Mostrando postagens com marcador paradigma. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador paradigma. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Receita para vendedores sem escrúpulos

Este post é algo que de fato entra par o meu livro imaginário, O Manual do Filho da Puta. Que de tão filho da puta, daria um livro de trocentas páginas com trocentas menos uma vazias, com os dizeres "se fudeu, rá" na última.

Vi há um tempo atrás um vídeo muito ridículo sobre um autoentitulado PUA de uma companhia que desconheço se apresentar no Jô, de maneira lamentavelmente despreparada. Na verdade esse é o tipo de coisa que eu acho que não deve ser apresentado a Massas, público massificado Logo despreparado, massa que me lembra cocô com farinha, pedacinhos de merda, entre outras coisas. Coisas que não possuam intelectualidade o suficiente para extrair dos outros o melhor deles, quando muito enxergar que isso existe.

Eu odeio meio-termos sem causa, aqueles que o são por falta de identidade. As massas não decidem se são humanos ou animais nunca.

Recentemente li um texto do blog Controle Remoto, do recentemente famoso Felipe Neto, pelo qual possuo alguma admiração. Esta vem principalmente da sua capacidade de expressar opiniões relevantes a qualquer um e inserir alguma coisa na cabeça de quem não tem muita. Aparente e infelizmente, nem todos o entendem.

O texto falava dessa entrevista no Jô.
http://controleremoto.tv/blog/2010/03/guia-de-como-pegar-mulher-na-balada-oi/
Vocês podem ver o vídeo, e talvez até o texto, e verão do que se trata.

Logo abaixo, o comentário que eu fiz. Com 2 meses de diferença em relação ao texto original, por isso resolvi postar.

Soa muito tentador poder conquistar qualquer mulher que se queira, não é?

É que nem crepúsculo isso, só que um pouco diferente. No final é tudo sexo e poder. Quaisquer provocadores de sensações com senso delusional de possibilidade vendem pra caralho. Vejamos outros exemplos: Deus(no sentido “universal” da palavra), aumento peniano de 20cm, O Segredo, etc, vendem muito, brother.

Suponha que esses métodos realmente funcionem, que hajam resultados, que os caras apesar de inseguros consigam o que queiram e tudo mais aqui comentado.

É…

Qual é o propósito dessa porra toda? Comunidade, livros, aulas, os caralho?
O tal célebre Mystery, que começou com isso, é um maluco de 37 anos e já deu entrevista no Letterman, ou sei lá, algum desses Jô’s que falam inglês. Não lembro o que ele tinha a dizer sobre o sentido da vida dele, que era até relevante, mas enfim.

Ele dizia “Meu cérebro está programado para me dar recompensas químicas quando realizo coisas que aumentam minhas chances de sobrevivência e reprodução*. Recompensas químicas – isso eu chamo de felicidade.”
(* com o que certamente quis dizer ‘fuder geral’)

Com isso, um brother meu entendeu “A nobreza do homem que se foda”.

Mas como você mesmo disse em num vídeo seu sobre cantadas Felipe, as tais senhoritas que pros alfas são alvos, elas mesmo, queimaram sutiã, fizeram os caralho a quatro em busca de uma liberdade que virou libertinagem num piscar de olhos.

Acabou toda a graça do romantismo, todo valor da castidade/fidelidade, e daí vai cavalheirismo, honra, enfim casamento e filho virou contrato, daí vai. Tu pode ainda falar da mídia massificada, que só põe cada vez mais merda na cabeça do jovem. Nada mais faz sentido, né.

E daí surgiu essa metáfora que esses caras usam de chamar isso de jogo. Virou um mix de putaria com cabacismo de outra geração que nem se aplica nem faz valer. Pelo menos creio eu. Eu comecei a ler o tal livro “O Jogo – Neil Strauss”, mas achei um porre. Existe uma subcultura de “pick-up artists” criada em cima disso, de estratégias pra vencer no jogo.



Eu tentei e não consegui, sério, se tu achar sentido nisso tudo, me avisa.
A única coisa que eu posso concluir é que precisa haver cuidado na abordagem de ambos os lados.

Isso não é necessariamente uma crítica, a questão é que cada um acha pra sua vida o Propósito que ‘quer’. E pra si, aquilo é o que importa.
(De maneira que não se pode sair dizendo o quanto é fodão e superior ou sair oferecendo ajuda como se tivesse alguém aqui precisando dela.)

Senhores alfas, mantenham seu conhecimento tão sagrado para si.

Fim do comentário.

Uma extensãono próximo post.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

In the depths of the river

A teoria, o abstrato. A não prática, a primeira metade da pré-ação do ser racional.

A vida é um emaranhado de fluxos de desordem caoticamente ordenados. Também é um pedaço de realidade que se abre diante de seus sentidos, o pequeno espaço ao redor de você, o invariavelmente variável "pequeno". Varia conforme o que é o ser.

Vida...  A materialização da existência... A cagada que soluciona postumamente o fim do mundo.

Eu já falei muito sobre o curso da vida, a origem, o sentido dentro da vista do homem, extrapolar a partir disso seria previsível, algum dia ia acontecer. Mas ser possível escrever algo que preste, varia. Reconheça as palavras, como sempre, e absorva o que achar que é válido.

Você é uma máquina operando. Você é um vetor nesse infinito conjunto. Seu módulo aumenta conforme suas dimensões são engrandecidas.
Falar do sentido da vida é fácil quando se fala da humanidade enquanto uma entidade. Já se restringir ao indivíduo, não é tão simples assim.

Eu acho um saco, mas tenho pena pois sei que também já fiz um dia, certas coisas. Erros de pensamento comuns que as pessoas cometem por comodismo ou fraqueza de espírito, que provavelmente não foram geradas por responsabilidades delas. A toda hora vejo pessoas tirando significados internos distorcidos de eventos externos e se enfurnando num casulo de medo por isso. Medo, o medo e a dor, aqueles que deveriam ser nossos grandes professores...

Nós deveríamos parar de nos desculpar e dar desculpas, e de viver em busca de aprovação dos outros. Não há nada a se conquistar nisso, e ainda por cima, só torna banal o ato de perdoar.

Sempre acreditei na evolução do homem, em buscar novos níveis e paradigmas, evolução constante e consciente. Porém num "infinito conjunto", pode ser difícil não se perder. É como dizia Confúcio, o homem que caça a 2 coelhos não pega nenhum.

Aceite tudo da maneira que é. Assuma as responsabilidades. Trabalhe em você mesmo, e expulse o covarde interno que quer ficar e sugar energia.

Seja seu próprio centro, mas não faça disso uma maneira de evitar todo o resto. Viajar é o melhor meio de reafirmar isso. O ser se engrandece da transformação interna do bom que há lá fora em algo ainda melhor. E assim engrandece também o mundo ao seu redor.

Todo mundo devia construir uma poderosa e capaz imagem própria a que ame, e mudar seus modelos de referência para si próprio depois de certo momento da vida. Nós não somos criados para absorver referências pra sempre, nossos pais um dia morrem. Aqueles que poderiam dar a referência também. Precisamos saber a hora de produzir os próprios trabalhos.

Todo mundo devia achar um propósito pra sua vida.

Fatalmente, não temos como saber porquê nós de fato vivemos, pelo menos agora. Então já que estamos aqui, vamos fazer algo que preste.

O propósito do escolhido é chegar à Fonte. De onde sai todo o rio. E o escolhido pra essa vida, aqui e agora, é você.