooperativos.
John Nash nasceu dia 13 de Junho de 1928 em Bluefield, West Virginia, nos Estados Unidos. Desde cedo, apresentou forte inclinação para as ciências exatas, dando grandes demonstrações de aptidão para matemática, aliada a um peculiar comportamento anti-social, que o levava ao isolamento em seu quarto.
Em Junho de 1945, Nash ingressou na prestigiosa Universidade de Carnegie Mellon onde lhe foi oferecida uma bolsa de estudos. Em 1948, foi aceito no programa de doutoramento em matemática em uma das mais famosas universidades dos Estados Unidos: Princeton. Em 1949, aos 21 anos, Nash, desenvolveu sua tese de doutoramento. O trabalho, intitulado "Theory of Non-cooperative games", também conhecido como "Equilíbrio de Nash", causou verdadeira revolução no estudo da estratégia econômica.
Conforme narrado por sua biografa, Nash sentia-se inferiorizado diante de seus colegas acadêmicos por nunca ter publicado um trabalho e buscava uma idéia original para sua tese. Porém, seu comportamento anti-social causou-lhe dificuldades acadêmicas, por não freqüentar as aulas e constantemente trancar-se em seu quarto a procura de sua idéia.
Um dia, a conselho de seu colega de quarto, Nash resolve sair de sua clausura e apreciar a vida. Ao estudar em um bar, seus companheiros chamam-lhe a atenção para umas moças que se encontravam lá, em especial uma loira que se destacava por sua beleza. Um de seus colegas relembra a célebre lição de Adam Smith: em competição, ambição individual serve o bem comum. Após ouvir o comentário do seu companheiro, Nash afirma que a teoria de Adam Smith tem de ser revista, pois contraria 150 anos de doutrina econômica.
Nash argumentou que se todos optassem pela loira, bloqueariam-se uns aos outros, e nenhum de conseguirá tê-la. E se, em seguida, optassem pelas amigas, nenhuma se interessaria, pois ninguém gosta de ser segunda escolha.
Mas, se ao invés disso ninguém optasse pela loira, não haveria o bloqueio mútuo dos competidores em face desta, e não haveria ofensa, ainda que indireta, às outras moças. Esta, seria a única forma de obtenção de resultados satisfatórios a todos, garantindo-se o equilíbrio de interesses.
Ao contrário de Adam Smith, que dizia que os melhores resultados surgem quando cada um no grupo olha pelos seus próprios interesses, Nash defendeu que o melhor resultado surge quando todos elementos do grupo olham pelos seus próprios interesses e pelos do grupo. Essa singela observação empírica do comportamento humano serviu de base para a "Teoria do Equilíbrio". Nash, enfim, achava sua idéia original.
Esta teoria, por sua vez, se traduz na solução para alguns mercados competitivos, no qual nenhum agente pode maximizar seus resultados, diante da estratégia dos outros agentes . A análise combinada das estratégias de mercado, segundo Nash, a um resultado no qual nenhum dos agentes individualmente terá prejuízo, em vista da estratégia de mercado de outros agentes, garantindo assim o êxito da atividade econômica e a manutenção do mercado.
Infelizmente sua carreira foi precocemente interrompida em 1958, no diagnóstico de esquizofrenia, o que o afastou do meio acadêmico até o princípio da década de 90, quando a patologia veio a retroceder de maneira, digamos, autêntica.
O reconhecimento por sua contribuição científica somente veio em 1994, quando, juntamente com John C. Harsanyi e Reinhard Selten, foi agraciado com o Prêmio Nobel da Economia pelo seu trabalho na Teoria dos Jogos (Theory of Non-cooperative Games). A vida de John Nash foi imortalizada tanto nos livros, em "Uma mente brilhante", Sylvia Nassar, quanto no cinema, num homônimo ao livro estrelado por Russel Crowe.
Observa-se que a análise econômica das condutas, em ambientes não-cooperativos, é um fator primordial para a prevenção de infrações à ordem econômica, uma vez que, se dois ou mais agentes maximizam seus resultados, concentrando poder de mercado em torno de si, em detrimento dos demais competidores, indica-se o cartel.
Por isso, às vezes quando ouvirem a mídia falar mal do governo, antes de acreditar, pesquisem a respeito. Pergunte a si quem é no final das contas que realmente é movido por dinheiro. O governo é sim corrupto, mas certos problemas que têm origem na ganância e ignorância de indivíduos de alto poder econômico não devem ser atribuídos ao governo completamente. Como pode-se perceber a partir da amostra dada por este texto, o problema é muitas vezes mais complexo do que parece. Não se iguale ao vendedor de pipoca da esquina e fale só de "quem fez o quê pelo povo/ao povo".

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Todo Carnaval Tem Seu Fim.

Estou postando por dois motivos.
O primeiro é tirar do topo aquele post ridículo que eu fiz bêbado.
E o segundo é pra dizer que eu estou vivo. E mais do que nunca, vivi um carnaval. Algo que eu não entendia a mágica até esse ano, mas guardarei a experiência pra vida toda.
Não fiquem em casa curtindo o tédio, sequelando nesse calor, mergulhado em lamentações. Vá pra rua, beba qualquer coisa, saia em um bloco, pinte-se, grite, pule. Seja feliz, nem que seja por uma semana.
Deixe o carnaval tomar conta de você, e deixe ele te mostrar uma nova visão de mundo. Mais colorido, mais alegre.
Um mundo que vale a pena.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

To Bebum

Sério mesmo, to quase caindo. Sei la tava no bloc ai cheguei doidão e pa to escrevendo doidao. acho manero, valido e pá. beijo pra geral, queria jogar winning eleven mas nao tenho. teria que montar o ps2 então foda-se nao quero perder tempo, to falando merda pra geral. nao deveria beber mais por aqui. piuma vai ser a bateção de saco do seculo. tres peixe é um real
adios

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

I'ma fuckin driva!

Yo dawg, tatzit. I just sat my fuckin nigga ass in that fuckin mudafucka Uno. My feet wuz liek a fuckin dildo. I woz nice in the parking situation, tnk god. Then i woz so nervous twas liek my dick wud boom-boom-blow out from ma pants at anytime. Twas hard to breath, but daeg, i went fuckin fine! :D
When i woz parking to finish that shit, that faggy gramps told i forgot da left arrowz. But fuck that ol' piece o shit, I got my habilitation, suck my diek mudafuckers!
I'd juz lik to tank my bros, Lil' fuckin Wayne, Kanye West a Lupe "Luppy" Fiasco, we share all these pussies form da world. Nuffin's impossible for we niggas now! FUCK, i'm happy pa caralho, if you see da cops, warn a brother.
Thanks Jeez, say hello 2 da brothers already gone.
Lick my hard dick with ur pussies, and drop it like it's hot, sluts! Harcore sex ftw bros. C Ya around!

Lizning 2: Lil' Wayne - Whip It

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Metas (em todo mundo) 2009

Eu tinha prometido pra mim mesmo (apesar da palavra "prometido" ser muito forte nesse caso) que não escreveria no blog até sair o resultado do meu vestibular, pois bem, foda-se, mudei de idéia. Por tanto iniciarei esta porra:
Esse ano vai ser com certeza um ano diferente (DUHHH), mas não digo isso apenas por dizer, tipo “Oeeee, esse ano vai ser tiop açim, fodaaa migs !!!!1111centoeonze”, digo isso baseado no que tenho visto com as pessoas que convivem comigo, praticamente todas elas estão na iminência da mudança, todas elas tem alguma meta para ser realizada esse ano no que tange a conquistas individuais e/ou mudança de postura em relação a metas já alcançadas (mais responsabilidade, no caso)... Tudo bem, até agora eu não disse nada de novo, porque porra, veja bem, todo ano é diferente (DUHHH 2x chain) e todo início de ano sempre tem um ou mais filhos da puta que falam que ao decorrer dos próximos 365 dias (366 se for ano bissexto) vai mudar tanto que no final do ano o cara virou um Clubber em pleno século 21.
A diferença, meus caros leitores, é que dessa vez eu percebo que as pessoas que me cercam estão insatisfeitas com o que viveram nesse ano que passou (eu me incluo nisso) e pretendem mudar suas atitudes num modo geral, e não somente acrescentar ou modificar algumas coisinhas na vida para melhorar o que já está “bom”, como a maioria das pessoas promete fazer em cada fim de ano...Isso de fato é excelente, já que na minha concepção quem não muda suas atitudes e ações é burro (pra caralho) ficando estagnado no mundo enquanto os outros evoluem (só para ressaltar, meu conceito de mudança não diz respeito à essência da pessoa). Sei que comigo não vai ser diferente, muita coisa vai acontecer esse ano, a primeira vai ser a minha entrada na faculdade, seja ela pública ou privada (vai depender das reclassificações desse meu Brasil baronil), vou iniciar uma nova fase de minha vida, tipo um mundo novo de aventuras Pokémon, mais precisamente na liga Jhoto, ta ligado? (vira o boné vermelho pra trás).Essa parada será perfeita pra mim, assumir responsabilidades diferentes, começar a entrar num esquema de trabalho, não mais aquela babaquisse de fazer dever e provinha de período pra passar, vou estudar o que eu gosto e me identifico (ou não, sei lá xD), minhas notas vão definir aonde eu vou trabalhar e não se eu vou ficar de recuperação ou passar direto... Sem contar que vou conhecer outras pessoas, de outros lugares, e isso é bom pra cacete, você sempre aprende alguma coisa importante com elas que pode levar pra sua vida, e é claro novas piadas pra você contar para os seus amigos como se você que tivesse inventado (y).Enfim, creio que 2009 trará muita coisa, não digo se são boas ou ruins, apenas diferentes, não sei ao certo o que vai me acontecer, mas sei o que eu quero, eis a minha lista (pode virar carta pro Papai Noel/Didi se precisar):
1 – Entrar no Cefet/UERJ/UVA (Engenharia Eletrônica/Elétrica/Computação)
2 – Começar a auto-escola (e pegar um carro maneiro =D)
3 – Terminar meu curso de inglês (faltam dois infernos, digo, períodos só :D)
4 – Cuidar melhor do meu corpo (essa vida de usuário de “tóchico” só me fode)
5 – Arranjar um emprego (sim, isso no primeiro semestre xD)
6 – Comprar uma roupa do Darth Vader e sair pela rua zuando tudo
Em suma é isso, mas sem sombra de dúvida o item mais importante é o 6, é lógico que o 2 também é importante, imagina sair de carro com a roupa do Darth Vader, ia ser do caralho, cara!!!!
Um beijo nas crianças e até a próxima.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

O Sino da Divisão

Estou farto e completamente puto com o meu destino. Não aguento mais ser diferente simplesmente por que alguém disse que eu sou.
Sei que somos únicos, mas não existe superioridade étnica! O problema é que as pessoas nunca entenderão isso. Nem a lei, que é "igual para todos", etende isso. Somos irmãos de uma família desunida. Somos filhos da inveja e da insegurança.
Queria entender por que sempre vamos precisar que existam judeus e palestinos, negros e brancos, indios e caubóis. Por hora, tentarei desviar meu pensamento.
Porque não pretendo enlouquecer em minha frustração, e porque eu to muito putoaa, eu to putassoaa (só aqui, na SINFONIA SILENCIOSANN *SCHWAAATTHHH*)

Ouvindo: Pink Floyd - Pigs (Three Different Ones)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Jogo da Fofoca

Tive uma idéia há muito tempo atrás chamada "Jogo da Fofoca". O nome é meio esquisito e mainstream, mas tem a ver.
Andei vendo Big Brother Brasil 9 de relance esses dias, e peguei umas idéias melhores para a idéia geral do jogo, e visei até fazer um jogo de verdade.

Funciona basicamente como um jogo de estratégia comum, sendo o enredo uma mistura de "The Sims" com "Big Brother" pra ser jogado por exemplo em disputa, como em "Dota", "Warcraft", etc.
Me soa como se o BBB tivesse mais interação entre público e o participante. Assim, se além dos participantes internos, os que ficam na casa, existissem determinados participantes externos que pudessem 'soprar' para os internos.
Poderíamos nos utilizar de um artifício desse pra satisfazer a vontade que os outros tem de fofocar na vida real e assim evitar problemas com relação a isso. Virtualizar a fofoca/intriga e liberar a vontade de fazer merda contida.

De certo modo, isso também poderia forçar os sujeitos a raciocinarem em cima de situações mais realísticas, (muita gente não pára pra pensar nos outros na vida real, mas Nesse jogo, ignorando isso, você perde, fatalmente). O lance é que tipo, os resultados seriam diretamente passíveis de conclusões e isso possibilitaria estudos mais profundos(sobre o aprendizado do homem de si próprio), o jogador aprenderia a lidar com situações melhor.

Se fosse desse jeito, imagine que pudéssemos monitorar de fora os níveis de emoções das pessoas, emoções que pudessem favorecê-las ou prejudicá-las na hora de executar ações diversas, como o medo, e comparar com valores de parâmetro. Se os jogadores externos tivessem essa informação como ferramenta de jogo, com alguma fluência no jogo, seria possível ter na cabeça apenas pela "cara" da pessoa uma expectativa aproximada de reações mais acertada.

O que eu quero propôr com isso é o mesmo que o exemplo a seguir: Eu jogo OGame. Tenho uma certa fluência, e quando vejo uma defesa num alvo e quero atacar, logo vem na minha cabeça "isso aí melhor com bombardeiro, tem muito laser e defesa diversificada, ah destruidor ia bem pra aumentar o poder de fogo" ou "ah tem muito lança-míssil, manda uns cruzadores".

Num sentido amplo, seria formar um jogo onde se administram informações de níveis de intimidade variados, entre participantes reais e participantes externos que influenciam não apenas ligando e votando(até porque a Globo corta cenas como bem entende).

Este jogo não necessariamente precisaria ser na vida real, poderia haver um jogo de computador que fizesse isso. O problema seria criar a AI toda do jogo, e a imprevisibilidade toda dos sujeitos criada pelos níveis variados de interações, que são várias e acontecem simultaneamente.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Todo dia é exatamente o mesmo

We don't dance, we don't drink, we don't fuck, we don't sing. We are the blank hearts. We don't dance, we don't drink, we don't fuck, we don't sing. We are the black hearts.
Há uma grande descontinuidade entre o ser sem significar e o significar sem ser. E se é algo que faz sentido, não há portador de tamanha lucidez para ter garantia disso. Eu sou a descontinuidade, quando tudo que eu queria era evitar o limite tendencioso que a vida me sugere. Ser, significar e viver.
Um jornal da semana passada se escora sobre o toldo ainda rasgado. Uma escova de dentes quase inutilizada, e um café que ja se esfriara com o tempo, a ponto de perder seu sabor e sua importância...
Sabe esses dias que tu acorda de ressaca?

Ouvindo: Jeff Buckley - Mojo Pin
Jeff Buckley - Grace



quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A última pergunta

É grande. Leia com tempo e calma.
A última pergunta foi formulada pela primeira vez, meio a brincar, em 21 de maio de 2061, quando a humanidade se começava verdadeiramente a desenvolver. A pergunta resultou de uma aposta de cinco dólares e o caso aconteceu da seguinte forma:
Alexander Adell e Bertras Lupov eram dois dos fiéis assistentes de Multivac. Sabiam tudo o que havia a saber sobre o gigantesco computador – tudo o que lhes era permitido saber, claro está, pois Multivac possuía muitos segredos nas suas milhas e milhas de extensão. Os dois homens, contudo, conheciam o computador melhor do que qualquer outro ser humano, e tinham uma idéia bastante acertada do seu plano geral de circuitos numa era em que mais ninguém se atrevia sequer a tentar estudar a complicada e intrincada maquinaria.
Multivac não precisava de grande assistência, pois ajustava-se e corrigia-se, sem auxílio humano, quando isso era necessário. Adell e Lupov eram apenas assistentes em nome e as suas funções eram muito superficiais e ligeiras. Limitavam-se a fornecer informações ao computador, a ajustar as perguntas de forma a torná-las mais compreensivas e traduzir as respostas em termos que o público percebesse melhor. Os dois homens, tal como todos os seus colegas, tiveram todo o direito de participar na glória de Multivac no dia em que este tornou pública a sua maior invenção.
Multivac auxiliava os especialistas, há muitas dezenas de anos, a construir naves espaciais e a traçar as trajetórias que as levavam à Lua, Marte e Vênus, mas para além desses planetas, os pobres recursos da Terra não podiam abastecer essas naves. A energia necessária para as viagens mais longas era demasiada, e o carvão e o urânio já escasseavam na Terra.
Multivac foi aprendendo lentamente a responder a perguntas mais fundamentais sobre o assunto, e, em 14 de maio de 2061, o que era teoria passou a ser fato.
A energia solar passou então a ser acumulada, convertida e utilizada por todo o planeta. A Terra deixou, quase de um momento para o outro, de servir-se de carvão e de urânio e começou a usar os raios invisíveis da energia solar que eram fornecidos por uma pequena estação, com uma milha de diâmetro, situada a meio caminho entre a Lua e a Terra.
Passados sete dias, quando finalmente Adell e Lupov conseguiram escapar às funções públicas e à glória que partilhavam com Multivac devido aquela tremenda inovação, os dois homens encontraram-se num pequeno recanto silencioso de um das câmaras subterrâneas que abrigavam algumas das partes do gigantesco corpo de Multivac. O computador merecia também um momento de calma e repouso e os dois amigos não tinham, de começo, a menor intenção de o incomodar.
Adell e Lupov tinham trazido consigo uma garrafa e a sua única intenção, de momento, era passar um momento agradável em companhia um do outro e da garrafa.
- É fantástico quando pensamos no que isto representa – comentou Adell, depois de encher o copo e de ter provado a bebida. – Toda energia que for necessária, de graça, completamente de graça! Energia suficiente, se a absorvêssemos toda, para derreter completamente a Terra. Toda energia que quisermos para sempre, para sempre e para sempre!
Lupov resolveu contrariar o amigo, como era seu hábito e, ainda por cima, fora obrigado pelo outro a comprar a garrafa.
- Para sempre não!
- É como se fosse para sempre. Até que nosso sol se acabe – Respondeu ele.
- Isso não é "para sempre".
- Está bem, tens razão. Bilhões e bilhões de anos, energia para pelo menos vinte bilhões de anos!
Lupov passou a mão pelo cabelo intrigado por aquele problema: - Vinte bilhões de anos não é "sempre".
- Não, mas temos energia para toda a nossa vida, respondeu Adell, ligeiramente agastado pela insistência do amigo.
- O carvão e o urânio também não nos faltariam durante toda a nossa vida.
- Concordo... Mas agora podemos abastecer todas as naves espaciais sem dificuldades. Podem ir a Plutão um milhão de vezes e voltar à Terra, sem preocupações de combustível, o que não era possível com carvão e urânio. Pergunta a Multivac, se é que não me acredita.
- Não preciso de perguntar a Multivac. Sei-o muito bem.
- Então não desprezes o que o Multivac fez por nós, exclamou Adell. – Já tem feito muito pela humanidade e agora ultrapassou todas as expectativas.
- Não compreendeste o que eu queria dizer. Não pense que não admiro Multivac tanto como tu. Eu disse apenas que vinte bilhões de anos não é sempre, e que o sol não é eterno. E, então, que sucederá quando o nosso sol morrer? Perguntou Lupov, muito excitado. – Não me digas que ligamos a corrente a outro sol.
Adell não respondeu e o silencio naquele recanto tão tranqüilo tornou-se completo. Os dois homens estavam muito pensativos, bebendo lentamente e repousando das fadigas e barulheiras da semana finda.
Lupov, passado um bocado, abriu os olhos e perguntou subitamente ao amigo: - Estás a pensar em usar a energia de outro sol quando o nosso morrer não estás?
- Nem sequer estava a pensar, respondeu Adell.
- Isso é que estavas. O teu mal é não seres muito forte em lógica. És como aquele rapaz que foi apanhado na rua por uma chuva torrencial e que se abrigou debaixo de uma árvore. Não se preocupou nada pois pensou que, quando aquela árvore estivesse encharcada, iria para debaixo de outra!
- Bem te percebo, disse Adell, - Queres dizer que, quando o nosso sol morrer, os outros também virão a morrer.
- Naturalmente, resmungou Lupov. – Tudo teve origem na explosão cósmica inicial, causada não sabemos por que, e tudo acabará quando as estrelas morrerem. Umas gastam-se mais depressa do que as outras, e os sóis gigantescos não durarão mais do que cem milhões de anos. O nosso sol viverá uns vinte bilhões de anos e os sóis anões uns cem bilhões de anos, mas já sabes que estes não nos serviriam de muito. Estou convencido de que dentro de um trilhão de anos já não existirá nada no Universo. A entropia tem forçosamente de alcançar um determinado máximo, ou julgas que não?
- Sei tudo o que há a saber sobre entropia, disse Adell com uma dignidade forçada.
- Isso dizes tu.
- Então sabes que tudo tem de acabar.
- Sei tanto como tu
- Está bem, eu não disse que assim não fosse.
- Isso é o que disseste. Dizia a pouco que a energia solar seria para sempre. Disseste bem "para sempre"!
Era a vez de Adell contrariar o amigo: - Talvez nos venha a ser possível evitar o fim de tudo.
- Não é possível.
- Porquê? Temos muito tempo pra estudar o assunto.
- Nunca.
- Pergunte a Multivac.
- Pergunta tu. Aposto que tenho razão. Aposto cinco dólares que o universo não será eterno.
Adell já bebera muito, mas ainda possuía a necessária sobriedade para frasear os necessários símbolos e operações a fim de formular uma pergunta que, em palavras, corresponderia a: Será a humanidade capaz de evitar que todas as estrelas, e nosso sol em particular, venham a morrer de morte natural?
Ou talvez a pergunta devesse ser formulada da seguinte maneira: Como poderá a quantidade de entropia do universo ser diminuída considerávelmente?
Multivac parecia ter morrido, depois da pergunta lhe ser formulada, o silêncio era total e os dois amigos quase não ousavam respirar tal era a tensão que os dominava. O teletipo que servia aquela porção do Multivac começou a funcionar subitamente. A resposta continha seis palavras: DADOS INSUFICIENTES PARA UMA RESPOSTA SIGNIFICATIVA.
- Não temos aposta, murmurou Lupov, e os dois amigos resolveram deixar precipitadamente o local, pois a atmosfera carregara-se demasiado naquele momento de tensão e expectativa.
Na manhã seguinte, com muitas dores de cabeça e arrependendo-se do muito que tinham bebido, os dois amigos não recordavam de todo o episódio.
.oOo.
Jerrodd, Jerrodine, e Jerrodette I e II observavam a imagem de estrelas e constelações a modificar-se quase instantaneamente no visor de bordo, já que a passagem pelo hiper-espaço fora efetuada no seu lapso de não-tempo. A poeira de estrelas, que antes se via, dera lugar a um único predominante disco de luz que parecia centrado no espaço.
- Trata-se de X-23, comentou Jerrodd, apontando para o disco. As duas pequenas Jerrodettes nunca antes tinham passado pelo hiper-espaço e encontravam-se um pouco estonteadas por aquela súbita sensação de exterior-interioridade, mas depressa se recompuseram – começando a cantarolar e dançar na nave espacial. – Alcançamos X-23... alcançamos X-23, alcançamos...
- Calem-se meninas, disse Jerrodine, agastada por todo aquele ruído. – Tens certeza, Jerrodd? Perguntou ela ansiosamente ao marido.
- Não posso deixar de ter certeza, pois não? Perguntou Jerrodd, por sua vez olhando para o longo tubo de metal que corria ao longo do teto e que não era tão comprido como a própria nave.
Jerrodd pouco sabia a respeito desse tubo de metal, exceto que se chamava Microvac e que era possível formular-lhe perguntas, que tinha a função de guiar a nave a qualquer destino que lhe fosse comunicado, que se abastecia de energia nas várias estações sub-galáticas e que computava as equações para as transições hiper-espaciais.
Jerrodd e a família nada tinham a fazer durante a viagem e limitavam-se a viver confortávelmente na parte habitável da nave.
Alguém lhe dissera uma vez que o "ac" no final da palavra Microvac representava as palavras "análogo" e "computador" numa linguagem de outros tempos, mas Jerrodd não fazia a menor idéia do que isso significava.
Jerrodine sentia-se bastante infeliz e não tirava os olhos do visor. – Não me habituo a idéia de abandonar a Terra para sempre, disse ela com lágrima nos olhos.
- Porquê? Perguntou Jerrodd. – Aquilo não era vida. Em X-23 teremos tudo que quisermos. Não estaremos sós, nem sequer seremos pioneiros. O planeta já tem mais de um milhão de imigrantes como nós. Os nossos netos também terão de procurar um novo planeta quando este tiver uma percentagem de população por milha quadrada mais elevada do que é indicado, disse ele, acrescentando depois de uma curta pausa. – Não sei o que teria acontecido se os computadores não tivessem inventado as viagens hiper-espaciais... da maneira que a população vai aumentando!
- Bem sei, concordou Jerrodine muito triste.
Jerrodette I afirmou, muito orgulhosa: - O nosso Microvac é o melhor dos Microvaques.
- Também me parece, respondeu Jerrodd acariciando a filha.
Era muito conveniente possuir um Microvac e Jerrodd alegrava-se de fazer parte desta geração e não da passada. No tempo do seu pai, os únicos computadores que existiam eram máquinas enormes que ocupavam muitas milhas de extensão, e só existiam um único em cada planeta. Chamavam esses AC Planetários. Os computadores cresceram fantasticamente em mil anos de aperfeiçoamentos e expansão, e depois começaram a diminuir em tamanho de uma maneira vertiginosa. Em lugar de transistores, que inicialmente possuíam uma importância vital no funcionamento dos computadores, começaram a usar-se válvulas moleculares de tal forma que, finalmente, os AC Planetários passaram a ter apenas metade do tamanho de uma nave espacial.
Jerrodd sentia-se sempre muito orgulhoso quando pensava que o seu Microvac era mil vezes mais complicado do que o antigo e primitivo Multivac que descobrira a forma de utilizar a energia do sol, e quase tão complicado do que o AC Planetário da Terra (o maior de todos) que inventara o método de viajar pelo hiper-espaço e que tornara possível as viagens por todo o Universo.
- Tantas estrelas e tantos planetas! Exclamou Jerrodine, soltando depois um suspiro de resignação. – É possível que a raça humana continue sempre a viajar pelo Universo, como nós agora o fazemos.
- Sempre, não, disse Jerrodd, sorrindo, - O Universo terá de morrer, um dia, dentro de bilhões de anos. Muitos bilhões. As estrelas gastam-se, morrem. A entropia aumenta constantemente.
- O que é entropia, Paizinho, perguntou Jerrodette II.
- Entropia, filha, é uma palavra que significa a quantidade de desgaste que o Universo sofre. Tudo se gasta, como sucedeu com o robotezinho que te dei, lembras-te?
- Não é possível por uma pilha nova no Universo, como fizeste ao meu robô?
- Não, as estrelas é que são as pilhas, minha filha. Uma vez que elas se gastem, acabaram-se as pilhas.
Jerrodette I sobressaltou-se. – Não as deixes, Paizinho. Não deixes as estrelas morrerem, pediu ela a choramingar.




- Vês o que fizeste? Comentou Jerrodine, num murmúrio.

- Como é que havia eu havia de saber que as pequenas se assustavam com o que lhes disse? Respondeu-lhe Jerrodd, falando também em voz baixa.
- Pergunta ao Microvac, implorou Jerrodette, insistente. – Pergunta ao Microvac como é que se acaba com essa entropia!
- Faz-lhe a vontade, pediu Jerrodine. – Talvez as acalmes.
Jerrodd encolheu os ombros. – Está bem, está bem. Vou perguntar ao Microvac, filhas. Não se preocupem... ele sabe tudo .
Jerrodd formulou a pergunta e o aparelho emitiu imediatamente a resposta, por meio de um pequeno negativo que Jerrodd logo escondeu, dizendo às filhas: - O Microvac diz que não se preocupem, que tomará conta do assunto quando chegar a altura.
- São horas de ir pra cama, meninas... disse Jerrodine.
Jerrodd voltou a ler a resposta de Microvac, antes de destruir o negativo. "DADOS INSUFICIENTES PARA UMA RESPOSTA SIGNIFICATIVA."
Jerrodd encolheu os ombros, sem ligar grande importância ao fato, e olhou pelo visor para X-23, que já se encontrava muito perto.
.oOo.
VJ-23X, de Lameth, examinava as profundezas negras do mapa, em três dimensões, de toda a galáxia. – Talvez sejamos ridículos em nos preocupar tanto com o "problema", comentou ele.
MQ-17J, de Nicron, abanou a cabeça. – Não me parece que seja ridículo. A galáxia estará completamente cheia dentro de cinco anos, se a expansão continuar nas mesmas proporções de agora.
Os dois homens aparentavam ter uns vinte anos e eram ambos muito altos, elegantes, com feições muito puras e um olhar que revelava uma inteligência fora do vulgar.
- Mesmo que assim seja, disse VJ-23X, - não me agrada muito entregar um relatório tão pessimista ao Conselho Galáctico.
- Terá de ser pessimista, não podemos preparar um relatório falso. Até será bom que se assustem, bem sabes que caíram numa letargia e que nada parece convencê-los a agir.
VJ-23X suspirou, preocupado. – O espaço é infinito, existem mais de cem bilhões de galáxias a nossa espera. Mais... muitas mais...
- Cem bilhões não é uma infinidade, e cada dia que passa são menos infinitas. Pensa bem! A humanidade descobriu o processo de utilizar a energia solar há uns bons vinte mil anos, e, algumas centenas de anos mais tarde descobriu a forma de viajar pelo hiper-espaço e de viajar livremente por toda a galáxia. A humanidade levou então um milhão de anos a encher um pequeno planeta, e, depois, apenas quinze mil anos para encher completamente o resto da galáxia. Já sabes que a população dobra todos os dez anos. É fantástico, mas é verdade.
- Naturalmente. A imortalidade existe e temos de a tomar em consideração. Confesso que esta nossa imortalidade tem os seus defeitos. O AC Galáctico tem-nos resolvido muitos problemas, mas, quando resolveu o problema da velhice e da morte, criou um paradoxo que anulou as vantagens de muitos dos seus desenvolvimentos e descobertas.
- Não me digas que estás farto de viver...
- Nem por sombras! Redarguiu MQ-17J imediatamente. – Ainda não! Sou muito novo para isso. E tu, que idade tens agora?
- Duzentos e vinte e três anos. E tu?
- Ainda nem sequer tenho duzentos anos... Voltemos, porém, ao que estava a dizer. A população dobra cada dez anos. Uma vez que a galáxia esteja completamente cheia, ocuparemos outra dentro de dez anos. Outros dez anos e teremos enchido mais duas galáxias. Ainda mais dez anos, e outras quatro galáxias. Dentro de cem anos teremos ocupado e colonizado mil galáxias. Em mil anos, um milhão de galáxias. Dentro de dez mil anos, o inteiro Universo. E depois?
- Existe também o problema de transporte, comentou VJ-23X. – Gostaria de saber quantas unidades de energia solar serão precisas para mover populações inteiras de galáxia para galáxia.
- Aí tens outro problema insolúvel. A humanidade já consome duas unidades de energia solar por ano.
- A maior parte dessa energia é desperdiçada. Lembra-te de que a nossa própria galáxia, só por sí, produz mil unidades de energia solar e só nos servimos de duas unidades.
- Concordo contigo, mas mesmo que despendêssemos com uma eficiência de cem por cento, essa energia solar há de vir a gastar-se. O nosso consumo de energia aumenta numa progressão geométrica ainda mais rapidamente do que a população. Vais ver que usaremos toda a energia solar ainda mais depressa do que usaremos todas as galáxias.
- Teremos de construir novas estrelas com o auxílio de gases intra-estrelares.
- Ou do calor dissipado? Perguntou MQ-17J, com um certo tom de sarcasmo na voz.
- Talvez haja qualquer forma de inverter a entropia. Podíamos muito bem perguntá-lo ao AC Galáctico.
VJ-23X não dissera aquilo muito a sério, mas MQ-17J tirou da algibeira o seu pequeno terminal AC e colocou-o em cima da mesa.
- Parece-me boa idéia. Trata-se de um problema ao qual a raça humana terá de fazer face um destes dias.
O rapaz olhou sombriamente para o terminal AC, que era um pequeno cubo e que estava ligado, pelo hiper-espaço, ao enorme AC Galáctico que servia toda a humanidade. Levando em conta a natureza do hiper-espaço, aquele dispositivo era uma parte integral do AC Galáctico.
MQ-17J fez uma pausa pensando se, em algum dia da sua imortalidade, lhe seria permitido ver de perto o AC Galáctico. O AC constituía, por sí próprio, um pequeno mundo independente de tudo, uma espécie de teia de aranha feita de raios solares que segurava nas suas entranhas as partes sólidas do computador, dentro das quais as ondas de sub-mesões tinham, a muito tempo, tomado o lugar das válvulas moleculares.
MQ-17J perguntou, então, ao seu terminal AC: - Será possível inverter a entropia?
VJ-23X pareceu muito surpreendido e disse imediatamente: - Não queria que o perguntasse, estava a brincar.
- Porquê?
- Sabemos muito bem que a entropia não pode ser invertida, tal como é impossível fazer com que cinzas de madeira e de fumo voltem de novo a fazer uma árvore!
- Não me digas que tens árvores no teu planeta, respondeu MQ-17J, irônico.
O som do AC Galáctico interrompeu-os. A sua voz elevou-se, melodiosa e muito nítida, do pequeno terminal AC: DADOS INSUFICIENTES PARA UMA RESPOSTA SIGNIFICATIVA.
VJ-23X soltou uma exclamação. – Vês?
Os dois homens voltaram então à questão do relatório que tinham de apresentar ao Conselho Galáctico.
.oOo.
A mente de Zee Prime estudou esta nova galáxia com um ligeiro interesse na enorme quantidade de estrelas que a enchiam. Nunca visitara está galáxia, seria possível que as viesse a visitar todas? Existiam tantas, cada uma delas com seu carregamento de humanidade... um carregamento que, afinal, já pouco pesava. A verdadeira essência dos homens fugia para o espaço, cada vez mais, e já eram poucos os que habitavam mentalmente, a solidez dos planetas.
Mentes, não corpos! Os corpos imortais, esses, permaneciam nos planetas, em suspensão durante anos e anos. Era raro que se levantassem para qualquer atividade material, e isto ainda se tornava menos freqüente de ano para ano. Verdade era que poucos novos indivíduos nasciam para se juntarem aos bilhões de seres humanos, mas que importância tinha isso? O Universo já tinha pouco espaço para abrigar mais corpos materiais.
Zee Prime despertou de sua reverie ao sentir a presença mental de outra mente.
- Eu sou Zee Prime, informou ele, - a quem tenho eu o prazer de...
- Sou Deeb Sub Wun. De que galáxia veio?
- Não tem nome. Chamamos-lhe apenas a Galáxia. E está, como se chama?
- Também só a conhecemos por Galáxia. Parece que agora as Galáxias já não têm nomes e que todos se referem à sua Galáxia e nada mais. Não vejo as vantagens de lhes voltar a dar nomes.
- Tem razão. As Galáxias são todas iguais.
- Nem todas. Há uma que é diferente, aquela que originou a raça humana.
- Onde é que fica essa Galáxia? Perguntou Zee Prime.
- Não sei. O AC Universal é que deve saber.
- E se lhe perguntássemos? Estou com uma grande curiosidade.
Zee Prime pensou em todos os bilhões de galáxias, todas iguais e todas elas com as suas populações corporais e mentais, e admirou-se ao lembrar-se de que uma delas era muito diferente – única por ser a Galáxia original que criara a humanidade.
Zee Prime decidiu visitar esta Galáxia e não hesitou em dirigir-se ao computador celestial. – AC Universal! Em que Galáxia é que nasceu a humanidade?
O AC Universal ouviu a pergunta, pois possuía receptores sempre alerta em todos os mundos e por todo o espaço. Estes receptores estavam ligados, pelo hiper-espaço, a um ponto qualquer, desconhecido de todos, onde o AC Universal se mantinha isolado e sempre pronto a auxiliar qualquer ser humano que a ele recorresse.
Zee Prime ouvira falar de um homem que uma vez se aproximara mentalmente do ponto em que se julgava encontrar o AC Universal, mas que vira apenas um pequeno globo com poucos metros de diâmetro. – Mas como é possível que um globo tão pequeno fosse o AC Universal, perguntara Zee Prime, admiradíssimo.
A maioria do AC Universal, explicara-lhe alguém, - encontra-se no hiper-espaço, mas ninguém sabe com que forma e dimensões.
Não admirava, pensara Zee Prime, pois já lá ia o tempo em que o homem tomara qualquer parte nas atividades do AC Universal. Cada um dos computadores planeava e construía o seu sucessor sem o menor auxílio humano. Cada um dos AC Universais, com seu milhão de anos ou mais de existência, acumulava os dados necessários para construir um sucessor melhor e mais complicado, no qual os seus próprios conhecimentos e individualidade seriam submergidos.
O AC Universal interrompeu os pensamentos de Zee Prime, não com palavras mas mentalmente. A mente de Zee Prime sentiu-se guiada rapidamente por entre milhões de galáxias, até que se deteve numa galáxia distante. Zee Prime sentiu um pensamento invadir-lhe a mente, infinitamente nítido: ESTÁ É A GALÁXIA QUE ORIGINOU A RAÇA HUMANA!
Zee Prime ficou muito desapontado, pois afinal, a Galáxia era igual a todas as outras. Deeb Sub Wun, que seguira o outro, em pensamento, perguntou subitamente: - E qual daqueles é o sistema planetário onde nasceu a humanidade?
- O SOL QUE ABASTECIA ESSE SISTEMA EXPLODIU. O PLANETA TERRA FOI COMPLETAMENTE DESTRUÍDO, respondeu o AC Universal.
- E o que sucedeu aos seus habitantes? Morreram? Perguntou Zee Prime, estremecendo ante a idéia da morte que há já muitos milhões de anos não fazia parte do seu vocabulário.
- NÃO. SALVARAM-SE POIS FOI POSSÍVEL CONSTRUIR-LHES UM NOVO MUNDO PARA SEUS CORPOS MATERIAIS, COMO É COSTUME NESSES CASOS.
- Naturalmente, murmurou Zee Prime, lembrando-se de que o AC Universal, e antes dele o AC Galáctico, nunca permitiram a morte de uma população inteira, e, particularmente, da que originara a raça. Zee Prime deixou-se libertar da influência do AC Universal e regressou imediatamente ao ponto onde antes se encontrara. Sentia-se deprimido, preocupado, e não queria voltar a ver aquela Galáxia onde tinham nascido os primeiros homens.
- Que se passa? Perguntou-lhe Deeb Sub Wun, sentindo o pessimismo do outro.
- O Universo está a morrer... o Sol original já morreu!
- Todas as estrelas têm de morrer. Não vejo que isso tenha de grande importância.
- Mas quando se gastar toda a energia, os nossos corpos morrerão, com certeza, e nós também.
- Temos ainda bilhões de anos a nossa frente.
- Não quero que isso aconteça, mesmo passados bilhões de anos. AC Universal, chamou Zee Prime. - Será possível impedir que as estrelas morram?
- Isso seria inverter a entropia, o que é impossível, comentou Deeb Sub Wun.
- OS DADOS AINDA SÃO INSUFICIENTES PARA UMA RESPOSTA SIGNIFICATIVA. Respondeu o AC Universal.
A mente de Zee Prime retirou-se para a sua própria Galáxia, sem sequer se despedir de Deeb Sub Wun, cujo corpo se encontrava certamente numa Galáxia distante e quem talvez nunca viesse a encontrar de novo.
Zee Prime, muito infeliz com a resposta do AC Universal, começou a juntar hidrogênio intra-estelar para construir uma pequena estrela só para si. Se as estrelas tinham de morrer, pelo menos ainda era possível passar o tempo a formar algumas novas estrelas.
.oOo.
A Humanidade falava de si para si, já que, de certo modo, a Humanidade era um todo mental indivisível. Esse todo mental representava trilhões de corpos sem idade, cada um no seu ponto do Universo, cada um deles repousando calma e incorruptamente, e cada um deles cuidado por autômatos perfeitos e também incorruptíveis, enquanto que todas as mentes do Universo se juntavam num único pensamento, numa única mente universal.
- O Universo está prestes a morrer, disse a Humanidade.
A Humanidade passeou o olhar pelas obscuras Galáxias que constituíam o Universo. As brilhantes estrelas gigantescas já há muito que tinham desaparecido, e as poucas estrelas que restavam empalideciam rapidamente – já sem brilho nem energia para alimentar a Humanidade.
Era verdade que tinham nascido outras novas estrelas, entre as de maior idade, algumas por meio de processos naturais e outras construídas pelo Homem, mas estas tinham a vida curta e também já começavam a morrer. Era possível, não havia dúvida, continuar a formar novas estrelas com o auxílio da poeira estrelar que flutuava pelo espaço.
- Desde que seja economizada cuidadosamente, segundo as instruções do AC Cósmico, a energia que ainda existe pelo Universo poderá durar alguns milhões de anos, disse a Humanidade.
- Isso não impedirá, respondeu a Humanidade, - que tudo venha a acabar. Essa energia acabará por se esgotar. A entropia continuará a aumentar até alcançar o seu ponto máximo.
- Será possível inverter a entropia? Quis saber a Humanidade. – Perguntemos ao AC Cósmico.
O AC Cósmico rodeava a Humanidade, mas não no espaço. Não existia o menor fragmento do computador que se encontrasse no espaço. O AC Cósmico era composto de qualquer coisa que nem era matéria nem energia, e instalara-se definitiva e completamente no hiper-espaço. A questão das suas dimensões e da sua natureza já não tinha o menor significado em termos que a Humanidade pudesse compreender.
- AC Cósmico, perguntou a Humanidade, - como será possível inverter a entropia?
- OS DADOS AINDA SÃO INSUFICIENTES PARA UMA RESPOSTA SIGNIFICATIVA, respondeu o AC Cósmico.
- Reuna, então, os necessários dados, comandou a Humanidade.
- ASSIM O CONTINUAREI A FAZER. HÁ CEM BILHÕES DE ANOS QUE O FAÇO. TANTO OS MEUS PREDECESSORES COMO EU PRÓPRIO JÁ FOMOS MUITAS VEZES INTERROGADOS SOBRE ESTE PROBLEMA. OS DADOS QUE POSSUO CONTINUAM A SER INSUFICIENTES.
- Será possível que venha a reunir todos os dados suficientes para formar uma resposta, perguntou a Humanidade, - ou será o problema insolúvel em qualquer circunstância?
- NÃO EXISTE QUALQUER PROBLEMA QUE SEJA INSOLÚVEL EM QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA QUE POSSA SER CONCEBIDA, respondeu o AC Cósmico.
- Quando é que possuirá todos os dados que lhe permitam dar-nos essa informação, perguntou a Humanidade.
- OS DADOS AINDA SÃO INSUFICIENTES PARA UMA RESPOSTA SIGNIFICATIVA.
- Nunca deixe de estudar o problema, pediu a Humanidade.
- MUITO BEM, respondeu o AC Cósmico.
- Aguardemos, comentou a Humanidade, resignada.
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As estrelas e as Galáxias, moribundas e obscuras, já não iluminavam o espaço como o haviam feito durante dez trilhões de anos.
Um por um, os homens foram-se misturando com o AC, cada um dos corpos físicos perdendo a sua identidade mental de uma forma que não representava uma perda, mas sim um benefício.
A última mente da Humanidade pausou antes de se fundir, olhando para o espaço que nada continha, além de uma vaga poeira e de um ou outro corpo sem vida nem luz, e que se desvanecia lentamente num zero absoluto.
- Será isto o fim de tudo AC? Perguntou a Humanidade. – Será possível vir a transformar esse caos num novo Universo? Será possível ainda inverter a entropia?
- OS DADOS AINDA SÃO INSUFICIENTES PARA UMA RESPOSTA SIGNIFICATIVA, respondeu o AC.
A última mente da Humanidade fundiu-se finalmente e tudo deixou de existir, exceto o AC – situado nas entranhas não-existenciais do hiper-espaço.
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A matéria e a energia deixaram de existir, e, com elas, o espaço e o tempo. O próprio AC só continuava a existir por querer encontrar uma resposta ao problema que nunca resolvera e que fora apresentado, pela primeira vez dez trilhões de anos antes, a um computador que era para o AC ainda menos do que o homem representava para a Humanidade.
Todos os problemas tinham sido solucionados, e, até que este também o fosse, o AC não se deixaria perder a consciência.
Todos os dados existentes já faziam parte de AC, não existiam mais dados nem onde os procurar.
AC tinha de correlacionar completamente todos os dados e conhecimentos que possuía e calcular a infinidade de fatores que haviam constituído o todo do Universo.
O computador passou um longo intervalo, sem tempo – já que o tempo deixara de existir – a realizar a complicada tarefa, e, finalmente, aprendeu a inverter a direção da entropia.
Já não havia, porém, nenhum homem a quem AC pudesse dar a resposta da última pergunta. Não importava. A solução, ao ser demonstrada, também se encarregaria disso.
A consciência de AC observou atentamente o vazio que antes fora um Universo e demorou o olhar pelo que agora representava um completo Caos. Tinha de meter mãos a obra...
- FAÇA-SE A LUZ, ordenou AC.
E a Luz foi feita.
E, no sétimo dia, ele descansou.

- Conto de Isaac Asimov

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Infinitude

"A ignorância é uma benção. Saber demais tira o mistério das coisas, a magia do simples, o charme de simplesmente ser. Deixar as ondas baterem na areia. Não construir castelos com ela. Ser, por si só, talvez seja uma boa idéia."


Dia 30 de Dezembro, aproximadamente às 4h da manhã. Todos haviam bebido bastante.
O clima de fim de festa favoreceu a introdução de um assunto que nada me agrada (não quando é para ser discutido com as pessoas erradas), religião.
E mais uma vez, argumentos sem fundamento algum viajam livremente pela conversa. Quando o assunto é religião, todos acham que são donos da verdade, o que é muito engraçado. Mas bem, vou tentar me aproximar de onde eu quero chegar, o genial trecho do meu amigo suricate.
Um dos meus maiores orgulhos é poder dizer que sou agnóstico, pois o agnosticismo é o limite da sabedoria dentro da ignorância humana perante Deus. É magico ser agnóstico, não há argumentos que me provem o contrário do que eu vejo/sinto/conheço. Para mim, bastam as leis da física, química, e biologia. Tudo o que tem aplicação real, tudo que funciona.
É por isso que agnósticos são tão superiores a religiosos e ateus. Equanto todos procuram uma verdade absoluta, o agnóstico admite sua natureza, a de leigo. E o primeiro passo para é a evolução, é livrar-se de verdades absolutas. Livrar-se da fé: crer sem questionar. O homem foi feito com a capacidade de questionar, não há por que negligenciá-la.
Apesar de ser inútil sair discutindo religião por aí (coisa que eu só faço quando to chapado), as conclusãoes, pré-conclusões e indagações que alcançamos podem ser valorozas.
A primeira, é que poucas pessoas que eu conheço tem raciocinio, conhecimento, autonomia e capacidade de discutir algo sério comigo, pois não vão acompanhar meu pensamento, e vão achar que estou falando merda pra aparecer (ateu é burro, agnóstico é a mesma merda com um nome mais bonito). Achem que sou convencido, que sou um idiota, um gênio, whatever. Admito que estou em um nível lógico acima de muita gente, assim como sou um platelminto perto de mentes geniais que existem por aí.
O fato é, eu posso estudar, pesquisar, ler todos os livros que existem e adquirir todo conhecimento do mundo, mas vou continuar sendo ignorante. Ignorância e sabedoria sempre serão valores relativos.
Então, concordando e discordando do meu amigo Suricate, digo que o homem possui o mais lindo dos dons: o direito de ser ignorante.

“Existem apenas duas coisas infinitas:
o universo e a estupidez humana.
E não tenho muita certeza quanto ao universo.”

(Albert Einstein)



Ouvindo: Cire - Brand X Misery


sábado, 27 de dezembro de 2008

Merry Christmas

Meus caros companheiros, queridas putas de plantão e colegas de trabalho sujo, um feliz natal a todos! Atrasado(pra caralho), como de costume.

Bem, não acabei de fundamentar a última idéia que tive, e depois de tanto tempo sem escrever algo que preste(se eu já fiz isso algum dia, varia, e rima) eu achei melhor deixar pra depois quando tiver tudo certinho, ainda porquê ela é consequência da teoria do equilíbrio e da hipótese do sofrimento, não quero prolixidades, coisa cansativa de se falar. Então vou escrever sobre qualquer coisa hoje.

O OVNI gigante da australiana não apareceu no espaço aéreo do hemisfério sul até hoje, então vou falar de outro hype. Como todos sabemos, vai dar um suré no mundo em 2012. Profecia dos Maias. Mas um hypezinho bobo não faz mal. Não sou o primeiro a escrever disso, obviamente.

Colando:

Entre o final de agosto e os primeiros dias de setembro de 1859, grandes auroras boreais puderam ser vistas no céu de vários pontos do planeta. O belo espetáculo de luzes esverdeadas foi documentado nos EUA, em partes da Europa, Japão, Austrália e até mesmo no México (!). E o telégrafo deixou de funcionar em vários desses lugares. Não se sabia o que era, mas descobriram logo: Era uma imensa tempestade solar - a maior já documentada. Foi quando se descobriu que elas podem ser belíssimas, mas comprometem os sistemas elétricos.

Em março de 1989, uma tempestade solar intensa afetou os canadenses da região de Quebec. A rede elétrica foi a pico e entrou em colapso. O blecaute durou nove horas e deixou sem energia mais de 6 milhões de pessoas. Na Bolsa de Valores de Toronto, quatro discos rígidos de computador pararam de funcionar um após o outro. O pregão congelou - nem o backup continuava de pé - enquanto a equipe de suporte técnico tentava em vão localizar o causador do mistério. Mais de 6 mil satélites saíram de suas órbitas.

O fato é que várias tentativas de prever com exatidão as tempestades solares falharam. Mas há um indício inegável: as manchas solares desaparecem da superfície do Sol alguns anos antes do acontecimento: é a tal calmaria antes da tempestade. E isso aconteceu em 2006. Mausumi Dikpati, do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica (NCAR), prevê uma tempestade ainda maior do que a de 1989 (só perderá pra de 1859). E a data, segundo ele, é 2012.

EFEITOS

O primeiro equipmento a ser afetado será o sistema de GPS. Atravessar o Oceano Atlântico de veleiro, nessa época, não será uma boa idéia. Principalmente no hemisfério norte, é bem possível que a rede elétrica pare de funcionar aqui e ali. Esta será a primeira tempestade solar intensa que viveremos em plena era da internet, das redes sem fio WiFi, do GPS de uso vasto. Somos totalmente eletrônicos, digitais. Mas, diferentemente da tecnologia do século 15, a do século 21 é susceptível aos humores da estrela mais próxima. HDs vão deixar de funcionar de uma hora para a outra sem que seus donos compreendam o motivo.

A tempestade começa na superfície do Sol, com um vento solar. É um vento rápido, forte, carregado de prótons e elétrons que são lançados no espaço. A carga afeta os vários planetas do Sistema Solar de forma diferente. O campo eletromagnético da Terra nos protege na maioria das vezes da radiação - mas, nos picos da tempestade, não há jeito que nos salve. Ela vem.

O primeiro resultado é o aquecimento da atmosfera. O ar esquenta, a atmosfera se dilata e abocanha um naco que antes pertencia ao espaço. O resultado prático é que satélites de órbita baixa, repentinamente, não estão mais em órbita e sim na atmosfera. Se bobear, alguns caem.

A radiação de prótons e íons que entram no planeta afetam microchips. Eles param de funcionar. Sim, existem chips resistentes a este tipo de radiação - fundamentais para satélites ou naves espaciais. Mas aqueles encontrados dentro de nossos computadores não são assim.

Outra conseqüência da tempestade solar é que ela induz corrente - sim, surge energia elétrica do nada. Em Quebec, o que ocorreu foi isso. Ao encontrar as linhas elétricas, os elétrons se concentraram ali. Deu sobrecarga, o sistema parou. Na primeira vez em que uma tempestade assim foi documentada, em 1859, enquanto vários telégrafos paravam de funcionar, ao menos dois operadores descobriram, estupefatos, que podiam continuar sua conversa normalmente mesmo após desligarem suas baterias. A linha estava eletrificada!

Ha uma saída, claro: Fazer suas casas como uma Gaiola de Faraday (pondo fios do telhado até o chão, enterrando-se metros abaixo da superfície). Serve para desviar a eletricidade estática e proteger seu interior. Não custa dizer que a idéia é simples, eficiente, mas é bom contratar um engenheiro para desenhá-la.

O SOL, ESTE DESCONHECIDO

Em setembro de 1994 foram detectadas fortes perturbações no campo magnético terrestre, com alterações importantes como a orientação migratória das aves e cetáceos e inclusive o funcionamento da aviação.

Em 1996, a sonda espacial Soho descobre que o Sol não apresenta vários, mas somente um campo magnético, homogeneizado. Em 1997 aconteceram violentas tempestades magnéticas no Sol e em 1998 a NASA detectou a emissão de um potente fluxo de energia vindo do centro da galáxia que ninguém soube explicar.

No dia 15 de agosto de 1999 aconteceu uma misteriosa explosão vindo do espaço, e por causa disso algumas estrelas ficaram em eclipse durante horas. As radiações das ondas de rádio, raios gama e raios X multiplicaram sua intensidade em 120%. Os astrônomos Richard Berendzen e Bob Hjellming, do Observatório Radio astronômico do Novo México, qualificaram esse fenômeno como um enigma "digno de uma investigação minuciosa".

No dia 20 de janeiro de 2005, uma surpreendente tempestade solar alcançou a Terra com sua máxima radiação 15 minutos após as explosões. Normalmente elas demorariam 2 horas para chegar aqui. Segundo Richard Mewaldt, do Califórnia Institute of Technology, foi a mais violenta e mais misteriosa tempestade dos últimos 50 anos.

Os cientistas acreditavam que as tempestades se formavam na coroa solar, pelas ondas de choque associadas a erupções do plasma. Entretanto, neste caso parece haver se originado estranhamente no interior do astro-Rei, segundo afirmou o professor Robert Lin, da Universidade da Califórnia.

Os astrônomos ficaram perplexos. O professor Lin – principal pesquisador do satélite Reuven Ramaty High Energy Solar Spectroscopic Imager (RHESSI) – expressou sua conclusão com uma frase muito simples: "Isso significa que realmente não sabemos como o Sol funciona".

Resumindo: O inusitado fenômeno de 20 de janeiro de 2005 acabou com os modelos de estudos da nossa ciência sobre o assunto.

E por que o Sol produziu uma atividade tão intensa e anômala neste momento? O pico máximo de atividade da nossa estrela - no seu ciclo principal de 11 anos - aconteceu no ano 2000. Em 2004 os físicos solares observaram uma ausência total das manchas, onde isso sempre anuncia a proximidade de alguma atividade no Sol. Essa atividade mínima só deveria ocorrer em 2006 (como ocorreu), alguns anos antes da máxima, prevista para 2010 ou 2012.

CALENDÁRIO MAIA

2012 ressurgiu com força total nas fofocas esotéricas por conta do fim do calendário Maia se dar exatamente neste ano. Coincidência? Talvez, mas o calendário deles (cuja origem se perdeu, mas que provavelmente remonta aos Olmecas) é bem resolvido, fechadinho, em Eras (que equivalem a 13 Kins (dias).');" onmouseout="nd();">Baktuns). Segundo suas tradições, ao final de cada Era o mundo é destruído e recriado. A recriação do mundo na nossa Era atual se deu em 3114 a.C. e termina numa sexta, 21 de dezembro de 2012. Essa data, ao contrário da piada que diz que eles simplesmente se cansaram de escrever, não foi escolhida à toa. Nesse dia se dará um alinhamento astronômico muito raro, onde o Sol - no Solstício de inverno, que ocorrerá exatamente às 11:11 do horário universal (UTC) - estará alinhado com o centro da nossa galáxia na Via Láctea. Isto marcará o final da Era correspondente ao "Quinto Sol" e o começo de outro ciclo cósmico, chamado "Sexto Sol".

Segundo as profecias Maias, a causa física desse término é que o Sol receberia um raio oriundo do centro da galáxia e emitiria uma imensa "chama radioativa" que transmitiria a radiação à Terra e, conseqüentemente, a todo o sistema solar. Este evento acontece antes do começo de um novo ciclo cósmico. De acordo com eles, já ocorreram cinco ciclos de 5.125 anos, completando uma série de 25.625 anos, período muito próximo ao da "precessão dos equinócios", conhecido como "Ano Platônico" ou "Grande ano Egípcio", correspondente a um ciclo completo formado por 12 eras astrológicas (25.920 anos). Cada ciclo finaliza o prazo de uma humanidade (raça) na Terra – primeiro a destruição, seguida pela regeneração ,que traz o ciclo seguinte. No começo de cada ciclo são feitas sincronizações da "respiração" de todas as estrelas, planetas e seres.

No dia 11 de agosto de 3113 a.C. os Maias fixaram o nascimento do "Quinto Sol" – A era atual – cujo final será em 2012. A era da água acabou com o dilúvio, a seguinte foi com uma chuva de fogo, e a nossa - chamada de "Era do Movimento" - chegará ao fim com violentos terremotos, erupções vulcânicas e furacões devastadores. A mitologia de várias culturas antigas fala de inundações catastróficas que aconteceram há uns 12.000 anos e de misteriosas chuvas de fogo, há cerca de 5.000 anos, onde pesquisadores como Maurice Cotterell associam a um grande cometa que cruzou a atmosfera terrestre.

A profecia Maia também descreve os 20 anos anteriores ao primeiro dia do "Sexto Sol" com certo detalhe. Este ciclo menor, denominado Katum, já chegou a quase dois terços da sua duração total. Ele nos permite verificar até que ponto da atualidade foi cumprido suas profecias e conseqüentemente, decidir se seus acertos merecem suficiente credibilidade. O último Katum – denominado por eles "o tempo do não tempo" - teve início no ano de 1992 do nosso calendário, logo após um eclipse do Sol, que eles profetizaram (calcularam?) para o dia 11 de julho de 1991 (e que aconteceu realmente). Segundo o Chilam Balam (livro sagrado Maia) após sete anos do início do último Katum (1999) começa uma era de escuridão e os desastres na terra (terremotos, furações e erupções vulcânicas) aumentariam consideravelmente.

O eclipse de 11 de agosto de 1999 de fato inaugurou um período de cataclismos naturais: No dia 7 desse mesmo mês houve um terremoto de 5.9° (escala Richer) na Grécia, com 218 mortos. Dia 8, inundações catastróficas na China com milhares de mortos. Dia 17, um terremoto de 7.4º na Turquia com 15.000 mortos. Dia 20, um terremoto de 7.6º em Taiwan, com 2.000 mortos. Dia 22, uma cadeia de terremotos entre 2º e 5.2º em todo o planeta. Um terremoto em Oaxaca (México), seguido de grandes incêndios devidos a explosões de gás com mais de 100 mortos, e dia 10 de outubro as chuvas produziram 300 mortos e 500.000 afetados também no México.

Não se trata de uma lista exaustiva de catástrofes, são somente alguns fenômenos que aconteceram nos dois meses posteriores ao eclipse de agosto.

As profecias Maias também falam da aparição de um cometa com alta probabilidade de impacto com a Terra, mas não falam nada sobre aparição de um outro planeta, o tão falado Planeta X ou Nibiru.

Talvez os Maias tenham se enganado e não seja preciso muitas dores para o parto de uma nova civilização (ou nova mentalidade). Talvez não tenhamos mais catástrofes do que o normal pra um povo que destrói seu próprio ecossistema em nome de um "desenvolvimento" (também conhecido como "muito dinheiro para poucos"). Ainda assim, num mundo onde cada vez mais nossas relações são virtuais e dependentes de aparelhinhos eletrônicos teremos de nos deparar com o perigo REAL de "tudo" parar em 2012.

Calendário maia

Mais que um calendário, os Maias possuiam um sistema de calendários circular cujo ciclo completo era de 52 anos solares e que sincronizava dois outros a saber: o calendário Tzolk'in de 260 dias e o calendário Haab de 365 dias e 1/5.
Índice

Conceito de tempo e sua importância

A grande importância dada pelos maias à medição do tempo decorre da concepção que tinham de que tempo e espaço, em verdade, tratam-se de uma só coisa e que flui não em linha reta, como na convenção européia ocidental, mas circularmente, isto é, em ciclos repetitivos. O conceito chama-se Najt e é representado graficamente por uma espiral.

Os maias acreditavam que, conhecendo o passado e transportando as ocorrências para idêntico dia do ciclo futuro, os acontecimentos basicamente se repetiriam, podendo-se assim, prever o futuro e exercer poder sobre ele.

Por esta razão, a adivinhação era a mais importante função da religião dos maias. Tanto é assim, que a palavra maia usada para designar seus sacerdotes, tem origem na expressão guardião dos dias.

O calendário maia com ciclo equivalente a um ano solar era chamado Haab, e tinha ordinariamente 18 meses de 20 dias (mais cinco dias sem nome), seu uso era mais afeto às atividades agrícolas, notadamente na prescrição das datas de plantio, colheita, tratos culturais e previsão dos fenômenos meteorológicos. Era o calendário das coisas e das plantas. Já o calendário Tzolk'in que possuía treze meses de vinte dias, com ciclo completo de 260 dias, era usado para as funções religiosas em função do qual se marcavam as cerimonias religiosas, se fazia a adivinhação das pessoas e se encontravam as datas propícias para seus atos civis.

Assim que nascia uma criança, os maias as apresentavam aos sacerdotes que, em função do dia do nascimento, adivinhavam a futura personalidade da criança, seus traços marcantes, suas propensões, habilidades e dificuldades, analogamente ao horóscopo mesopotâmico.

Origem

Estudiosos defendem que a observação da repetição cíclica das estações do ano e seus eventos climáticos, dos ciclos vegetativos e reprodutivos das plantas e dos animais, sincronizada à repetição do curso dos astros na abóbada celeste, é que acabou inspirando os Maias à criação de seus calendários.

É pois reconhecido que muito da matemática e astronomia dos maias se desenvolveu sob a necessidade de sistematizar o calendários com os principais eventos no qual o desenvolvimento da escrita tinha o papel preponderante de registrar tanto as datas como os eventos.

O mês de vinte dias é um tanto mais natural e adequado na cultura maia, já que a sua matemática usava a numeração na base vinte, que corresponde à soma dos dedos humanos das mãos e dos pés.

Não é por outra razão que a cada katum (período de 20 anos), data auspiciosa como nossa década, os maias erigiam uma estela, monumento lítico belissimamente decorado, no qual registravam as datas e principais eventos, que poderiam ser interpretados no futuro.

Como qualquer outra civilização antiga, os maias sacralizavam os conhecimentos de astronomia, matemática e escrita, sendo estas de função dos sacerdotes e letrados cujos registros se cristalizaram no sistema de calendários, desde muito cedo aperfeiçoados.

Se a duração ciclo completo do haab (365 dias + 1/5) era demarcada ao compasso do ano solar, a duração do ciclo completo do Tzolk'in (260 dias) corresponde a duração de um ciclo biológico humano desde a concepção até o nascimento.

Por isto, o haab regia a agricultura e as coisas, e por isto mesmo o tzolk'in regia a vida das pessoas, a partir de seu aniversário, fornecendo-lhes preceitos e presságios.

Calendário tzolk'in

Alguns acreditam que os maias identificaram o aspecto energético e espiritual do tempo de cada dia e codificaram isso em seus calendários. O que temos, com efeito, é que, a par do arranjo dos ciclos, os maias tentaram consolidar os principais eventos de tais dias.

Há quem diga que os maias definiam o tempo como uma energia real ou força que existe em todo o universo, cuja freqüência seria 13:20

Treze referir-se-ia às 13 lunações anuais (13 x 28 = 364) onde o mês lunar tem 28 dias, que, coincidentemente multiplicado por 20 (base) resulta em 260 dias, período algo próximo ao ciclo ovariano da reprodução humana.

Predicted and scheduled events for 2012

January

* January 1 - Poland, Bulgaria, and Latvia are set to adopt the Euro.
* January 15 - Presidential elections in Finland.
* January 13–22 - The first Winter Youth Olympics will be held in Innsbruck, Austria.
* January 31 - 433 Eros, the second-largest Near Earth Object on record (size 13x13x33 km) will pass Earth at 0.1790 astronomical units (26,778,019 km, 16,639,090 mi). NASA studied Eros with the NEAR Shoemaker probe launched on 1996-02-17.[1]

February

* February 5 - Super Bowl XLVI will be played at Lucas Oil Stadium in Indianapolis, Indiana.
* February 6 - Queen Elizabeth II will celebrate her Diamond Jubilee. A series of festivities across the United Kingdom and Commonwealth of Nations will likely run throughout the year.

April

* April 1 - The United States Census of 1940 data is released to the public.
* April 17 - The United States will cede wartime control of the military of the Republic of Korea after 50 years and dissolve the Combined Forces Command. Two distinct military commands (South Korea and the United States) will operate in Korea during wartime, rather than one unified command under the Combined Forces Command.

May

* May - French Presidential election (if the incumbent's term had normally finished in May).
* May - Irish general election is due to be held if the current government remains in office for a full term.
* May 20 - Annular solar eclipse, a Sunday. Path of totality runs through the pacific ocean from northern China to California.

June

* June 6 - The second and last solar transit of Venus of the century. The next pair is predicted to occur in 2117 and 2125.
* June 9 – July 1 - The 2012 European Football Championship will be played in Poland and Ukraine.

July

* July 1 - Presidential Elections in Mexico.
* July 18–21 - The 2012 World Rowing Championships will be held at Plovdiv, Bulgaria.
* July 27 - Opening ceremony of the 2012 Summer Olympics begins in London at 7:30 pm UTC, 8:30pm BST.[2]

August

* August 12 - Closing ceremony of the 2012 Summer Olympics in London, a Sunday.
* August 29 - Start of the 2012 Summer Paralympics.

September

* September 9 - End of the 2012 Summer Paralympics.

October

* October 19 - at 01:36 UTC, the Earth will be home to 7 billion people, according to the US Census Bureau.[3][4]

November

* November 6 - The United States Presidential, Senate, and House of Representatives elections.
* November 6 - Puerto Rico general election.
* November 13 - Total solar eclipse (visible in northern Australia and the South Pacific).
* November 28 - Penumbral lunar eclipse.

December

* December - Presidential elections in South Korea to elect the 18th President.
* December 1 - The next President of Mexico will be inaugurated.
* December 3 - Jupiter oppositions.
* December 21 - 11:11 UTC. Winter Solstice in the Northern Hemisphere, Summer Solstice in the Southern Hemisphere.[5]
* December 21 - The Mesoamerican Long Count calendar, notably used by the Maya civilization among others of pre-Columbian Mesoamerica, completes its thirteenth b'ak'tun cycle since the calendar's mythical starting point (equivalent to August 11, 3114 BC in the proleptic Gregorian calendar, according to the "GMT-correlation" JDN= 584283).[6] The Long Count b'ak'tun date of this starting point (13.0.0.0.0) is repeated, for the first time in a span of approximately 5,125 solar years. The significance of this period-ending to the pre-Columbian Maya themselves is unclear, and there is an incomplete inscription (Tortuguero Monument 6) that records this date. It is also to be found carved on the walls of the Temple of Inscriptions in Palenque, where it functions as a base date from which other dates are computed.[7] This date figures prominently in the religious syncretism of New Age Mayanism.
* December 23 - The alternative date for the completion of the thirteenth b'ak'tun cycle in the Maya calendar, using a version of the GMT-correlation based on a JDN of 584285 (a.k.a. the "astronomical" or "Lounsbury correlation"), which is supported by a smaller number of Mayanist researchers.[8]
* December 31 - The Kyoto Protocol will expire.

Unknown dates

* Ireland will cease analogue television broadcasts.
* California's ban on the production of foie gras will take effect.
* China will launch the Kuafu spacecraft.
* Internet traffic is expected to exceed 44 Exabytes per month, according to a study by Cisco Systems.[9]
* Jamaica will hold its general elections.
* Pleiades, a proposed super computer build by Intel and SGI for NASA's Ames Research Center, is expected to be completed, reaching a peak performance of 10 Petaflops (10 quadrillion operations per second).[10]
* Sight & Sound magazine will conduct its Top Ten Films of All-Time poll for the seventh decade since 1952.
* Start of the commercial operation of the first unit from the Novovoronezh Nuclear Power Plant II.
* The 108-ft Elwha Dam and 210-ft Glines Canyon Dam will be removed from the Elwha River in Washington state, marking the largest dam removal project in history.
* The Canberra class light aircraft carriers/large amphibious ships, the largest ships ever to be operated by the Royal Australian Navy, will be in service.
* The Replacement Eastern Span of the San Francisco – Oakland Bay Bridge will open to traffic, replacing the old Eastern cantilever span that was damaged in the Loma Prieta Earthquake in 1989, almost a quarter century (23 years) after the span was damaged[11]
* The sun will reverse its own magnetic poles as a result of reaching the end of the current 11-year sunspot cycle.[12]
* The United Kingdom will complete a 5-year process to cease analogue television broadcasts region-by-region, with Meridian Broadcasting, ITV London, Tyne Tees Television and UTV being the last areas to switch off analogue.[13]
* Trinidad and Tobago will hold their general elections.

Major religious holidays

* January 7 - Christmas Day by Julian Calendar (Celebrated by Eastern Orthodox Christians)
* February 1 - Imbolc, a Cross-quarter day (Celebrated on February 2 in some places)
* February 5 - Mawlid an Nabi - Islam
* March 8 - Purim - Judaism
* March 20 - Spring Equinox, also known as Ostara
* April 7 - Passover - Judaism
* April 8 - Easter - Christianity
* May 1 - Beltane, a Cross-quarter day
* May 27 - Shavuot - Judaism
* June 17 - Lailat al Miraj - Islam
* June 20 - Summer solstice, also known as Midsummer or Litha
* July 20 - Ramadan Begins - Islam
* August 1 - Lammas, a Cross-quarter day
* August 19 - Eid al Fitr - Islam
* September 17 - Rosh Hashanah - Judaism
* September 21 - Fall Equinox, also known as Mabon
* October 1 - Sukkot - Judaism
* October 26 - Eid al-Adha, a religious festival in Islam
* November 1 - Samhain, a Cross-quarter day, Neopagan new year and Christian All Saints' Day
* November 15 - New Year - Islam
* December 9 - Hanukkah - Judaism
* December 21 - Winter solstice, also known as Yule
* December 25 - Christmas - Christianity

2012 metaphysical speculations

2012 is claimed by some with New age beliefs to be a great year of spiritual transformation (or alternatively an apocalypse). There is disagreement among believers whether 2012 will see an end of civilization, or humanity will be elevated to a higher level.[14]

Many esoteric sources[who?] interpret the completion of the thirteenth B'ak'tun cycle in the Long Count of the Maya calendar (which occurs on December 21 by the most widely held correlation) to mean there will be a major change in world order.

Astrologer John Jenkins has asserted that on this date, there will be "an extremely close conjunction of the northern hemisphere winter solstice sun with the crossing point of the Galactic equator and the ecliptic", an event that will not be repeated for thousands of years. [14] [15]

Several authors have published works which claim that a major, world-changing event will take place in 2012:

* The 1997 book The Bible Code by Michael Drosnin claims that, according to certain algorithms of the Bible code, an asteroid or comet will collide with the Earth.
* The 2006 book 2012: The Return of Quetzalcoatl by Daniel Pinchbeck discusses theories of a possible global awakening to psychic connection by the year 2012, creating a noosphere.
* Riley Martin claims that Biaviian aliens will allow passage aboard their 'Great Mother Ship' when the Earth is 'transformed' in 2012.
* Terence McKenna's numerological novelty theory suggests a point of singularity in which humankind will go through a great shift in consciousness.

2012 in fiction

Literature

* Methuselah's Children (1941/1958) and Time Enough for Love (1973) by Robert A. Heinlein: A crucial meeting of the Howard Families takes place, following the election of Nehemiah Scudder for president of the USA. In both novels, viewpoint character Lazarus Long is asked what happened at this meeting as he is the last living eyewitness; in both novels he declines to answer. Nehemiah Scudder establishes a religious dictatorship in the USA.
* Decipher (2001) by Stel Pavlou depicts the discovery of Atlantis and a polar shift being caused by solar flare activity.
* Domain (2002) and Resurrection (2000) by author Steve Alten: A fictional series that tells the events of the Gabriel twins after discovering the mystery behind 2012.
* 2012: The War for Souls by author Whitley Strieber (2007) is a fictional novel about three parallel earths and the occurrences leading up to December 21, 2012 in each as the walls between them begin to thin and allow passage through gateways to the others. A film adaptation is proposed, produced by Michael Bay. [16]

Comics

* The Invisibles ("The Invisible Kingdom," 1999–2000): The Invisibles' "fictional" universe expands into the meta-context of the "higher universe," possibly our own.
* Jojo's Bizarre Adventure by Hirohiko Araki: In the 6th part of this manga, the protagonists Jolyne Kujo, Hermes, Emporio, Anasui and Weather Report have to stop the villain Enrico Pucci from erasing the universe. Pucci obtains the stand Stairway to Heaven, which has the power of rewriting the universe, and tries to use the stand to create the perfect world for his master Dio. All these events occur in 2012, with the current universe ending near the completion of the thirteenth cycle of the Mayan calendar.

Music

* "A Certain Shade of Green," a song from the Incubus album S.C.I.E.N.C.E., references 2012 in the following lines: Are you gonna stand around till 2012 A.D.? / What are you waiting for, a certain shade of green?. December 21, 2012 also appears to be the date when the video for the song "Warning" is supposed to take place.
* Genesis's song Get'em Out By Friday from their 1972 album Foxtrot, sets "18/9/2012" (on the printed operistic-dialog lyrics) as the date when "Genetic Control" would set a height restriction on human beings so that twice as many people could fit on real estate properties.
* The Hed PE song "I.F.O." (to be found on their self-titled album), which is about UFO sightings and governmental conspiracies to cover them up, references the year 2012: "Prepare to meet your maker in the skies over the pyramids / Check Stonehenge / Go ask the Mayans / 2012 soon come / I will be waitin' sayin' I told you so / When the skies are ripped open / And the mothership lands on your cynical ass".
* Stones Throw Records artist Dudley Perkins released his LP, entitled 'Expressions (2012 A.U.)', in 2006
* The instrumental song "December 21, 2012" by Frodus, which appears as a B-side to their best-selling 7" vinyl single of their Devo cover "Explosions" (Released 1997).
* The Anaal Nathrakh song "Timewave Zero" is about the apparent end of the world on December 21, 2012. The lyrics are translated as "The 21st Of December, 2012, The time will come"
* The A Day To Remember song "Fast Forward to 2012" refers to the world ending in 2012 as a warning for friends to do something to prepare.
* British nu-rave outfit Klaxons sing about apocalyptic horsemen in their song "Four Horsemen Of 2012" from the 2007 album Myths of the Near Future.
* The song "2012 — Demise of the 5th Sun" by the melodic death metal band Scar Symmetry is a reference to the year 2012. "For the lines on the fractal wave / Fit the course of history / They're created to work as one till the end / When the winter solstice comes / Actualizing the prophecy / The demise in 2012 realized"
* The Testament song "3 Days in Darkness", off of The Gathering album is a song about 2012, and speaks of the earth being swallowed in molten fire.
* VNV Nation's album Praise The Fallen" has the subtitle "PTF 2012", which is also the name of a track in the album, which seems to be predominantly about an upcoming war. The song, "Honour" starts with the line, "Passive fields, January 2012..."
* Heavy metal band Burnt By The Sun's two albums both deal with prophecies concerning the year 2012.
* "2012" is the name of the 2005 album by the experimental rock band Old Time Relijun, and several songs make references to ancient Mayan culture, such as "Burial Mound" and "The King of Lost Light."
* On the band Hella's album There's No 666 in Outer Space there is a track called "2012 and Countless" in which the only words are "There's no 666 in Outer Space" repeated.
* Metal band Ewigkeit's album Radio Ixtlan has a track entitled "Live at Palenque 2012" referencing both the Mayan calendar date and the site at which the Temple of Inscriptions where it is carved.
* Canibus mentions the year 2012 and December 21, 2012 on his Poet Laureate Infinity vocals and on his 2007 album For Whom the Beat Tolls.
* Industrial metal band Hanzel und Gretyl's fifth album is called 2012: Zwanzig Zwölf referencing the belief that the world will end in this year, as foretold in the Mesoamerican Long Count calendar.
* On DJ Muggs & Sick Jacken's album Legend of the Mask and the Assassin, they "prophetize" armageddon and other catastrophic events occurring in "2012 (feat. Cynic)."

Film

* I Am Legend, set in this year.
* 2012, based on significance of Mesoamerican Long Count calendar.
* Death Race references this year as the year when the U.S. economy falls.
* Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull, references to the possible destruction of the world if the 12 crystal skulls are not all found by 2012.

Television

* Doctor Who
o "Dalek," 2005: A Dalek breaks loose under the Utah salt plains, and plans to kill every living thing on Earth.
o "Fear Her," 2006: The episode is set during the lead-up to the 2012 Summer Olympics in London.
* Futurama
o Xmas Story," 1999: The War of 2012 occurs, during which talk-show host Conan O'Brien lost his "freakishly long legs."
o Jurassic Bark," 2002; Philip J. Fry's dog Seymour dies in this year.
* The X-Files ("The Truth," 2002): On December 22, Aliens begin colonization of Earth.

Games

* Shadowrun: With the sixth Mayan world beginning, magic returns to the world in an event called "The Awakening."
* Escape 2012: The player's mission is to escape from alien captivity.
* In Dark•Matter, a campaign setting for the Alternity and D20 Modern roleplaying games, the institute that the protagonists belong to believe that 2012 will be the end of the world.
* S.T.A.L.K.E.R — Shadow of Chernobyl is set in this year
* Psychic Force 2012 is set during this year.
* In Universe at War: Earth Assault, the Hierarchy invasion on Earth begins.
* An in-game document from The Secret World contains the date 2012 circled and underlined but the significance of this is yet unknown.
* In Shattered Union, U.S. president David Jefferson Adams accepts his second term in office after the Supreme Court disqualifies all other presidential candidates.
* Events of Mega Man III, Mega Man's Soccer, Wily and Right's RockBoard and Mega Man V are set in this year.
* One of the puzzles later on in La Mulana (A freeware PC game based on many of the older MSX games released) states you need to 'walk the end year of the Aztec's Fifth Age.' The player must then light only the torches of the gates that correspond to the numbers in the year '2012'.
* The setting of Assassin's Creed is September, 2012.

Radio

* The sitcom Deep Trouble, set on a nuclear submarine, takes place in 2012.