quinta-feira, 20 de julho de 2017

Of life, and death at the end of it

Todo copo vazio está preenchido com a possibilidade de todas as bebidas
Toda vida vazia está preenchida com a possibilidade de todas as histórias, missões e propósitos,
Toda incerteza é a possibilidade de várias verdades.
Todo vazio é um cheio.

Alguma hora a gente vai ter que ver que não há mais como sacrificar a alma pela falsa segurança/certeza do racional, que é encerrada em si, afim de alcançar um propósito qualquer que seja que não a própria realização.

Seja em consonância com a imposição do passado por medo, ou em reação e oposição diametral ao que aconteceu, a determinação é o encerramento do ser - é seu fim. É o não-ser.

Nós temos medo terrível de sentir. Sentir prazer traz o medo de sentir dor. Quando acaba o prazer?

Afinal desde sempre fomos ensinados a restringir, a condicionar, a conter a felicidade e não brilhar demais perto de quem já sofre.

Desde que caiu o Nome do Pai e a verticalidade em todas as esferas,
Ninguém mais nos diz o que fazer, e com isso somos livres,

Mas com toda essa liberdade surge a angústia,
De ter que definir um propósito para nossa vida, uma vez que ninguém mais o fará

Porque não podemos fazer tudo, apenas um pouco desse tudo,
E a cada escolha de 10 opções, toda certeza que temos é que deixamos pra trás 9.

Nesses tempos aonde reina o vazio existencial,
O único jeito de sobreviver é readmitir-se cidadão do Vazio.

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